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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0603

Biota Neotrop. vol.5 no.2 Campinas  2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032005000300004 

ARTIGOS

 

Composição e abundância dos caranguejos (Decapoda, Brachyura) nas regiões de Ubatuba e Caraguatatuba, litoral norte paulista, Brasil

 

 

Adriane A. BragaI; Adilson FransozoI; Giovana BertiniII; Patricia B. FumisI

NEBECC (Group of studies on Crustacean Biology, Ecology and Culture)
IDepartamento de Zoologia, Instituto de Biociências, UNESP, Botucatu, C.P. 510 CEP 18.618-000 São Paulo, Brasil
e-mail: dribraga@ibb.unesp.br e fransozo@ibb.unesp.br
IIUNESP Unidade de Registro Rua Tamekichi Takano, 5. CEP 11900-000 Registro, São Paulo
e-mail: gibertini@registro.unesp.br

 

 


RESUMO

O objetivo do presente estudo foi caracterizar a composição e a abundância dos caranguejos no infralitoral não-consolidado de duas regiões (Ubatuba e Caraguatatuba) do litoral norte paulista, Brasil. Em cada região foram realizadas coletas mensais em sete profundidades, durante o período de dois anos (Julho/ 2001 a Junho/ 2003), utilizando-se um barco de pesca equipado com duas redes do tipo "double-rig". Obteve-se um total de 30.231 caranguejos (13.305 em Ubatuba e 16.926 em Caraguatatuba), abrangendo nove superfamílias (Dromioidea, Homoloidea, Calappoidea, Leucosioidea, Majoidea, Parthenopoidea, Portunoidea, Xanthoidea e Pinnotheroidea), 16 famílias, 29 gêneros e 44 espécies. Do total de espécies coletadas, 31 foram comuns para as duas regiões. Dentre as duas regiões, Caraguatatuba apresentou a maior riqueza de espécies (42) e o maior índice de diversidade (2,93 bits/inds.). Para ambas regiões, Callinectes ornatus, Hepatus pudibundus e Libinia spinosa, foram os braquiúros mais abundantes. Tais resultados indicam que as duas regiões analisadas apresentam ambientes propícios para o desenvolvimento dos braquiúros, possibilitando uma alta biodiversidade.

Palavras-chave: Biodiversidade, abundância, checklist, Brachyura.


 

 

1. INTRODUÇÃO

Os estudos relacionados com a composição dos invertebrados marinhos são de fundamental importância para um melhor conhecimento do número atual de espécies presentes nas comunidades bentônicas, servindo como base para a conservação da biodiversidade deste ambiente.

Biodiversidade é a idéia central de quantificar a posição ecológica dos diferentes biótopos pelo conhecimento da abundância das espécies (Izsák & Papp 2000). De acordo com Myers (1997) a biodiversidade da comunidade numa determinada região pode ser afetada pela dispersão dos organismos, isto porque as comunidades são compostas por indivíduos residentes permanentes, temporários e transitórios.

O ambiente marinho sustenta várias populações de organismos, sendo os crustáceos decápodos um dos grupos mais comuns, com a maioria das espécies ocorrendo nas regiões tropicais e subtropicais e com uma diminuição significativa em direção às regiões temperadas-frias e frias (Boschi 2000).

Os caranguejos representam um grupo altamente significante dentre os decápodos marinhos, com aproximadamente 5.000 espécies descritas em todo o mundo. Segundo Melo (1996) o litoral brasileiro é composto por 302 espécies de Brachyura, sendo que destas, 188 ocorrem no litoral paulista (Bertini et al. 2004).

Com relação aos estudos sobre a biodiversidade de diferentes grupos de Decapoda, a região de Ubatuba tem recebido grande atenção, podendo destacar os trabalhos realizados por Fransozo et al. (1992 e 1998), Negreiros-Fransozo et al. (1992 e 1997), Pires (1992), Cobo et al. (1993), Hebling et al. (1994), Nakagaki et al. (1995), Negreiros-Fransozo & Nakagaki (1998), Costa et al. (2000), Mantelatto & Fransozo (2000), Bertini & Fransozo (2004), Bertini et al. (2004) e Mantelatto et al. (2004). Pode-se mencionar ainda, os trabalhos em outras regiões efetuados por Souza (1997) no Rio Grande do Sul e Lavrado et al. (2000) na Baía de Guanabara (RJ).

A literatura sobre os decápodos da costa brasileira trata com freqüência de áreas geográficas particulares, apesar disto, tais trabalhos são importantes para o entendimento dos vários aspectos das comunidades bentônicas, além de fornecer um conhecimento básico sobre a bioecologia destes organismos.

O propósito deste trabalho foi caracterizar a composição e a abundância dos Brachyura no infralitoral não consolidado das regiões de Ubatuba e Caraguatatuba, litoral norte paulista.

 

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1 Área de Estudo

Segundo Mahiques (1995) o litoral norte do Estado de São Paulo é caracterizado pela grande proximidade da Serra do Mar em relação ao oceano e pela presença de uma linha costeira extremamente recortada formando enseadas e baías. Tais aspectos promovem um ambiente propício ao estabelecimento e desenvolvimento de uma vasta diversidade biológica.

As áreas estudadas estão localizadas no litoral norte paulista, compreendendo as regiões de Ubatuba e de Caraguatatuba. A área amostrada em Ubatuba inicia-se na enseada de Ubatuba a qual possui a abertura voltada para o leste e com grande estrangulamento, formado por projeções do embasamento cristalino que a divide em duas regiões, a mais externa com profundidades acima de 10 metros e a interna marcadamente mais rasa (Mahiques 1995). A região de Caraguatatuba apresenta obstáculos físicos representados pelas ilhas Vitória, Búzios e, principalmente, pela Ilha de São Sebastião. Esse anteparo físico às condições de impacto do mar aberto, aliado à proximidade do Canal de São Sebastião, faz com que tal região esteja sujeita a um hidrodinamismo menos intenso, o que reflete na formação de uma área de deposição de sedimentos finos (Pires-Vanin et al. 1993).

2.2 Metodologia de Coleta

Os braquiúros foram coletados mensalmente nas regiões de Ubatuba e Caraguatatuba, localizadas no litoral norte do Estado de São Paulo, durante o período de Julho/2001 a Junho/2003. Em cada região, as amostras foram obtidas em sete transectos (5, 10, 15, 20, 25, 30 e 35 metros de profundidades) sendo que cada transecto apresentou uma duração de 30 minutos, compreendendo uma distância de aproximadamente 2 quilômetros (16.000 m2) (Figura 1). As coletas foram realizadas com um barco de pesca equipado com duas redes do tipo "double-rig". No final de cada arrasto, as redes foram recolhidas ao convés e todos os exemplares foram triados e colocados em sacos plásticos, devidamente etiquetados e acondicionados em caixas térmicas com gelo picado. No laboratório os caranguejos foram identificados de acordo com Melo (1996) e, posteriormente, todos os exemplares foram mensurados (mm) na região da maior largura da carapaça (LC) com um paquímetro (0,1mm). A classificação adotada foi baseada em Martin & Davis (2001).

 

 

Para a representação do número total de indivíduos por superfamílias de Brachyura utilizou-se o índice de abundância: A = ln (x + 1), onde x = número de indivíduos e ln = logarítimo neperiano.

A diversidade (H') foi estimada pelo índice de Shannon-Wiener (Pielou 1966): H'= Ssi=1 Pi. log2 Pi, onde "s" é o número de espécies e " Pi" é a proporção de ith espécies. O índice de eqüitabilidade (E') foi calculado como indicado por García Raso & Fernandez Muñoz (1987): E'= H'/log2 s. Os indíces de diversidade foram realizados pelo programa Krebs (versão 0,9) (Krebs 1998).

 

3. RESULTADOS

Foram coletados um total de 30.231 caranguejos, compreendendo nove superfamílias (Dromioidea, Homoloidea, Calappoidea, Leucosioidea, Majoidea, Parthenopoidea, Portunoidea, Xanthoidea e Pinnotheroidea), 16 famílias e 29 gêneros representados por 44 espécies.

Na Tabela I estão listadas todas as espécies registradas e o número total de indivíduos para cada região. Observou-se que Caraguatatuba apresentou maior número de espécies e maior índice de diversidade (H') em comparação com a região de Ubatuba.

 

 

As figuras 2 A e B demonstram o número total de espécies e o índice de abundância pelas superfamílias em cada região.

 


 

As superfamílias mais representativas em relação ao número de espécies para a região de Ubatuba foram Xanthoidea (9), Majoidea (8) e Portunoidea (8) e para a região de Caraguatatuba foram Majoidea (11), Xanthoidea (10) e Portunoidea (8). No que se refere ao número de indivíduos, destacaram-se, respectivamente, para Ubatuba e Caraguatatuba as superfamílias Portunoidea (9.614 e 8.864) seguida de Calappoidea (1.623 e 4.054) e Majoidea (1.348 e 2.617).

Das 44 espécies coletadas, 31 foram comuns para ambas regiões, sendo que as espécies Eucratopsis crassimanus e Pinnixa gracilipes ocorreram somente na região de Ubatuba, e as espécies Hypoconcha arcuata, H. parasitica, Homola barbata, Collodes rostratus, C. trispinosus, Stenorhynchus seticornis, Heterocrypta lapidea, H. tommasii, Mesorhoea sexspinosa, Panopeus americanus e Pilumnus dasypodus estiveram presentes somente na região de Caraguatatuba.

A seguir encontra-se a lista das espécies coletadas em ambas regiões, com a amplitude de tamanho (largura da carapaça) e a distribuição geográfica, segundo Melo (1996) e Mantelatto & Dias (1999).

Superfamília Dromioidea de Haan 1833

Família Dromiidae de Haan 1833

-Cryptodromiopsis antillensis (Stimpson 1858) Figura3

 

 

Tamanho: LC = 7,7 16,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte, Bermuda, Flórida, Golfo do México, Antilhas, norte da América do Sul, Guianas e Brasil (Amapá até o Rio Grande do Sul).

- Hypoconcha arcuata Stimpson 1858 Figura4

 

 

Tamanho: LC = 11,0 14,2 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até a Flórida, Golfo do México, Antilhas, Guianas e Brasil (Amapá até São Paulo).

- Hypoconcha parasitica (Linnaeus 1763) Figura5

 

 

Tamanho: LC = 12,4 20,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até a Flórida, Golfo do México, Antilhas, Venezuela e Brasil (Maranhão até São Paulo).

Superfamília Homoloidea de Haan 1839

Família Homolidae de Haan 1839

- Homola barbata (Fabricius 1793) Figura6

 

 

Tamanho: LC = 12,2 14,7 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Virgínia até o sul da Flórida, Golfo do México, América Central, Antilhas, norte da América do Sul e Brasil (Rio de Janeiro até Rio Grande do Sul). Atlântico oriental - Portugal e Costa da África. Mediterrâneo.

Superfamília Calappoidea Milne Edwards 1837

Família Hepatidae Stimpson 1871

- Hepatus pudibundus (Herbst 1785) Figura7

 

 

Tamanho: LC = 2,5 81,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Geórgia, Golfo do México, Antilhas, Venezuela, Guianas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul). Atlântico oriental Guiné até África do Sul.

Superfamília Leucosioidea Samouelle 1819

Família Leucosiidae Samouelle 1819

- Persephona lichtensteinii Leach 1817 Figura8

 

 

Tamanho: LC = 11,5 29,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Venezuela, Suriname, Guiana Francesa e Brasil (Amapá até São Paulo).

- Persephona mediterranea (Herbst 1794) Figura9

 

 

Tamanho: LC = 10,0 44,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Nova Jersey, Carolinas, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Venezuela, Suriname, Guiana Francesa e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul) e Uruguai.

- Persephona punctata (Linnaeus 1758) Figura10

 

 

Tamanho: LC = 10,7 42,3 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Antilhas, Colômbia, Venezuela, Guiana e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul ).

Superfamília Majoidea Samouelle 1819

Família Epialtidae MacLeay 1838

-Leucippa pentagona H. Milne Edwards 1833 Figura11

 

 

Tamanho: LC = 5,3 10,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Uruguai e Argentina. Pacífico oriental Califórnia, México e Chile.

Família Inachidae MacLeay 1838

- Stenorhynchus seticornis (Herbst 1788) Figura12

 

 

Tamanho: LC = 8,3 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina.

Família Inachoididae Dana 1851

-Collodes rostratus A. Milne Edwards 1878 Figura13

 

 

Tamanho: LC = 6,5 12,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Espírito Santo até Rio Grande do Sul), Argentina (incluindo Patagônia).

- Collodes trispinosus Stimpson 1871 Figura14

 

 

Tamanho: LC = 15,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até a Flórida, Golfo do México e Brasil (Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo).

-Leurocyclus tuberculosus (H. Milne Edwards e Lucas 1843) Figura15

 

 

Tamanho: LC = 5,4 39,1 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Rio de Janeiro até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina (incluindo Patagônia). Pacífico oriental Chile.

- Pyromaia tuberculata (Lockington 1876) Figura16

 

 

Tamanho: LC = 3,7 15,8 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Rio de Janeiro até Paraná) e Argentina. Pacífico oriental Califórnia, América Central até o Chile. Indo-Pacífico Japão.

Família Mithracidae Balss 1929

- Microphrys bicornutus (Latreille 1825) Figura17

 

 

Tamanho: LC = 3,5 5,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até o sul da Flórida, Bermudas, Golfo do México, Antilhas, América Central, Venezuela e Brasil (Maranhão até o Rio Grande do Sul e Fernando de Noronha).

Família Pisidae Dana 1851

- Libinia ferreirae Brito Capello 1871 Figura18

 

 

Tamanho: LC = 5,7 60,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Venezuela e Brasil (Pará até Santa Catarina).

- Libinia spinosa H. Milne Edwards 1834 Figura19

 

 

Tamanho: LC = 4,3 84,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Espírito Santo até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina. Atlântico oriental Senegal até Angola, Ilha Cabo Verde. Pacífico oriental sul da Califórnia até norte do Chile, Ilha Galápagos e Hawaii.

- Pelia rotunda A. Milne Edwards 1875 Figura20

 

 

Tamanho: LC = 6,2 6,8 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Pará até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina.

-Rochinia gracilipes A. Milne Edwards 1875 Figura21

 

 

Tamanho: LC = 3,3 12,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Rio de Janeiro até Rio Grande do Sul), Uruguai, Argentina e Antártida.

Superfamília Parthenopoidea MacLeay 1838

Família Parthenopidae MacLeay 1838

- Heterocrypta lapidea Rathbun 1901 Figura22

 

 

Tamanho: LC = 9,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Antilhas e Brasil (Pará até Rio Grande do Sul).

-Heterocrypta tommasii Rodrigues da Costa 1959 Figura23

 

 

Tamanho: LC = 11,2 17,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental América Central, Guianas e Brasil (Ceará até Rio Grande do Sul).

- Mesorhoea sexspinosa Stimpson 1871 Figura24

 

 

Tamanho: LC = 11,2 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte, Flórida, Golfo do México, Antilhas e Brasil (Pará ao Rio Grande do Sul).

- Parthenope (Platylambrus) fraterculus (Stimpson 1871) Figura25

 

 

Tamanho: LC = 13,0 18,3 mm

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até Flórida, Golfo do México, Antilhas, Suriname e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul).

- Parthenope (Platylambrus) pourtalesii (Stimpson 1871) Figura26

 

 

Tamanho: LC = 12,7 27,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Nova Jersey até sul da Flórida, Golfo do México, Antilhas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul).

Superfamília Portunoidea Rafinesque 1815

Família Portunidae Rafinesque 1815

- Arenaeus cribrarius (Lamarck 1818) Figura27

 

 

Tamanho: LC = 22,8 100,2 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Massachusetts até Carolina do Norte, Bermuda, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela, Brasil (Ceará até Rio Grande do Sul), Uruguai (Maldonado) e Argentina (Mar del Plata).

- Callinectes danae Smith 1869 Figura28

 

 

Tamanho: LC = 30,0 92,7 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Bermuda, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela e Brasil (Paraíba até Rio Grande do Sul).

- Callinectes ornatus Ordway 1863 Figura29

 

 

Tamanho: LC = 9,4 99,3 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Virginia, Carolina do Norte até a Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela, Guianas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul).

-Charybdis hellerii (A. Milne-Edwards 1867) Figura30

 

 

Tamanho: LC = 36,2 47,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Flórida, Cuba, Colômbia, Venezuela e Brasil (Alagoas até Santa Catarina). Atlântico oriental Mediterrâneo: Israel e Egito. Indo-Pacífico Japão, Filipinas, Nova Caledônia, Austrália, Hawaii, Oceano Índico incluindo o Mar Vermelho.

- Cronius ruber (Lamarck 1818) Figura31

 

 

Tamanho: LC = 6,3 7,3 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte ao sul da Flórida, Golfo do México, Antilhas, América Central, norte da América do Sul, Guianas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul). Atlântico oriental Senegal até Angola. Pacífico oriental Califórnia até Peru e Galápagos.

- Portunus ordwayi (Stimpson 1860) Figura32

 

 

Tamanho: LC = 6,1 10,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Massachusetts até Flórida, Golfo do México, Antilhas, Venezuela, Guianas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul, Fernando de Noronha).

- Portunus spinicarpus (Stimpson 1871) Figura33

 

 

Tamanho: LC = 5,5 42,9 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte e do Sul, Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela, Guianas e Brasil (Amapá até Rio Grande do Sul) e Uruguai (Maldonado).

- Portunus spinimanus Latreille 1819 Figura34

 

 

Tamanho: LC = 14,5 91,9 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Nova Jersey até sul da Flórida, Bermuda, Golfo do México, Antilhas, Venezuela, Guianas e Brasil (Pernambuco até Rio Grande do Sul).

Superfamília Xanthoidea MacLeay 1838

Família Eriphiidae MacLeay 1838

- Eucratopsis crassimanus (Dana 1852) Figura35

 

 

Tamanho: LC = 15,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Flórida, Golfo do México, Antilhas e Brasil (Alagoas ao Rio Grande do Sul).

Família Hexapodidae Miers 1886

- Hexapanopeus paulensis Rathbun 1930 Figura36

 

 

Tamanho: LC = 2,0 12,4 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Sul, Flórida, Golfo do México, Brasil (Pará até Santa Catarina) e Uruguai (Maldonado e Rocha).

- Hexapanopeus schmitti Rathbun 1930 Figura37

 

 

Tamanho: LC = 2,0 8,0 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Ceará até Santa Catarina) e Uruguai.

- Panopeus americanus Saussure 1857 Figura38

 

 

Tamanho: LC = 10,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Flórida, Golfo do México, Antilhas, Colômbia, Venezuela e Brasil (Maranhão até Santa Catarina).

- Panopeus occidentalis Saussure 1857 Figura39

 

 

Tamanho: LC = 4,7 14,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte até a Flórida, Golfo do México, América Central, Antilhas, norte da América do Sul, Guianas e Brasil (Ceará até Santa Catarina).

Família Pilumnidae Samouelle 1819

- Pilumnoides coelhoi Guinot e Macpherson 1987 Figura40

 

 

Tamanho: LC = 5,3 7,5 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Bahia até Santa Catarina).

-Pilumnoides hassleri A. Milne Edwards 1880 Figura41

 

 

Tamanho: LC = 4,0 7,7 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Rio de Janeiro até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina até Estreito de Magalhães.

- Pilumnus dasypodus Kingsley 1879 Figura42

 

 

Tamanho: LC = 3,1 9,4 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Carolina do Norte e do Sul, Flórida, Golfo do México, Antilhas, norte da América do Sul e Brasil (Paraíba até Santa Catarina).

- Pilumnus reticulatus Stimpson 1860 Figura43

 

 

Tamanho: LC = 4,0 7,2 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Antilhas, América Central, norte da América do Sul, Brasil (Pará até Rio Grande do Sul), Uruguai e Argentina. Pacífico oriental sul da Califórnia até Panamá.

-Pilumnus spinosissimus Rathbun 1898 Figura44

 

 

Tamanho: LC = 2,6 25,1 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Flórida, Golfo do México, Antilhas e Brasil (Rio Grande do Norte até Santa Catarina).

Família Xanthidae MacLeay 1838

-Cataleptodius floridanus (Gibbes 1850) Figura45

 

 

Tamanho: LC = 10,0 - 12,2 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Flórida, Golfo do México, Bermuda, Antilhas, América Central, norte da América do Sul e Brasil (Rocas, Fernando de Noronha e do Ceará ao Rio Grande do Sul). Atlântico oriental África (Guiné ao Gabão).

Superfamília Pinnotheroidea de Haan 1833

Família Pinnotheridae de Haan 1833

- Pinnixa gracilipes Coelho 1997 Figura46

 

 

Tamanho: LC = 9,8 - 11,6 mm.

Distribuição Geográfica: Atlântico ocidental Brasil (Pará, Pernambuco e São Paulo).

 

4. DISCUSSÃO

As áreas de estudo, compreendidas pelas regiões de Ubatuba e Caraguatatuba, são pequenas quando comparadas com a vasta extensão da costa brasileira, no entanto, os levantamentos faunísticos realizados até o presente, demonstraram ser de grande importância nos estudos sobre a estruturação das comunidades marinhas bentônicas, servindo de base para o conhecimento e preservação da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos naturais.

De acordo com Melo (1990) o litoral sul-sudeste do Brasil é considerado como uma área de transição hidrológica e faunística, o que traz como conseqüência a presença de espécies de várias origens, além das endêmicas. Assim, esta região possui uma mistura de faunas oriundas das regiões tropicais, subtropicais e subantárticas (Sumida & Pires-Vanin 1997). Tal fato ficou evidenciado, no presente estudo, com a ocorrência de Leurocyclus tuberculosus e Portunus spinicarpus, sendo estas espécies encontradas em maiores concentrações entre o Rio Grande do Sul (Brasil) e a Patagônia (Argentina) (Pires 1992 e Melo 1996).

Os resultados obtidos sobre os fatores ambientais na mesma região por Costa et al. (2000) e Bertini et al. (2001) revelaram a existência de uma variação térmica sazonal diretamente relacionada com a profundidade, determinando uma termoclina durante os meses de primavera e verão. Sumida & Pires-Vanin (1997) relataram que as mudanças da fauna bentônica de Ubatuba seguem claramente os gradientes de profundidade estando, provavelmente, ligadas às alterações no sedimento e a estabilidade física das massas de água presentes na região. Pires (1992) mencionou que, na região compreendida entre 10 e 40 metros, o fator predominante na distribuição da fauna ao largo de Ubatuba seria o tipo de sedimento que variou de siltoso para arenoso, sendo que, acima dos 40 m, a temperatura seria o principal fator responsável pela estruturação das comunidades.

Os resultados do presente estudo indicaram uma mudança gradual na composição das espécies, principalmente, a partir dos 25 metros de profundidade, com predomínio do siri Callinectes ornatus na área mais interna das regiões e Portunus spinicarpus na área externa, principalmente durante o verão, época da incidência da ACAS (Águas Central do Atlântico Sul), fato este também observado por Pires (1992) e Bertini et al. (2004) em outras áreas do litoral norte paulista, demonstrando que estas espécies são fundamentais na estruturação das comunidades bentônicas nas regiões estudadas.

Comparando-se as duas regiões de estudo percebe-se que a maior diversidade, tanto para o número de espécies (92,1%) quanto para o de indivíduos (56%), foi registrada na região de Caraguatatuba, o que pode estar relacionado com a presença das ilhas Vitória, Búzios e a de São Sebastião. Segundo Bertini et al. (2004) as ilhas são de suma importância para a manutenção de várias espécies de braquiúros, formando uma ponte de ligação, tanto para as espécies que chegam do mar aberto, quanto para as que estão nas enseadas e migram para as regiões de maiores profundidades.

Na região de Ubatuba foram encontradas um total de 33 espécies, sendo a sua maior riqueza registrada na porção interna da enseada (até 20 metros). Mantelatto & Fransozo (2000) e Bertini et al. (2004) em seus estudos efetuados na enseada de Ubatuba, registraram 50 espécies de Brachyura. Tais diferenças podem ser explicadas pelo fato destes trabalhos incluírem coletas próximas a costeira abrigada desta enseada, a qual possui sedimento mais heterogêneo, oferecendo assim, ambientes propícios para o desenvolvimento e estabelecimento das espécies nestes locais.

Das nove superfamílias de Brachyura coletadas, as mais representativas em termos de abundância foram as Portunoidea, Calappoidea e Majoidea, respectivamente, com as espécies C. ornatus, H. pudibundus e L. spinosa. Mantelatto & Fransozo (1999) trabalhando com o siri C. ornatus verificaram uma alta abundância, sugerindo que este resultado pode estar relacionado com a sua alta fecundidade e por possuir mais de um ciclo reprodutivo por ano. Tal fato, também foi observado no presente estudo, para as espécies H. pudibundus e L. spinosa, indicando que estas regiões reúnem condições favoráveis à permanência, reprodução e desenvolvimento destes braquiúros.

Das espécies capturadas no presente estudo, várias se encontram nos padrões de distribuição geográfica propostos por Melo (1985 e 1990), Souza (1997) e Nucci & Melo (2000). Dentre os padrões latidudinais temos: Padrão Argentino (Collodes rostratus, Leurocyclus tuberculosus, Libinia spinosa, Rochinia gracilipes e Pilumnoides hassleri), Padrão Centro-Sulamericano (Pelia rotunda e Hexapanopeus schmitti), Padrão Caroliniano contínuo (Cryptodromiopsis antillensis, Microphrys bicornutus, Stenorhynchus seticornis, Mesorhoea sexspinosa, Callinectes danae, Portunus spinicarpus e Hexapanopeus paulensis), Padrão Virginiano contínuo (Persephona mediterranea, Parthenope pourtalesii, Arenaeus cribrarius, Callinectes ornatus e Portunus spinimanus) e dentre os longitudinais: Padrão Anfi-Americano (Pyromaia tuberculata e Pilumnus reticulatus), Padrão Anfi-Atlântico (Homola barbata e Hepatus pudibundus) e Padrão Circuntropical (Cronius ruber).

Segundo Melo (1985) são raras as espécies com distribuição Indo-Pacífica presentes no sudeste brasileiro, porém Negreiros-Fransozo (1996) coletou alguns exemplares de Charybdis hellerii, uma espécie deste padrão, ampliando assim a sua distribuição até o litoral paulista. À partir de então, vários trabalhos realizados no litoral brasileiro, incluindo o presente estudo, capturaram tal espécie, como os de: Negreiros-Fransozo et al. (1999), Mantelatto & Dias (1999), Lavrado et al. (2000), Mantelatto & Fransozo (2000), Bertini & Fransozo (2004) e Bertini et al. (2004), demonstrando que tal população, apesar de ser exótica, encontrou condições favoráveis para seu desenvolvimento nas regiões de estudo.

Algumas espécies apresentaram uma baixa ocorrência, ao contrário de outras que tiveram uma alta representatividade. Assim, baseando-se em tais resultados pode-se deduzir que, as espécies que foram observadas em número reduzido poderiam estar em processo de migração ou, até mesmo, ocupando locais bastante restritos, dificultando assim a sua coleta, enquanto a maior abundância registrada para outras espécies pode ser explicada pelo fato de completarem todo ou parte do seu ciclo de vida nestas regiões amostradas.

Os dados obtidos no presente estudo revelaram que as regiões de Ubatuba e Caraguatatuba constituem áreas de grande importância para o estabelecimento e manutenção de várias espécies de braquiúros devido, provavelmente, a grande quantidade de enseadas e ilhas que promovem a formação de ambientes propícios para seu desenvolvimento. Além disso, este estudo pode servir de base para futuros monitoramentos ambientais na região e para definir mecanismos de conservação e manutenção da biodiversidade do litoral norte paulista.

 

5. AGRADECIMENTOS

Á FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) pelo suporte financeiro durante as coletas (# 94/4878-8; 97/12108-6; 97/12107-0; 98/3134-6), também ao projeto BIOTA/FAPESP (# 1998/07090-3). Aos membros do grupo NEBECC que ajudaram nos trabalhos de campo e análises de laboratório; a Drª Janet W. Reid pelos comentários e tradução do manuscrito e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) pela permissão concedida durante as coletas.

 

6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em 30/03/2005.
Revisado em 25/05/2005.
Publicado em 01/07/2005.

 

 

ISSN 1676-0603