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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.11 no.4 Campinas Oct./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032011000400026 

INVENTÁRIOS

 

Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba, Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil

 

Leguminosae in Ombrophilous Dense Forest of Picinguaba Nucleus, Serra do Mar State Park, São Paulo, Brazil

 

 

Edson Dias da Silva*; Ana Maria Goulart de Azevedo Tozzi

Departamento de Biologia, Instituto de Biologia Vegetal, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, CP 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O presente estudo traz o inventário das espécies de Leguminosae que ocorrem em uma área de Floresta Ombrófila Densa do litoral norte do estado de São Paulo, em altitudes que variam desde a restinga, próximo do nível do mar, até a vegetação do topo do morro do Cuscuzeiro, entre 1000 e 1279 m altitude. O levantamento florístico envolveu coletas de plantas herbáceas, subarbustivas, arbustivas, arbóreas e lianas e foi realizado percorrendo trilhas nas diferentes fitofisionomias. A família Leguminosae está bem representada na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba (108 espécies), o que fortalece a premissa de que suas espécies desempenham papel importante na composição e estrutura dessa floresta. Dezenove espécies encontradas são endêmicas da Floresta Atlântica. A Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba possui um número maior de táxons de Leguminosae do que apresentado em trabalhos anteriores, o que demonstra que a presença da família nas formações florestais do litoral norte de São Paulo é ainda mais significativa do que o anteriormente estimado. Além de uma lista de gêneros e espécies com suas respectivas chaves de identificação também são apresentadas ilustrações, informações sobre períodos de floração e frutificação, síndromes de dispersão e distribuição geográfica.

Palavras-chave: floresta Atlântica, levantamento florístico, floresta de Restinga, Fabaceae.


ABSTRACT

This study brings the inventory of the Leguminosae species which occur in an area of Ombrophilous Dense Forest from the north coast of the state of São Paulo, in altitudes that vary from the Restinga Forest, close to the sea level, to the vegetation at the top of the Cuscuzeiro Mountain, between 1,000 to 1,279 m of altitude. The floristic survey involved the collecting of herbs, subshrubs, shrubs, trees and lianas and was done going through ranges in the different phytophysiognomies. The Leguminosae family is well represented in the Ombrophilous Dense Forest of Picinguaba Nucleus (108 species), this reinforces the premise that their species play an important role in the composition and structure of this forest. Nineteen species are endemic to the Atlantic Forest. The Ombrophilous Dense Forest of Picinguaba Nucleus has a larger number of taxa of Leguminosae than presented in previous papers, which demonstrates that the presence this family in the forests of the north coast of São Paulo is even more significant than previously estimated. Besides a genera and species list with their corresponding keys to identification, illustrations, information on flowering and fruiting periods, dispersal syndromes geographical distribution are also presented.

Keywords: Atlantic forest, floristic survey, Resting forest, Fabaceae.


 

 

Introdução

Considerada a quinta área mais ameaçada e rica em espécies no mundo, a Floresta Atlântica está atualmente reduzida a pequenos fragmentos florestais, que representam apenas 7,6% da formação original. A maior parte dos remanescentes contínuos de Floresta Atlântica está localizada principalmente na costa do estado de São Paulo e do Paraná, no sudeste do Brasil, devido principalmente ao relevo irregular da Serra do Mar e Serra de Paranapiacaba (Leitão-Filho 1994). Em São Paulo, onde há apenas 5% de florestas nativas com pouca ação antrópica, destaca-se as regiões serranas, principalmente a fachada da Serra do Mar (Kronka et al. 2003).

A família Leguminosae, constituída por aproximadamente 727 gêneros e 19.327 espécies (Lewis et al. 2005), é a segunda maior família de eudicotiledôneas em número de espécies e a segunda mais importante economicamente no mundo ficando atrás apenas de Poaceae. Ecologicamente importantes, estão bem adaptadas à primeira colonização e exploração de diversos ambientes devido, em parte, às suas associações com bactérias fixadoras de nitrogênio ou com ectomicorrizas. Bactérias do gênero Rhizobium, localizadas em nódulos radiculares encontrados em muitas espécies, convertem o nitrogênio atmosférico em amônia, forma solúvel que pode ser utilizada por outros vegetais, resultando em espécies extremamente valiosas como fornecedores de adubos naturais (Lewis 1987).

Leguminosae (= Fabaceae) é composta por três subfamílias: Caesalpinioideae que é formada por quatro tribos, 171 gêneros e 2.250 espécies; Mimosoideae, constituída de quatro tribos, 78 gêneros e 3.270 espécies e Papilionoideae (= Faboideae), que é a maior das três subfamílias, compreende 28 tribos de 478 gêneros e 13.800 espécies (Lewis et al. 2005).

Para o Brasil foram catalogados cerca de 210 gêneros e 2.694 espécies de Leguminosae (Lima et al. 2010b), cuja ocorrência é muito significativa na maioria dos tipos vegetacionais, em especial da Floresta Atlântica, onde a família possui elevada representatividade entre os elementos do estrato arbóreo (Lima 2000). Estimativas recentes de Lima et al. (2010a) listam 945 espécies de Leguminosae para a Floresta Atlântica, sendo 394 exclusivas.

Inventários florísticos e estudos fitossociológicos realizados em várias regiões da Floresta Atlântica já estão oferecendo evidências da importância da família Leguminosae na composição e estrutura desse bioma (Mori et al. 1981, Silva & Leitão Filho 1982, Mantovani 1991, Cesar & Monteiro 1995, Garcia & Monteiro 1997a, b, Marques et al. 1997, Guedes-Bruni & Kurtz 1997, Silva 1998, Assis 1999, Tabarelli & Mantovani 1999, Sanchez et al. 1999, Oliveira-Filho & Fontes 2000, Lima 2000, Lacerda 2001, Mamede et al. 2004, Guilherme et al. 2004, Schmidlin 2005, Ziparro et al. 2005, Giulietti et al. 2005, Morim 2006). Em estudos realizados no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná (Tabela 1) Leguminosae está entre as três famílias mais bem representadas em número de espécies. Para a Floresta Atlântica do estado de São Paulo, onde é expressiva a representativadade da família, no entanto, são escassos os levantamentos florísticos realizados em diferentes áreas remanescentes, especialmente levantamentos das subfamílias Caesalpinioideae e Mimosoideae. Particularmente para o Núcleo de Picinguaba, nos estudos florísticos e/ou fitossociológicos realizados (Garcia 1992, Cesar & Monteiro 1995, Garcia & Monteiro 1997a, 1997b, Assis 1999, Sanchez et al. 1999, Lacerda 2001) a composição de leguminosas contou com sete a 58 espécies dependendo da área amostrada, sendo que a maior parte destes trabalhos ocorreu nas áreas de menor altitude, incluindo, muitas vezes, apenas as espécies de hábito arbóreo.

Informações referentes aos períodos do ano em que as espécies encontram-se reprodutivas, bem como da forma de dispersão das diásporas, têm sido importantes para diversas finalidades, incluindo estudos científicos de áreas correlatas, como anatomia vegetal, arquitetura da paisagem, biotecnologia, ecologia da polinização, farmacologia e fisiologia vegetal. Adicionalmente, a proteção e a utilização racional da biodiversidade de um país dependem totalmente do conhecimento da composição e distribuição da sua flora e fauna. Este conhecimento tem sido valorizado nos programas estabelecidos pelas políticas públicas, evidenciando a necessidade de qualificar, quantificar e modelar sua biodiversidade. É a qualificação da biodiversidade uma etapa fundamental e imprescindível ao seu conhecimento. Neste sentido, é relevante a associação da composição florística à distribuição geográfica das espécies, e esses dados contribuirão para um maior conhecimento dos padrões de distribuição e ecologia da família Leguminosae, como também servirão de apoio a futuras medidas preservacionistas.

Os objetivos deste trabalho foram apresentar o inventário das espécies de Leguminosae que ocorrem em uma área de Floresta Ombrófila Densa no litoral norte de São Paulo, comparar os resultados obtidos com os de outras áreas da costa brasileira, contribuir para o conhecimento da família Leguminosae fornecendo os períodos de floração, frutificação e dados de distribuição geográfica das espécies amostradas.

 

Material e Métodos

A área de estudo está localizada na região nordeste do estado de São Paulo, no município de Ubatuba, Núcleo Picinguaba, Parque Estadual Serra do Mar e inclui desde a Floresta de Restinga (23º 22' 31" S e 44º 52' 13' O), próximo do nível do mar, até a vegetação do topo do Morro do Cuscuzeiro (23º 18' 10" S e 44º 46' 40" O), a 1279 m altitude (Figura 1). Na Floresta de Restinga, única porção do Parque Estadual da Serra do Mar que atinge a orla marinha, podemos encontrar os seguintes tipos vegetacionais: Dunas - Formações Pioneiras com Influência Marinha, Caxetal - Formação Pioneira com Influência Fluvial e Mangue - Formação Pioneira com Influência Flúvio-Marinha (Assis 1999). Nas demais áreas encontramos as fitofisionomias: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana e Floresta Ombrófila Densa Montana de acordo com Veloso et al. (1991).

O clima na região de Picinguaba é tropical úmido (Setzer 1966), sem estação seca, com precipitação média anual superior a 2200 mm. Os solos, em estudo realizado por Lacerda (2001) na planície costeira até 1000 m altitude, apresentaram-se ácidos, pobres em nutrientes, com elevados teores de alumínio e matéria orgânica e baixa fertilidade.

O levantamento florístico envolveu coletas de plantas herbáceas, subarbustivas, arbustivas, arbóreas e lianas. A classificação quanto ao hábito seguiu o proposto por Wittaker (1975). Os dados de floração e frutificação foram obtidos através da observação, em campo, do estado reprodutivo de cada espécime coletado.

As viagens à área de estudo foram realizadas mensalmente entre 2006 e 2009 percorrendo trilhas nas diferentes fitofisionomias: Floresta de Restinga, Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana, Floresta Ombrófila Densa Montana. Os dados de localização e de altitude foram obtidos através do uso de GPS.

Todo o material coletado está incorporado ao acervo do Herbário UEC. A listagem final foi complementada com coletas de outros botânicos depositadas nos herbários paulistas, como o SP, SPF, ESA e HRCB (cujo acervo possui a coleção Flórula de Picinguaba), em herbários de outros estados como HB, MBM, R e RB, em herbários estrangeiros (NY e US). Também foram consultadas as coletas de outros pesquisadores participantes do projeto temático Biota Gradiente, no qual este projeto estava inserido. Todo material selecionado é procedente do Brasil, São Paulo, município de Ubatuba, Núcleo Picinguaba, Parque Estadual da Serra do Mar e, por essa razão, esses dados foram suprimidos do material selecionado.

As descrições da família e das subfamílias de Leguminosae reúnem as características gerais dos grupos e estão baseadas nos trabalhos de Bentham (1862), Barroso (1965), Cowan (1981), Elias (1981), Polhill (1981), Barroso et al. (1986), Barneby & Heald (2002a, 2002b), Grimes (2002) e Lewis et al. (2005). A terminologia utilizada nos frutos está baseada em Barroso et al. (1999). A terminologia para definir os tipos de dispersão seguiu o proposto por van der Pijl (1969). Após o nome do gênero acompanhado da obra principal, sempre que possível, é fornecida uma referência adicional, geralmente um trabalho de revisão taxonômica.

A identificação das espécies foi feita com base na literatura especializada e comparação com espécimes de herbários. A elaboração da chave analítica para a identificação de gêneros e espécies com ocorrência confirmada na área de estudo foi feita com base em caracteres morfológicos de espécimes herborizados. Nos casos dos gêneros representados por uma única espécie e que, consequentemente, não estão acompanhados de chave de identificação, as espécies foram descritas. A amplitude de variação constante nas descrições e chaves de identificação das espécies é a observada no material examinado ou, quando necessário, do material adicional examinado. Os dados de distribuição geográfica são resultados da coleta de informações contidas em revisões e teses, material de herbário e sites de distribuição geográfica (Ilds Legume Database e Species link).

 

Resultados e Discussão

1. Leguminosae Adans., Fam. Pl., 2: 306. 1763.

Ervas, subarbustos, arbustos eretos ou escandentes, lianas e árvores. Folhas geralmente alternas, pinadas, bipinadas, unifolioladas ou simples, geralmente com pulvino desenvolvido e estípulas. Inflorescência geralmente em racemos, espigas ou glomérulos, às vezes reduzidas a uma única flor, terminal ou axilar. Flores geralmente bissexuais; sépalas geralmente 5; pétalas em geral 5, semelhantes entre si ou com a pétala superior diferenciada em tamanho, forma ou coloração, constituindo o vexilo ou estandarte e as pétalas inferiores protegendo os elementos férteis; estames de 1 a numerosos, ou 10 (na maioria), livres ou conatos; carpelo freqüentemente único; ovário súpero; óvulos 1 a numerosos. Fruto geralmente legume, algumas vezes sâmara, folículo, aquênio, drupa ou baga. Sementes em geral com testa dura, às vezes ariladas, algumas vezes com pleurograma.

A maioria das espécies da família Leguminosae apresenta folhas compostas, alternas com pulvino desenvolvido e estípulas, o que facilita o seu reconhecimento no campo quando em estado vegetativo. Em geral, é possível separar os membros das três subfamílias, a partir da combinação de alguns caracteres. A maioria das espécies de Mimosoideae apresenta folhas bipinadas (Figura 2a) com nectários no pecíolo, raque ou folíolo, suas flores actinomorfas, agregadas em inflorescências espiciformes ou em glomérulos (Figura 2b). Grande parte das espécies de Caesalpinioideae possui folhas pinadas (Figuras 2c,d) e geralmente sem nectários, suas flores são na maioria zigomorfas, com uma pétala superior sobreposta pelas demais (Figura 2e). Espécies de Papilionoideae podem ser reconhecidas por apresentar folhas principalmente trifolioladas (Figura 2f) ou pinadas (Figura 2g), nunca bipinadas, flores zigomorfas, com a pétala superior formando o vexilo ou estandarte (Figura 2h).

Na área de estudo foram encontradas 108 espécies e 44 gêneros de Leguminosae (Tabela 2). Existem representantes das quatro tribos de Caesalpinioideae, três tribos de Mimosoideae (a maioria composta de espécies de hábito arbóreo (Tabela 3) e oito tribos de Papilionoideae. Os gêneros mais representativos são: Mimosa (8 spp.), Inga (8 spp.), Machaerium (8 spp.), Aeschynomene (5 spp.) e Crotalaria (5 spp.). As tribos mais bem representadas são: Dalbergieae (8 gêneros, 25 spp.), Phaseoleae (11 gêneros, 20 spp.) e Mimoseae (4 gêneros, 13 spp.).

2. Subfamília Caesalpinioideae

Árvores, arbustos ou subarbustos, raramente ervas. Folhas na maioria pinadas, bipinadas em Caesalpinia, Schizolobium, Peltophorum e Dimorphandra; raramente folhas simples ou unifolioladas. Flores zigomorfas ou quase actinomorfas (raro) com pétalas imbricadas no botão; corola com pétala superior, quando presente, sobreposta pelas demais; sépalas geralmente livres; estames (1)-10-(muitos), livres, raramente soldados (Bauhinia e Tamarindus), com o mesmo tamanho ou menores que a corola, raramente vistosos. Sementes geralmente sem pleurograma.

Na área de estudo foram encontradas 14 espécies pertencentes a sete gêneros e quatro tribos, sendo oito de hábito arbóreo, cinco subarbustivo-arbustivo e uma liana. Seus gêneros podem ser reconhecidos a partir da chave apresentada a seguir:

CHAVE PARA OS GÊNEROS DE CAESALPINIOIDEAE

1 Árvores ou lianas

2 Folhas bipinadas ....................................................Schizolobium

2 Folhas pinadas, unifolioladas (ou aparentemente unifolioladas pelo concrescimento dos folíolos) ou bifolioladas

3 Folhas unifolioladas ou bifolioladas

4 Folhas unifolioladas (Figura 2i), folíolos sem pontuações translúcidas legume deiscente ou, se indeiscente, samaróide .........Bauhinia

4 Folhas bifolioladas (Figura 2j), folíolos com pontuações translúcidas, legume indeiscente, não samaróide ................ Hymenaea

3 Folhas pinadas

5 Folíolos alternos (Figura 2c), com pontuações translúcidas, flor apétala............................................................................. Copaifera

5 Folíolos opostos, sem pontuações translúcidas, flor com pétalas

6 Fruto criptosâmara, semente única; filetes pilosos na base ....... Tachigali

6 Fruto legume (Figura 2k), com mais de uma semente; filetes glabros na base ......................................................................................Senna

1 Subarbustos ou arbustos

7 Bractéolas ausentes; fruto indeiscente, deiscente através de uma única margem ou, se deiscente por ambas as margens, valvas não enroladas na deiscência ...........................................................Senna

7 Bractéolas 2; fruto com deiscência elástica (Figura 2l), valvas enrolando-se na deiscência ........................................Chamaecrista

Bauhinia L., Sp. Pl., 1: 374-375. 1753.

Vaz 1979, 1993, Fortunato 1986.

Bauhinia angulosa Vogel, Linnaea, 13: 312. 1839. Figuras 2i,m

Lianas com caule claro, achatado; ramos jovens com gavinhas duplas; folhas dimórficas, seríceas no dorso; flores com pétala superior diferente das demais; ovário com mais de dois óvulos e legume plano-compresso com deiscência elástica são caracteres que auxiliam na identificação de Bauhinia angulosa.

Material selecionado: 23º 20' 12" S 44º 50' 01" O, alt. 25 m, 22/II/2008, E. D. Silva 1090 (UEC).

2. Chamaecrista Moench, Methodus, 272. 1794.

Irwin & Barneby 1982b, Camargo & Miotto 2004

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CHAMAECRISTA

1 Folhas 2-4-folioladas, folíolos obovados ou quase

2 Folhas 4-folioladas, pecíolo com nectário extrafloral presente .......................................................................................... C. desvauxii

2 Folhas 2-folioladas, pecíolo com nectário extrafloral ausente ....................................................................................... C. rotundifolia

1 Folhas com mais de 4 folíolos, folíolos oblongos

3 Nervura principal do folíolo excêntrica, pecíolo com nectário extrafloral séssil, planta freqüentemente monopodial .............................. C. nictitans

3 Nervura principal do folíolo central ou levemente deslocada para a margem, pecíolo com nectário extrafloral estipitado, planta simpodial .................................................................................... C. glandulosa

2.1 Chamaecrista desvauxii (Collad.) Killip, Brittonia, 3(2): 165. 1939.

Material selecionado: 23º 21' 13" S 44º 51' 02" O, alt. 9 m, 11/X/2006, E. D. Silva 412 (UEC).

2.2 Chamaecrista glandulosa (L.) Greene, Brittonia, 4(20D): 28. 1899.

Material selecionado: 23º 21' 20" S 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 17/VII/2006, E. D. Silva 352 (UEC).

2.3 Chamaecrista nictitans (L.) Moench, Methodus, 272. 1794. Figura 2l

Material selecionado: 23º 21' 42" S 44º 9' 53" O, alt. 8 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 744 (UEC).

2.4 Chamaecrista rotundifolia (Pers.) Greene, Brittonia, 4(20D): 31. 1899.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 9' 53" O, alt. 8 m, 20/V/2007, E. D. Silva 818 (UEC).

3. Copaifera L., Sp. Pl., ed. 2, 1: 557. 1762.

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE COPAIFERA

1 Folíolos falcado-lanceolados, 3,5-8,5 × 2-3,5 cm, pilosos em ambas as faces .......................................................................C. langsdorffii

1 Folíolos trapeziformes, 1-2 × 0,5-0,8 cm, pilosos apenas ao longo da nervura central da face abaxial.............................. C. trapezifolia

3.1 Copaifera langsdorffii Desf., Mem. Mus. Hist. Nat., 7: 377. 1821.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 50 m, 17/VII/2009, E. D. Silva 1214 (UEC).

3.2 Copaifera trapezifolia Hayne, Getreue Darstell. Gew., pl. 23. 1825. Figura 2c

Material selecionado: trilha da casa da farinha, 12/IV/2007, M. C. R. Campos 979 (UEC).

4. Hymenaea L., Sp. Pl. 2: 1192. 1753.

4.1 Hymenaea courbaril L., Sp. Pl. 2: 1192. 1753. Figura 2j

Folíolos falcados, glabros; inflorescência curto-paniculada, com 8-15 cm compr., flores com pétalas sésseis, ovário glabro, legume túrgido, lenhoso, com pontuações resinosas e parte interna ocupada por um tecido farináceo, compacto, de odor forte são caracteres que auxiliam na identificação de Hymanaea courbaril.

Material selecionado: trilha da casa da farinha, 15/VII/2007, M. C. R. Campos et al. 974 (UEC).

5. Senna Mill., The Gard. Dict. Abr., 4 ed. 3. 1754.

Irwin & Barneby 1982a; Rodrigues et al. 2005

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE SENNA

1 Arbustos; folhas com 5 pares de folíolos...................... S. pendula

1 Árvores; folhas com 2 ou10-20 pares de folíolos

2 Folhas com 2 pares de folíolos (Figura 2d); folíolos assimétricos, falcado-lanceolados, 6,5-14 cm compr., com a face adaxial glabra; flores 3,5-4 cm compr. ............................................ S. macranthera

2 Folhas com 10 a 20 pares de folíolos; folíolos oblongos, oblongo-elípticos ou obovados, 2-4 cm compr., pubérulos em ambas as faces; flores 1,5-1,8 cm compr. ...............................................S. multijuga

5.1 Senna macranthera (DC. ex Collad.) H.S. Irwin & Barneby, Mem. New York Bot. Gard.,35: 181. 1982. Figuras 2d,k

Material selecionado: 23º 22' 00" S e 44º 48' 07" O, alt. 123 m, 30/I/2007, E. D. Silva 657 (UEC).

5.2 Senna multijuga (Rich.) H.S. Irwin & Barneby, Mem. New York Bot. Gard., 35: 492. 1982.

Material selecionado: 23º 20' 38" S e 44º 50' 29" O, alt. 5 m, 16/VII/2006, E. D. Silva 332 (UEC).

5.3 Senna pendula (Humb. & Bonpl. ex Willd.) H.S. Irwin & Barneby, Mem. New York Bot. Gard., 35: 378. 1982. Figura 2e

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 726 (UEC).

6. Schizolobium Vogel, Linnaea, 11: 399. 1837.

6.1 Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake, Contr. U.S. Natl. Herb. 20(7):240. 1919.

Árvore até 35 m altura; folhas bipinadas; caule com ritidoma acinzentado e marcado por cicatrizes; flores amarelas.

Material selecionado: 23º 20' 51" S e 44º 51' 01" O, alt. 20 m, 25/I/2008, E. D. Silva 1028 (UEC).

7. Tachigali Aubl., Hist. Pl. Guiane, 1: 372, pl. 143, f. 1. 1775.

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE TACHIGALI

1 Folhas com até 8 folíolos, folíolos oblongo-elípticos a elípticos com até 6 cm larg., flores 6 mm compr. ....................... T. denudata

1 Folhas 22-28-folioladas; folíolos oblongo-lanceolados com no máximo 3 cm larg., flores 16 mm compr. .................... T. multijuga

7.1 Tachigali denudata (Vogel) Oliveira-Filho, Cat. Arvores Nativas Minas, 140. 2006.

Material selecionado: 23º 20' 17" S e 44º 50' 08" O, alt. 39 m, 08/VI/2007, E. D. Silva 850 (UEC).

7.2 Tachigali multijuga Benth., Fl. Bras., 15(2): 229. 1870.

Material selecionado: 23º 22' 00" S e 44º 48' 07" O, alt. 123 m, 30/I/2007, E. D. Silva 655 (UEC).

SUBFAMÍLIA MIMOSOIDEAE

Árvores, arbustos, subarbustos e lianas. Ramos aculeados ou inermes. Folhas principalmente bipinadas, freqüentemente com nectários no pecíolo, raque ou foliólulos. Flores actinomorfas, geralmente agregadas em espigas ou glomérulos, com pétalas valvares no botão e sépalas e pétalas geralmente unidas na base; estames (3-)10-muitos, algumas vezes mais de 100, geralmente vistosos e coloridos, livres, conatos ou unidos à corola; anteras globosas, às vezes com glândula caducas. Sementes geralmente com pleurograma aberto.

Na área de estudo foram encontradas 27 espécies de Mimosoideae pertencentes a oito gêneros e três tribos, sendo 15 de hábito arbóreo, sete subarbustivo-arbustivos e cinco lianas. Seus gêneros podem ser reconhecidos a partir da chave apresentada a seguir:

CHAVE PARA OS GÊNEROS DE MIMOSOIDEAE

1 Árvores

2 Folhas pinadas (Figura 2n), nectário foliar entre todos os pares de folíolos.......................................................................................Inga

2 Folhas bipinadas, nectário foliar no pecíolo e/ou entre alguns pares de foliólulos

3 Androceu até 10 estames livres

4 Fruto craspédio (segmentado, formando replum) (Figura 2o).....Mimosa

4 Fruto plano compresso (não segmentado)

5 Legumes com valvas membranáceas ou papiráceas, não lenhosas, com ambas as margens retas ou quase (Figura 2p)......... Piptadenia

5 Legumes com valvas coriáceas, levemente lenhosas, com ambas ou pelo menos uma das margens onduladas (Figura 2q).

6 Inflorescência em glomérulos globosos................. Anadenanthera

6 Inflorescência em espigas cilíndricas ou subglobosas.......Pseudopiptadenia

3 Androceu mais de 10 estames

7 Fruto lenhoso, com estrias transversais (Figura 2r), deiscente por uma única margem, endocarpo não avermelhado, valvas retas, semente com funículo caduco...................................Macrosamanea

7 Fruto coriáceo, sem estrias transversais, deiscente por ambas as margens, endocarpo avermelhado, valvas torcidas ou espiraladas (Figura 2s), semente com funículo persistente....................Abarema

1 Subarbustos, arbustos, plantas escandentes ou lianas

8 Androceu mais de 10 estames..........................................Senegalia

8 Androceu até 10 estames

9 Fruto plano compresso, não segmentado; anteras com glândula estipitada no ápice (principalmente no botão)..................Piptadenia

9 Fruto craspédio (segmentado, formando replum) (Figura 2o); anteras sem glândula estipitada no ápice..............................Mimosa

1. Abarema Pittier, Arb. Legum., 56. 1927.

Barneby & Grimes 1996

Abarema brachystachya (DC.) Barneby & J.W. Grimes, Mem. New York Bot. Gard., 74(1):91. 1996. Figura 2s

Árvore, em geral de pequeno porte, com (3)4-6 pares de foliólulos de 2-5,5 × 1,8-3,5 cm, rômbicos a assimétricos, com flores brancas e conspícuas, legumes torcidos a espiralados na deiscência, com endocarpo avermelhado são caracteres que auxiliam na identificação de Abarema brachystachya.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 732 (UEC).

2. Anadenanthera Speg., Physis. (Buenos Aires), 6: 313. 1923.

Tamashiro 1989

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE ANADENANTHERA

1 Legume regularmente contraído entre as sementes, frutos nítidos.............................................................................. A. colubrina

1 Legume irregularmente contraído entre as sementes, frutos opacos ........................................................................................A. peregrina

2.1 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan, Kew Bull., 10(2): 182. 1955.

Material selecionado: 23º 22' 21" S e 44º 50' 01" O, alt. 36 m 16/XII/2006, E. D. Silva 595 (UEC).

2.2 Anadenanthera peregrina (L.) Speg., Physis., 6: 314. 1923.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 9' 53" O, alt. 8 m, 09/IX/2006, E. D. Silva 390 (UEC).

3. Inga Mill., Gard. Dict. Abrid., nº 2. (ed. 4). 1754.

Pennington 1997, Garcia 1998

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE INGA

1 Folíolos glabros a levemente pubérulos

2 Inflorescência cilíndrica, raque foliar alada............... I. marginata

2 Inflorescência subglobosa a globosa, raque foliar cilíndrica a marginada

3 Flores longo pediceladas (1-1,5 cm compr. ), folhas 2-4 pares de folíolos.........................................................................I. flagelliformes

3 Flores sésseis a curto pediceladas (até 1 mm compr.), folhas 4-7 pares de folíolos.......................................................... I. cauliflora

1 Folíolos tomentosos a híspidos, pelo menos em uma das faces

4 Frutos longo-cilíndricos, nectário comprimido transversalmente...................................................................................................I. edulis

4 Frutos plano-compressos a retangulares, nectário não comprimido transversalmente

5 Fruto com margens não expandidas, estrias longitudinais ausentes ou, se presentes, inconspícuas; muito encurvado, denso-velutino ................................................................................................ I. sessilis

5 Fruto com margens expandidas, estrias longitudinais presentes, conspícuas; reto a levemente encurvado, tomentoso

6 Cálice estriado, glabrescente, folíolos sem glândulas ........I. striata

6 Cálice sem estrias, tomentoso, folíolos glandulares na face adaxial

7 Folíolos com margens planas, corola adpresso-pilosa.......... I. vera

7 Folíolos com margens revolutas, corola lanosa............. I. subnuda

3.1 Inga edulis Mart., Flora, 20(2): Beibl. 113-114. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 17/VI/2006, E. D. Silva 356 (UEC).

3.2 Inga flagelliformis (Vell.) Mart., Flora, 20(2): Beibl. 112-113. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 51" S e 44º 49' 14" O, alt. 37 m, 16/12/2006, E. D. Silva 604 (UEC).

3.3 Inga cauliflora Willd., Sp. Pl. 4(2): 1021. 1806.

Material selecionado: trilha do morro do corisco, 16/12/2006, E. M. B. Prata 450 (UEC).

3.4 Inga marginata Willd., Sp. Pl., 4(2): 1015. 1806.

Material selecionado: 23º 21' 11" S e 44º 51' 21" O, alt. 22 m, 13/X/2006, E. D. Silva 433 (UEC).

3.5 Inga sessilis (Vell.) Mart., Flora 20(2): Beibl. 114. 1837.

Material selecionado: trilha do morro do Cuscuzeiro, 08/III/2007, E. D. Silva 695 (UEC).

3.6 Inga striata Benth., London J. Bot., 4: 608. 1845. Figura 2n

Material selecionado: 23º 22' 18" S e 44º 49' 04" O, alt. 58 m, 15/XI/2007, E. D. Silva 967 (UEC).

3.7 Inga subnuda Salzm. ex Benth., London J. Bot., 4: 613. 1845.

Material selecionado: Brasil. São Paulo: 23º 21' 32" S e 44º 50' 59" W, alt. 11 m, 31/I/2007, E. D. Silva 685 (UEC).

3.8 Inga vera Willd., Sp. Pl., 4(2): 1010-1011. 1806.

Material selecionado: 23º21'26" S 44º51'02"O, alt. 2 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 723 (UEC).

4. Macrosamanea Britton & Rose ex Britton & Killip, Ann. N. Y. Acad. Sci., 35(3): 131. 1936.

4.1 Macrosamanea pedicellaris (DC.) Kleinh., Fl. Suriname, 2(2): 329-330. 1940. Figuras 2a,r

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 4 m, 15/VI/2006, E. D. Silva 315 (UEC, RB).

5. Mimosa L., Sp. Pl., 1: 516-523. 1753.

Barneby 1991

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE MIMOSA

1 Árvore, flores brancas............................................M. bimucronata

1 Subarbusto a arbusto, flores róseas

2 Folhas com 4 a 8 pares de pinas

3 Estipelas conspícuas entre os pares de pinas, com 0,8-1,4 cm compr., subuladas, espinescentes ............................................... M. elliptica

3 Estipelas inconspícuas, até 2 mm compr., lineares, não espinescentes ou ausentes

4 Ramos pilosos a glabros, acúleos enfileirados; pecíolo 2,5-4 cm compr., ovário 0,4 mm compr., estilete 5 mm compr. ..... M. diplotricha

4 Ramos estrigosos, acúleos dispersos, pecíolo 5-7 cm compr., ovário 0,8 mm compr., estilete 3,2 mm compr................................M. invisa

2 Folhas com 1 a 3 pares de pinas

5 Foliólulos obovado-falcados, os maiores com 3,5-6 cm compr., sendo um deles bem menor que os demais

6 Ramos glabros a subglabros, fruto 2,8 × 1 cm............M. velloziana

6 Ramos com indumento de tricomas híspido-amarelados, longos, alternando com tricomas tomentoso-esbranquiçados, curtos, fruto 1,7 × 0,4 cm.......................................................................M. debilis

5 Foliólulos oblongo-lineares, com até 1,3 cm compr.

7 Ramos glabros; acúleos enfileirados; folhas com 3 pares de pinas; estípulas 0,5 cm compr.; frutos linear-acuminados, longos, 10-13 cm compr., quadrangulares, glabros...............................M. quadrivalvis

7 Ramos estrigosos, acúleos dispersos; folhas com 2 pares de pinas; estípulas 1 cm compr.; frutos oblongos a oblongo-elípticos, até 6 cm compr.; plano-compressos, híspidos................................. M. pudica

5.1 Mimosa bimucronata (DC.) Kuntze, Gen. Pl. ,1: 198. 1891.

Material selecionado: 23º 22' 05" S e 44º 50' 02" O, alt. 9 m, 15/VII/2006, E. D. Silva 311 (UEC, US).

5.2 Mimosa debilis Humb. & Bonpl. ex Willd., SP. Pl., 4(2): 1029. 1806.

Material selecionado: 23º 22' 12" S e 44º 49' 12" O, alt. 68 m, 15/XII/2006, E. D. Silva 571 (UEC).

5.3 Mimosa diplotricha C. Wright ex Sauvalle, Anales Acad. Ci. Med 5: 405. 1868. Figura 2b

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 49' 53" O, alt. 9 m, 09/III/2007, E. D. Silva 699 (UEC).

5.4 Mimosa elliptica Benth., J. Bot. 4(32): 400-401. 1842. Figura 2o

Material selecionado: 23º 21' 13" S e 44º 51' 02" O, alt. 9 m, 11/X/2006, E. D. Silva 409 (UEC, HRCB).

5.5 Mimosa invisa Mart. ex Colla, Herb. Pedem., 2:255. 1834

Material selecionado: 23º 20' 40" S e 44º 50' 32" O, alt. 10 m, 22/III/2009, E. D. Silva 1192 (UEC, MBM).

5.6 Mimosa pudica L., Sp. Pl., 1: 518. 1753.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 49' 53" O, alt. 8 m, 10/XI/2006, E. D. Silva 506 (UEC, HRCB).

5.7 Mimosa quadrivalvis L., Sp. Pl., 1: 522. 1753.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 49' 53" O, alt. 9 m, 20/V/2007, E. D. Silva 799 (UEC).

5.8 Mimosa velloziana Mart., Flora, 22(1, Beibl.): 9. 1839.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 49' 53" O, alt. 9 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 741 (UEC).

6. Piptadenia Benth., J. Bot., 2(11): 135. 1840.

Tamashiro 1989

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE PIPTADENIA

1 Árvores; caule com cristas longitudinais conspícuas; folhas 6-11 pares de pinas, foliólulos linear-falcados; inflorescências branco-amareladas; ovário glabro; ...................................... P. gonoacantha

1 Lianas ou arvoretas escandentes; caule sem cristas longitudinais; folhas 4-5 pares de pinas; foliólulos obovado-oblíquos a quase elípticos; inflorescências avermelhadas; ovário seríceo ............... P. adiantoides

6.1 Piptadenia adiantoides (Spreng.) J. F. Macbr., Contr. Gray Herb., 59: 17. 1919. Figura 2p

Material selecionado: 23º 20' 28" S e 44º 50' 19" O, alt. 9 m, 16/VI/2006, E. D. Silva 331 (UEC).

6.2 Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F. Macbr., Contr. Gray Herb., 59: 17. 1919.

Material selecionado: 23º 21' 11" S e 44º 51' 21" O, alt. 22 m, 16/VII/2006, E. D. Silva 330 (UEC).

7. Pseudopiptadenia Rauschert, Taxon, 31(3): 559. 1982.

Lewis & Lima 1991

7.1 Pseudopiptadenia warmingii (Benth.) G.P. Lewis & M.P. Lima, Arquivos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 30: 54. 1991. Figura 2q

Folhas com 5-8 pares de pinas; foliólulos 10-25 pares, 4-11 × 1-3 mm, face abaxial levemente adpresso-pilosa; legumes 3,3-4 cm larg., longo-estipitados (4,5 cm compr.) são caracteres que auxiliam na identificação de Pseudopiptadenia warmingii.

Material selecionado: 23º 20' 16" S e 44º 50' 04" O, alt. 49 m, 22/II/2008, E. D. Silva 1089 (UEC).

8. Senegalia Raf., Sylva Tellur., 119. 1838.

Seigler et al. 2006, Rico-Arce 2007

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE SENEGALIA

1 Ramos inermes, folhas com 1 par de pinas, foliólulos 2 pares, mais de 6 cm compr. .................................................................. S. miersii

1 Ramos aculeados, folhas com mais de um par de pinas, multifolioladas, foliólulos até 2,1 cm compr.

2 Estípulas conspícuas .............................................. S. grandistipula

2 Estípulas inconspícuas

3 Ramos levemente pilosos a subglabros; foliólulos com nervura principal muito excêntrica; ovário denso-piloso ................... S. paniculata

3 Ramos glabros; foliólulos com nervura principal central ou levemente excêntrica; ovário levemente piloso ............................. S. martiusiana

8.1 Senegalia grandistipula (Benth.) Seigler & Ebinger, Phytologia 88(1): 53. 2006.

Material selecionado: 23º 20' 40" S e 44º 50' 43" O, alt. 9 m 15/XII/2006, E. D. Silva 555 (UEC).

8.2 Senegalia martiusiana (Steud.) Seigler & Ebinger, Phytologia 88(1): 57. 2006.

Material selecionado: 23º 20' 41" S e 44º 50' 41" O, alt. 9 m, 19/V/2007, E. D. Silva 775 (UEC).

8.3 Senegalia miersii (Benth.) Seigler & Ebinger, Phytologia 88(1): 59. 2006.

Material selecionado: Brasil. São Paulo: trilha do morro do Corisco, 12/VIII/2007, E. D. Silva 891 (UEC).

8.4 Senegalia paniculata (Willd.) Killip, Trop. Woods 63: 6. 1940.

Material selecionado: Brasil. São Paulo: 23º 21' 04" S e 44º 51' 08" O, alt. 21 m, 22/II/2008, E. D. Silva 1084 (UEC).

SUBFAMÍLIA PAPILIONOIDEAE

Ervas, arbustos, lianas ou árvores. Folhas unifolioladas a pinadas. Flores zigomorfas, papilionáceas; pétalas imbricadas no botão; pétala superior formando o vexilo ou estandarte, ocasionalmente ausente; sépalas geralmente unidas na base; estames (9-)10-muitos, raramente vistosos. Semente sem pleurograma.

Na área de estudo foram encontradas 67 espécies pertencentes a 29 gêneros e oito tribos, sendo 19 de hábito arbóreo, 36 subarbustivo-arbustivos e 12 lianas. Seus gêneros podem ser reconhecidos a partir da chave apresentada a seguir:

CHAVE PARA OS GÊNEROS DE PAPILIONOIDEAE

1 Subarbustos, arbustos ou lianas

2 Subarbustos ou arbustos

3 Folhas unifolioladas, bifolioladas, trifolioladas ou simples

4 Folhas unifolioladas, bifolioladas ou simples

5 Folhas bifolioladas, fruto lomento aculeado (Figura 2u)..... Zornia

5 Folhas unifolioladas, fruto inflado ou samaróide, sem acúleos

6 Fruto inflado (Figura 2t), flores maiores que 1 cm compr.........Crotalaria

6 Fruto samaróide, flores até 8 mm compr. .......................Dalbergia

4 Folhas trifolioladas

7 Subarbusto decumbente a ereto ou arbusto ereto

8 Fruto lomento, legume muito inflado ou subinflado (nesse caso, com nervura longitudinal conspícua ou com septos oblíquos entre as sementes); carena com ápice não tubuloso; estilete não barbado

9 Fruto lomento (Figura 2v)

10 Estípulas com ápice bipartido; flores amarelas; fruto inconspícuo com apenas um artículo fértil..........................................Stylosanthes

10 Estípulas com ápice não bipartido; flores róseas, azuladas ou lilases; fruto conspícuo com mais de um artículo fértil................... Desmodium

9 Fruto subinflado a muito inflado

11 Fruto com nervuras longitudinais (Figura 2x), flores maiores que 4,5 cm compr., brancas ou violáceas.....................................Clitoria

11 Fruto sem nervuras longitudinais, flores com até 2 cm compr., amarelas

12 Fruto com septos oblíquos entre as sementes (Figura 2z), anteras uniformes..............................................................................Cajanus

12 Fruto sem septos oblíquos entre as sementes, anteras dimorfas ..................................................................................................Crotalaria

8 Legume com outras características; carena com ápice tubuloso; estilete barbado.........................................................................Vigna

7 Subarbusto ou arbusto escandente

13 Estilete barbado; carena com ápice tubuloso, muito encurvado, às vezes lateralmente torcida ou rostrada

14 Estípulas estendidas além do ponto de inserção...................Vigna

14 Estípulas que não se estendem além do ponto de inserção.......................................................................... Macroptilium

13 Estilete glabro ou curto-piloso, não barbado; carena com ápice não tubuloso, reta ou levemente encurvada, não torcida lateralmente, nem rostrada.

15 Fruto internamente septado entre as sementes (Figura 3a)................................................................... Calopogonium

15 Fruto não septado entre as sementes

16 Margem do fruto muito constrita entre as sementes (Figura 3b), sementes 1-2, bicolores, vermelho e pretas......................Rhynchosia

16 Margem do fruto não constrita entre as sementes, sementes com uma única cor

17 Inflorescências em pseudoracemos longos, lenhosos, multifloras, com nodosidades conspícuas; fruto lenhoso com 2,5 cm larg. ou mais....................................................................................................Dioclea

17 Inflorescências em racemos curtos, paucifloras, ou flores solitárias; nodosidades se presentes, inconspícuas, fruto com até 1,1 cm larg., não lenhoso

18 Fruto com nervuras longitudinais conspícuas..................Clitoria

18 Fruto sem nervuras longitudinais

19 Frutos linear-oblongos, com margens espessadas (Figura 3c)..................................................................... Centrosema

19 Frutos oblongos, margens não espessadas (Figura 3d)..........Galactia

3 Folhas pinadas com mais de 3 folíolos

20 Fruto lomento (Figuras 3e,f) .................................Aeschynomene

20 Fruto moniliforme ou inflado-encurvado

21 Fruto moniliforme (Figura 3g), flores amarelas, folíolos sem tricomas malpiguiáceos.........................................................Sophora

21 Fruto inflado-encurvado (Figura 3h), flores alaranjadas, folíolos com tricomas malpiguiáceos.............................................Indigofera

2 Lianas

22 Folhas trifolioladas

23 Fruto linear (Figura 3i), carena com ápice muito tubuloso, estilete barbado.......................................................................................Vigna

23 Fruto oblongo, largo-oblongo ou semi-orbicular, ápice da carena não tubuloso ou levemente tubuloso, estilete não barbado

24 Frutos com estrias longitudinais salientes (Figura 3j) e indumento de tricomas urticantes, inflorescência pêndula, pedúnculo flexível ... Mucuna

24 Frutos sem estrias longitudinais salientes (Figura 3k), glabros ou com indumento simples, inflorescência ereta a subereta, pedúnculo rígido.....................................................................................Dioclea

22 Folhas pinadas

25 Sâmara com ala apical (Figura 3l), ramos aculeados ou inermes ............................................................................................... Machaerium

25 Legume samaróide com região seminífera mediana (Figuras 3m,n), ramos inermes....................................................................Dalbergia

1 Árvores

26 Folhas unifolioladas ou trifolioladas

27 Folhas unifolioladas; fruto globoso a subgloboso (Figura 3o); corola 5 pétalas semelhantes entre si...................................Zollernia

27 Folhas trifolioladas; frutos subcilíndricos e longos (Figura 3p), corola 5 pétalas diferentes entre si.....................................Erythrina

26 Folhas pinadas

28 Folhas opostas...........................................................Platymiscium

28 Folhas alternas

29 Corola papilionácea formada por 5 pétalas diferentes entre si

30 Fruto sâmara ou legume samaróide

31 Fruto sâmara, ala apical ou circular (Figuras 3l,q)

32 Sâmara com ala apical (Figura 3l), ramos aculeados ou inermes ................................................................................................Machaerium

32 Sâmara com ala circular (Figura 3q), ramos inermes........Pterocarpus

31 Legume samaróide, ala oblonga a elíptica (Figura 3m)

33 Folíolos opostos, fruto com nervuras marginais proeminentes ................................................................................................ Lonchocarpus

33 Folíolos subopostos a alternos, frutos sem nervuras marginais .................................................................................................Dalbergia

30 Outro tipo de fruto

34 Fruto drupáceo ou legume bivalvar com semente bicolor

35 Fruto drupáceo, semente com uma única cor (Figura 3r) ..... Andira

35 Legume bivalvar, semente bicolor (Figura 3s) ................... Ormosia

34 Outro tipo de fruto

36 Corola tubulosa ........................................................ Dahlstedtia

36 Corola não tubulosa ........................................................ Clitoria

29 Corola não papilionácea, formada por 5 pétalas semelhantes entre si, ou reduzida a uma pétala vexilar ou apétala

37 Folíolos com glândulas, fruto sâmara (Figura 3t) .......... Myrocarpus

37 Folíolos sem glândulas, fruto nucóide (Figuras 3u,v)........ Swartzia

1. Aeschynomene L., Sp. Pl., 2: 713. 1753.

Fernandes 1996, Lima et al. 2005

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE AESCHYNOMENE

1 Subarbusto decumbente a prostrado, ramos adpressos a patente-pilosos ou híspido-glandulares; folhas 7-19-folioladas, folíolos oblongos com 2-6 mm larg. ou obovados

2 Ramos híspido-glandulares; folhas 13-19-folioladas.

3 Folhas 13-folioladas; lomento 3-articulado.................. A. brasiliana

3 Folhas 17-19-folioladas; lomento 6-7-articulado............. A. elegans

2 Ramos adpressos a patente-pilosos; folhas 7-folioladas..... A. falcata

1 Subarbusto ereto a virgado; ramos glabros; folhas 32-99-folioladas, folíolos estreito-oblongos com no máximo 1 mm larg.

4 Folhas 32-54-folioladas; estípulas peltadas; folíolos glabros; lomento 7-9-articulado, artículos 5 × 5 mm, quadrados ou quase (Figura 3f) ..................................................................... A. sensitiva

4 Folhas 71-99-folioladas; estípulas não peltadas; folíolos com a face abaxial adpresso-pilosa; lomento 5-6-articulado, artículos 3,5 × 2 mm, elípticos (Figura 3e) ................................... A. paniculata

1.1 Aeschynomene brasiliana (Poir.) DC., Prodr., 2: 322. 1825.

Material selecionado: 23º 21' 06" S e 44º 51' 30" O, alt. 33 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 736 (UEC).

1.2 Aeschynomene elegans Schltdl. & Cham., Linnaea, 5: 583-584. 1830.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 11/X/2006, E. D. Silva 399 (UEC).

1.3 Aeschynomene falcata (Poir.) DC., Prodr., 2: 322. 1825.

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 20/V/2007, E. D. Silva 803 (UEC).

1.4 Aeschynomene paniculata Willd. ex Vog., Linnaea, 12: 95-96. 1838. Figura 3e

Material selecionado: 23º 21' 06" S e 44º 51' 30" O, alt. 33 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 739 (UEC).

1.5 Aeschynomene sensitiva Sw., Prodr., 107. 1788. Figura 3f

Material selecionado: 23º 22' 12" S e 44º 49' 12" O, alt. 68 m, 13/XI/2006, E. D. Silva 539 (UEC).

2. Andira Juss., nom. cons., Gen. Pl., 363. 1789.

Pennington 2003, Matos 1979

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE ANDIRA

Folíolos pubérulos na face abaxial, flores 1,3-1,6 cm compr. .....,........................................................................................ A. fraxinifolia

Folíolos tomentosos na face abaxial, flores 2-2,3 cm compr. ............................................................................................. A. ormosioides

2.1 Andira fraxinifolia Benth., Comm. Legum. Gen., 44. 1837. Figuras 2g e 3r

Material selecionado: 23º 21'27" S e 44º51'02" O, alt. 7 m, 30/I/2007, E. D. Silva 667 (UEC).

2.2 Andira ormosioides Benth., Comm. Legum. Gen., 44. 1837.

Material selecionado: trilha atrás do alojamento, 04/IX/1989, F. C. P. Garcia et al. 490 (HRCB).

3. Cajanus Adans., Fam. Pl., 2: 326, 529. 1763.

3.1 Cajanus cajan (L.) Millsp., Publ. Field Columbian Mus., Bot. Ser., 2(1): 53. 1900. Figura 2z

Subarbusto com ramos seríceos a ferrugíneos, muito estriados; estíplulas e estipelas lineares; folíolos elípticos com a face adaxial velutina e face abaxial serícea, glandulosa; flores amarelas e brácteas lineares são carateres que podem auxiliar na identificação de Cajanus cajan.

Material selecionado: trilha do Morro do Corsário, 06/VIII/1988, J. E. L. S. Ribeiro 415 (HRCB, RB).

4. Calopogonium Desv., Ann. Sci. Nat., 9: 423. 1826.

Carvalho-Okano & Leitão Filho (1985)

4.1 Calopogonium mucunoides Desv., Ann. Sci. Nat., 9: 423. 1826. Figura 3a

Folíolos laterais assimétricos e cálice campanulado com lacínias subuladas são caracteres que auxiliam na identificação de Calopogonium mucunoides.

Material selecionado: 23º 21' 13" S e 44º 51' 02" O, alt. 9 m, 19/V/2007, E. D. Silva 780 (UEC).

5. Centrosema (DC.) Benth., Comm. Legum. Gen., 53. 1837.

Barbosa-Fevereiro 1977, Miotto 1987

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CENTROSEMA

1 Lacínia superior do cálice com 7 mm compr. destacando-se das demais que medem entre 0,5-1 mm comp. .................. C. arenarium

1 Lacínias do cálice com tamanhos semelhantes (entre 5-8,5 mm compr.) .................................................................... C. virginianum

5.1 Centrosema arenarium Benth. Comm. Legum. Gen., 55. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 12/X/2006, E. D. Silva 427 (UEC).

5.2 Centrosema virginianum (L.) Benth., Comm. Legum. Gen., 56. 1837. Figuras 2f e 3c

Material selecionado: 23º 21' 19" S e 44º 51' 02" O, alt. 10 m, 16/XII/2006, E. D. Silva 593 (UEC).

6. Clitoria L., Sp. Pl., 2: 753. 1753.

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CLITORIA

1 Árvores, flores róseas, bractéolas 17-19 mm compr........C. fairchildiana

1 Subarbustos, flores azuis ou brancas, bractéolas 6-6,5 mm compr.

2 Subarbusto ereto, flores azuis.........................................C. laurifolia

2 Subarbusto escandente, flores brancas ...............................C. falcata

6.1 Clitoria falcata Lam., Encycl., 2(1): 51. 1786.

Material selecionado: 23º 21' 32" S e 44º 50' 59" O, alt. 11 m, 31/I/2007, E. D. Silva 672 (UEC).

6.2 Clitoria fairchildiana Howard, Baileya 15(1): 16. 1967.

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 4 m, 15/XII/2006, E. D. Silva 584 (UEC).

6.3 Clitoria laurifolia Poir., Encycl., Suppl., 2(1): 301. 1811. Figura 2x

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 15/XII/2006, E. D. Silva 564 (UEC).

7. Crotalaria L., Sp. Pl., 2: 714. 1753.

Flores & Miotto 2001, Flores 2004

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CROTALARIA

1 Folhas simples, estípulas decurrentes nos ramos

2 Ramos denso-seríceos, folhas adpressas aos ramos, estípulas estreito-decurrentes, pedicelo 7 mm compr., ovário 6 mm compr. ........................................................................................ C. velutina

2 Ramos adpresso-pilosos a híspidos, geralmente com tricomas dourados e ocasionalmente seríceos, folhas não adpressas aos ramos, estípulas largo-decurrentes, pedicelo 2 mm compr., ovário 3 mm compr. ......................................................................... C. stipularia

1 Folhas trifolioladas

3 Folíolos predominantemente obovados

4 Folíolos subglabros a glabros em ambas as faces, legume incano ........................................................................................... C. incana

4 Folíolos com a face adaxial glabra e a face abaxial adpresso-pilosa, legume pubescente a subglabro ........................................... C. pallida

3 Folíolos lanceolados a elípticos ..................................... C. vitellina

7.1 Crotalaria incana L., Sp. Pl., 2: 716. 1753.

Material selecionado: 23º 21' 94" S e 44º 51' 08" O, alt. 21 m, 19/V/2007, E. D. Silva 773 (UEC).

7.2 Crotalaria pallida Aiton, Hort. Kew., 3: 20-21. 1789

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 15/XII/2006, E. D. Silva 563 (UEC).

7.3 Crotalaria stipularia Desv., J. Bot. Agric., 3: 76. 1814.

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 15/X/2006, E. D. Silva 473 (UEC, US).

7.4 Crotalaria velutina Benth., Ann. Nat. Hist., 3: 429. 1839.

Material selecionado: 23º 21' 09" S e 44º 51' 13" O, alt. 9 m, 13/IV/2007, E. D. Silva 1083 (UEC).

7.5 Crotalaria vitellina Ker Gawl., Bot. Reg., 6: t. 447. 1820. Figuras 2h,t

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 4 m, 15/VI/2006, E. D. Silva 312 (UEC).

8. Dahlstedtia Malme, Ark. Bot., 4(9): 4. 1905.

Teixeira & Gabrielli 2000, Teixeira & Ranga 2004

8.1 Dahlstedtia pinnata (Benth.) Malme, Ark. Bot., 4(9): 4. 1905.

Espécie muito semelhante à Dahlstedtia pentaphylla (Taub.) Burkart, motivo pelo qual muitos autores às consideravam como uma única espécie.

Teixeira & Ranga (2004), Malme (1905) e Burkart (1957) diferenciaram as duas espécies através de caracteres morfológicos, descrevendo D. pentaphylla como plantas que apresentam inflorescência pendente, lenticelas conspícuas nos ramos florais e flores com corola vermelho-gerânio e D. pinnata, como plantas com inflorescência ereta, lenticelas inconspícuas nos ramos florais e flores com corola púrpura.

Estudos de caule e raízes realizados por Teixeira & Gabrielli (2000) colaboraram para a delimitação das duas espécies e, apesar da ressalva dos autores de que os caracteres vegetativos devem ser utilizados com cautela, a diferença na origem nas cavidades secretoras do ápice da raiz são considerados bons caracteres para a delimitação das duas espécies.

Teixeira & Ranga (2004) confirmaram a existência de dois táxons distintos de Dahlstedtia. O trabalho mostra que as duas espécies provavelmente não trocam pólen na natureza devido à presença de uma secreção densa na micrópila de D. pinnata e, caso isso ocorresse não haveria formação de sementes. Além disso, D. pinnata e D. pentaphylla estão isoladas geograficamente. Apesar das duas espécies ocorrerem no estado de São Paulo, D. pinnata tem sua distribuição mais ao norte ocorrendo também no Rio de Janeiro enquanto D. pentaphylla está distribuída mais ao sul, nos estados do Paraná e Santa Catarina. No estado de São Paulo não foi observada sobreposição geográfica das duas espécies devido, provavelmente, à presença de barreiras topográficas nas regiões de Campos do Jordão, Paraitinga e Juqueriquerê.

Material selecionado: 23º 21' 86" S e 45º 49' 75" O, alt. 3 m, 10/XI/2006, E. D. Silva 503 (UEC).

9. Dalbergia L. f., Suppl. Pl. 52, 316. 1782.

Hoehne 1941a, Carvalho 1997

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE DALBERGIA

1 Folhas unifolioladas (Figura 7b), flores brancas ......................................................................................................... D. ecastaphyllum

1 Folhas pinadas, flores amarelas ou roxas

2 Folhas 6-11 folioladas; folíolos 2,4-7 × 1,7-3,2 cm, ovado-lanceolados, face abaxial pubérula; peciólulo 2-4 mm compr., flores amarelas .......................................................................................... D. frutescens

2 Folhas 15-23 folioladas; folíolos 1,3-1,9 × 0,5-0,9 cm, oblongos, face abaxial adpresso a patente-pilosa; peciólulo 1 mm compr., flores roxas ........................................................................... D. lateriflora

9.1 Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub., Nat. Pflanzenfam., 3(3): 335. 1894. Figura 3m

Material selecionado: 23º 22' 11" S e 44º 50' 10" O, alt. 2 m, 16/XII/2006, E. D. Silva 596 (UEC).

9.2 Dalbergia frutescens (Vell.) Britton, Bull. Torrey Bot. Club, 16(12): 324. 1889. Figura 3n

Material selecionado: 23º 20' 16" S e 44º 50' 10" O, alt. 13 m, 12/XI/2006, E. D. Silva 514 (UEC).

9.3 Dalbergia lateriflora Benth., J. Linn. Soc. Bot., 4(Suppl.): 37. 1860.

Material selecionado: 23º 21' 50" S e 44º 46' 33" O, alt. 136 m, 15/XI/2007, E. D. Silva 971 (UEC).

10. Desmodium Desv., J. Bot. Agric., 1: 122, pl. 5, f. 15. 1813.

Azevedo 1981

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE DESMODIUM

1 Artículos do lomento com ambas as margens arredondadas, arbusto com até 2,5 m altura .................................................. D. leiocarpum

1 Artículos do lomento com uma das margens reta, subarbusto com no máximo 0,7 m de altura

2 Inflorescência congesta ................................................ D. barbatum

2 Inflorescência laxa

3 Lomento com 1-2 artículos............................................... D. axillare

3 Lomento com mais de 2 artículos

4 Folíolos orbiculares a obovados com no máximo 3 cm compr. ............................................................................................. D. adscendens

4 Folíolos elípticos a ovados com até 6,5 cm compr. ......... D. incanum

10.1 Desmodium adscendens (Sw.) DC., Prodr., 2: 332. 1825.

Material selecionado: 23º 21' 32" S e 44º 50' 59" O, alt. 11 m, 13/XI/2006, E. D. Silva 527 (UEC).

10.2 Desmodium axillare (Sw.) DC., Prodr., 2: 333. 1825.

Material selecionado: 23º 21' 32" S e 44º 50' 59" O, alt. 11 m, 16/XI/2007, E. D. Silva 976 (UEC).

10.3 Desmodium barbatum (L.) Benth. & Oerst., Vidensk. Meddel. Dansk Naturhist. Foren. Kjøbenhavn, (1-2): 18. 1853.

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 13/XI/2006, E. D. Silva 543 (UEC).

10.4 Desmodium incanum DC., Prodr., 2: 332. 1825. Figura 2v

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 11/X/2006, E. D. Silva 415 (UEC).

10.5 Desmodium leiocarpum (Spreng.) G. Don, Gen. Hist., 2: 294. 1832.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 17/VII/2006, E. D. Silva 340 (UEC).

11. Dioclea Kunth in H.B.K., Nov. Gen. 6: 437. 1823.

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE DIOCLEA

1 Face abaxial do folíolo canescente-velutina; flores brancas; frutos velutino-dourados ........................................................ D. rufescens

1 Face abaxial do folíolo híspido-tomentosa; flores violáceas; frutos glabros .............................................................................. D. wilsonii

11.1 Dioclea rufescens Benth., Comm. Legum. Gen., 69. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 13" S e 44º 51' 02" O, alt. 9 m, 07/IX/2006, E. D. Silva 382 (UEC, HRCB, US).

11.2 Dioclea wilsonii Standl., Publ. Field Columbian Mus., Bot. Ser., 4(8): 310-311. 1929. Figura 3k

Material selecionado: 23º 21' 13" S e 44º 51' 02" O, alt. 9 m, 13/XI/2006, E. D. Silva 519 (UEC).

12. Erythrina L., Sp. Pl., 2: 706-707. 1753.

12.1 Erythrina speciosa Andrews, Bot. Repos., 7: pl. 443. 1806. Figura 3p

Cálice tubuloso, espatulado; vexilo oblongo; carena com pétalas livres e muito menores que as asas são caracteres que auxiliam na identificação de Erythrina speciosa.

Material selecionado: 23º 21' 35" S e 44º 51' 02" O, alt. 1 m, 16/VI/2006, E. D. Silva 318 (UEC).

13. Galactia P. Browne, Civ. Nat. Hist. Jamaic., 298. 1756.

Burkart 1971

13.1 Galactia latisiliqua Desv., Ann. Sci. Nat., 9: 414. 1826. Figura 3d

Subarbusto ereto-procumbente com no máximo 1,20 m altura; presença de raiz principal; ramos volúveis no ápice; folhas trifolioladas, folíolos elípticos a obovados, o apical nitidamente diferenciado dos laterais; racemos pedunculados; flores pequenas (7-12 mm compr.) e estandarte glabro a raramente pubescente no ápice são caracteres que auxiliam na identificação de Galactia latisiluqua.

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 15/X/2006, E. D. Silva 465 (UEC).

14. Indigofera L., Sp. Pl., 2: 751. 1753.

Moreira & Tozzi 1997

14.1 Indigofera suffruticosa Mill., Gard. Dict., 2. 1768. Figura 3h

Arbusto ou subarbusto; folíolos numerosos (9 ou mais), com a face adaxial glabra e frutos acentuadamente curvos são caracteres que auxiliam na identificação Indigofera suffruticosa.

Material selecionado: 23º 22' 12" S e 44º 49' 12" O, alt. 68 m, 13/XI/2006, E. D. Silva 541 (UEC).

15. Lonchocarpus Kunth, Nov. Gen. Sp. 6: 300. 1824.

Tozzi 1989, Neubert & Miotto 1996

15.1 Lonchocarpus cultratus (Vell.) A.M.G. Azevedo & H.C. Lima, Acta Bot. Brasil., 9: 128, 141. 1995.

Árvore; folíolo com face abaxial pubérula; inflorescência multiflora, densa; vexilo bicaloso, auriculado e fruto dilatado nas margens são caracteres que auxiliam na identificação de Lonchocarpus cultratus.

Material selecionado: 23º 20' 18" S e 44º 50' 14" O, alt. 60 m, 30/I/2007, E. D. Silva 665 (UEC).

16. Machaerium Pers., Syn. Pl. 2 (2): 276. 1807.

Hoehne 1941b, Sartori & Tozzi 1999, Mendonça-Filho 2002

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE MACHAERIUM

1 Folhas 15-35 folioladas

2 Árvores; acúleos eretos a levemente encurvados com 5-17 mm compr. .......................................................................... M. nictitans

2 Lianas; acúleos uncinados com 1,5-4 mm compr.

3 Ramos jovens glabros; acúleos 1,5-2 mm compr.; folhas 17-21 folioladas; folíolos 0,5-1,3 cm larg., oblongos a obovados; flores creme ........................................................................... M. uncinatum

3 Ramos jovens tomentosos, acúleos 4 mm comp.; folhas 27-35 folioladas; folíolos 0,4-0,5 cm larg., linear-oblongos; flores lilases ................................................................................... M. aculeatum

1 Folhas 5-9 folioladas

4 Nervação craspedódroma

5 Folhas 5 folioladas; folíolos 5-10 × 2,5-4,5 cm, face abaxial serícea ..................................................................................... M. declinatum

5 Folhas 9-11 folioladas; folíolos 2,4-5,5 × 0,8-2,5 cm, face abaxial glabra (exceto na nervura central) ........................... M. vellosianum

4 Nervação broquidódroma

6 Folíolos subopostos, opostos ou alternos na mesma planta

7 Ramos densamente velutino-ferrugíneos quando jovens; inermes; folíolos obovados, face abaxial velutino-ferrugíneos....... M. oblongifolium

7 Ramos glabros a subglabros quando jovens; aculeados; folíolos elípticos, face abaxial glabra a pubérula .............. M. dimorphandrum

6 Folíolos somente alternos na mesma planta .................... M. triste

16.1 Machaerium aculeatum Raddi, Mem. Mat. Fis. Soc. Ital. Sci. Modena, Pt. Mem. Fis., 18(2): 398-399. 1820.

Material selecionado: 23º 22' 18" S e 44º 49' 04" O, alt. 58 m, 30/I/2007, E. D. Silva 656 (UEC).

16.2 Machaerium declinatum (Vell.) Stellfeld, Tribuna Farm., 12: 131. 1944.

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 4 m, 15/VI/2006, E. D. Silva 316 (UEC).

16.3 Machaerium dimorphandrum Hoehne, Arq. Bot. Estado São Paulo, 1: 32, pl. 33. 1938.

Material selecionado: 23º 21' 55" S e 44º 46' 96" O, alt. 124 m, 15/XI/2007, E. D. Silva 973 (UEC).

16.4 Machaerium nictitans (Vell.) Benth., Comm. Legum. Gen., 34. 1837. Figura 3l

Material selecionado: 23º 21' 25" S e 44º 49' 02" O, alt. 16 m 25/I/2008, E. D. Silva 1019 (UEC).

16.5 Machaerium oblongifolium Vogel, Linnaea, 11: 184. 1837.

Material selecionado: trilha atrás do alojamento, 02/XII/1988, F. C. P. Garcia 197 (UEC).

16.6 Machaerium triste Vogel, Linnaea, 9: 416. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 32" S e 44º 50' 59" O, alt. 11 m, 07/III/2007, E. D. Silva 687 (UEC).

16.7 Machaerium uncinatum (Vell.) Benth., Comm. Legum. Gen., 34. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 86" S e 44º 49' 59" O, alt. 3 m, 07/III/2007, E. D. Silva 686 (UEC).

16.8 Machaerium vellosianum Benth., Comm. Legum. Gen., 34. 1837.

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 18 m, 25/I/2008, E. D. Silva 1027 (UEC).

17. Macroptilium (Benth.) Urb., Symb. Antill. 9 (4): 457. 1928.

Moreira 1997, Fevereiro 1987

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE MACROPTILIUM

1 Subarbusto escandente; ramos densamente adpresso-pilosos, ocasionalmente canescentes; folíolos lobados; flores púrpuras; legume com até 4 mm de largura. ..................................... M. atropurpureum

1 Subarbusto ereto; ramos subglabros a glabros; folíolos linear-lanceolados; flores vináceas; legume com até 2 mm de largura.......M. lathyroides

17.1 Macroptilium atropurpureum (DC.) Urb., Symb. Antill., 9(4): 457. 1928.

Material selecionado: 23º 21' 06" S e 44º 51' 30" O, alt. 33 m, 22/III/2009, E. D. Silva 1186 (UEC, MBM, RB).

17.2 Macroptilium lathyroides (L.) Urb., Symb. Antill., 9(4): 457. 1928.

Material selecionado: 23º 22' 06" S e 44º 48' 49" O, alt. 85 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 743 (UEC).

18. Mucuna Adans., Fam. Pl., 2: 325, 579. 1763.

Tozzi et al. 2005

CHAVE PARA AS ESPÉCIES DE MUCUNA

1 Flores creme-esverdeadas a levemente roxas, 4,5 cm compr. ....................................................................................................... M. urens

1 Flores amarelas, 6,5 cm compr. ...................................... M. japira

18.1 Mucuna japira A. M. G. Azevedo, Agostini & Sazima, Taxon 54 (2): 451-455. 2005.

Material selecionado: 23º 20' 53" S e 44º 51' 01" O, alt. 14 m, 19/V/2007, E. D. Silva 774 (UEC).

18.2 Mucuna urens (L.) Medik., Vorles. Churpfälz. Phys.-Öcon. Ges., 2: 399. 1787. Figura 3j

Material selecionado: 23º 20' 53" S e 44º 51' 01" O, alt. 14 m, 16/VII/2006, E. D. Silva 335 (UEC).

19. Myrocarpus Allemão, Pl. Novas do Brasil, 5. 1847.

Sartori 2000

19.1 Myrocarpus frondosus Allemão, Diss. Leg., 22. 1848. Figura 3t

Ápice dos folíolos brevemente acuminados, fruto 4-10 cm compr., pedicelo e cálice ferrugíneo-seríceos, cálice 2,5-4 cm compr. e pétalas elípticas são caracteres que asseguram a correta identificação dessa espécie.

Material selecionado: 23º 21' 40" S e 44º 49' 10" O, alt. 21 m, 25/I/2008, E. D. Silva 1018 (UEC).

20. Ormosia Jacks., Trans. Linn. Soc. London, 10: 360. 1811.

Rudd 1965

CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE ORMOSIA

1 Folhas com a venação da face abaxial muito proeminente, 5-9 folioladas, folíolos oblongo-lanceoladsos ...................... O. arborea

1 Folhas com a venação da face abaxial não proeminente, 9-11 folioladas, folíolos elípticos ................................... O. monosperma

20.1 Ormosia arborea (Vell.) Harms, Repert. Spec. Nov. Regni Veg., 19: 288. 1924. Figura 3s

Material selecionado: 23º 22' S e 44º 48' O, 18/XII/1995, M. Sanchez & F. Pedroni 378 (UEC).

20.2 Ormosia monosperma (Sw.) Urb., Symb. Antill., 1(2): 321. 1899.

Material selecionado: 23º 18' 13" S e 44º 47' 07" O, alt. 1100 m 8/VI/2007, E. D. Silva 844 (UEC).

21. Platymiscium Vogel, Linnaea 11: 198-199. 1837.

Klitgaard 2005

21.1 Platymiscium floribundum Vogel, Linnaea, 11: 199. 1837.

Folhas trifolioladas, raque da folha e face abaxial do folíolo glabros na maturidade, flores longas e delgadas com 10-18 mm compr., cálice glabro internamente, racemos laxos 10-35(-60)-flores, eixo da inflorescência com 3-20 cm compr., delgado, glabro, geralmente pêndulo; anteras uniformes, legume samaróide 7-7,5 × 3-3,5 cm, oblongo, elíptico ou ovado são caracteres que auxiliam na identificação de Platymiscium floribundum. Além disso, a superfície do fruto nunca fica opaca e acinzentada após secagem como observado em outras espécies.

Material selecionado: 23º 20' 18" S e 44º 50' 14" O, alt. 60 m, 22/V/2008, E. D. Silva 1126 (UEC).

22. Pterocarpus Jacq., Select. Stirp. Amer. Hist. 283. 1763.

22.1 Pterocarpus rohrii Vahl, Symb. Bot., 2: 79-80. 1791. Figura 3q

Folhas geralmente 5-9 folioladas com folíolos grabros ou levemente piloso na nervura central são caracteres que podem auxiliar na correta identificação da espécie segundo Lewis (1987).

Material selecionado: 23º 21' 33" S e 44º 50' 00" O, alt. 4 m, 24/I/2008, E. D. Silva 1001 (UEC, RB, US).

23. Rhynchosia Lour., Fl. Cochinch., 425, 460. 1790.

Grear 1978

23.1 Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC., Prodr., 2: 385. 1825. Figura 3b

Ramos escandentes; folíolos vilosos; estípulas 0,5-1 mm compr., caducas, setáceas; pedicelo 0,5-1 mm compr.; corola 7-8 mm compr.; cálice com lobos curtos e subulados; fruto levemente constricto entre as sementes, subinflado, viloso e sementes bicolores (preto e vermelhas), nunca azul ou azul-escuro são caracteres que asseguram a correta identificação de Rhynchosia phaseoloides.

Material selecionado: alto do morro da vila Picinguaba, 09/V/1990, R. Romero et al. 23 (HRCB).

24. Sophora L., Sp. Pl., 1: 373-374. 1753.

24.1 Sophora tomentosa L., Sp. Pl., 1: 373. 1753. Figura 3g

Única espécie de ocorrência confirmada no país, Sophora tomentosa está restrita à vegetação de restinga ao longo do litoral brasileiro. Fácil de ser reconhecida por suas flores amarelas e frutos moniliformes, se destacando na vegetação da praia pelo grande número de indivíduos que apresenta e pelo período de floração e frutificação que ocorre praticamente o ano inteiro.

Material selecionado: 23º 21' 35" S e 44º 51' 02" O, alt. 1 m, 16/VI/2006, E. D. Silva 317 (UEC).

25. Stylosanthes Sw., Prodr., 7: 108. 1788.

Ferreira & Costa 1979, Costa & Ferreira 1982

CHAVE PARA IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE STYLOSANTHES

1 Subarbusto bastante ramificado, ramos densamente híspido-glandulares, folhas pouco distanciadas (2-3 cm, aproximadamente) S. viscosa

1 Subarbusto pouco ramificado, ramos glabrescentes, tomentosos ou levemente híspido-glandulares, folhas muito distanciadas (4-6 cm, aproximadamente) S. guianensis

25.1 Stylosanthes guianensis (Aubl.) Sw., Kongl. Vetensk. Acad. Nya Handl., 10: 301-302. 1789.

Material selecionado: 23º 21' 42" S e 44º 49' 53" O, alt. 9 m, 20/V/2007, E. D. Silva 798 (UEC).

25.2 Stylosanthes viscosa (L.) Sw., Prodr., 108. 1788.

Material selecionado: 23º 22' 12" S e 44º 49' 13" O, alt. 59 m, 15/XII/2006, E. D. Silva 582 (UEC).

26. Swartzia Schreb., Gen. Pl., 2: 518. 1791.

Mansano 1997, Mansano & Tozzi 1999

1 Folhas 3-10 folioladas, raque marginada a alada

2 Folhas 3 folioladas, folíolos glabros em ambas as faces, flores amarelas, frutos alaranjados ................................................ S. simplex

2 Folhas 7-10 folioladas, folíolos com a face abaxial adpresso-pilosa; flores brancas, frutos castanhos ..................................... S. acutifolia

1 Folhas 17-19 folioladas, raque cilíndrica a levemente marginada ............................................................................................... S. oblata

26.1 Swartzia acutifolia Vogel, Linnaea, 11: 174. 1837.

Material selecionado: 23º 18' 14" S e 44º 47' 07" O, alt. 1105 m, 08/VI/2007, E. D. Silva 843 (UEC).

26.2 Swartzia oblata R.S. Cowan, Brittonia, 33(1): 11-13. 1981. Figura 3v

Material selecionado: 23º 20' 12" S e 45º 50' 01" O, alt. 25 m, 08/IX/2006, E. D. Silva 894 (UEC).

26.3 Swartzia simplex (Sw.) Spreng., Syst. Veg., 2: 567. 1825. Figura 3u

Material selecionado: 23º 21' 86" S e 45º 49' 75" O, alt. 3 m, 10/XI/2006, E. D. Silva 505 (UEC).

27. Vigna Savi, Nov. Giorn. Lett., 8: 113. 1824.

Moreira 1997

1 Legumes com até 5,7 cm compr.; corola simétrica (claramente zigomorfa) ..........................................................................V. luteola

1 Legumes maiores que 8 cm compr.; corola assimétrica (não claramente zigomorfa)

2 Estípulas não peltadas; flores amarelo-claras; carena, gineceu e androceu espiralados

3 Espiral da carena, gineceu e androceu com mais de 2 voltas ................................................................................................. V. caracalla

3 Espiral da carena, gineceu e androceu com menos de 2 voltas ..........................................................................................V. adenantha

2 Estípulas peltadas; flores branco-azuladas; carena, gineceu e androceu não espiralados ........................................................V. vexillata

27.1 Vigna adenantha (G. Mey.) Maréchal, Mascherpa & Stainier, Taxon, 27(2/3): 202. 1978.

Material selecionado: 23º 21' 20" S e 44º 50' 59" O, alt. 2 m, 13/X/2006, E. D. Silva 451 (UEC).

27.2 Vigna caracalla (L.) Verdc., Kew Bull., 24(3): 552. 1970. Figura 3i

Material selecionado: trilha do morro do Corisco, alt. 40-50 m, 23/V/2007, E. D. Silva 1144 (UEC).

27.3 Vigna luteola (Jacq.) Benth., Fl. Bras., 15(1B): 194. 1859.

Material selecionado: 23º 22' 09" S e 44º 50' 08" O, alt. 1 m, 06/VII/2007, E. D. Silva 731 (UEC).

27.4 Vigna vexillata (L.) A. Rich., Hist. Fis. Cuba, Bot., 10: 191. 1845.

Material selecionado: 23º 21' 04" S e 44º 51' 08" O, alt. 21 m, 30/I/2007, E. D. Silva 660 (UEC).

28. Zollernia Wied-Neuw. & Nees, Nova Acta Phys.-Med. Acad. Caes. Leop.-Carol. Nat. Cur., 13(2): Praef 13-14. 1826.

Mansano et al. 2004

1 Folha com margem serrada; venação conspícua, freqüentemente prolongada em espinhos ................................................. Z. ilicifolia

1 Folha com margem inteira, venação inconspícua, não prolongada em espinhos ...................................................................... Z. glabra

28.1 Zollernia glabra (Spreng.) Yakovlev, Bot. Žurn. Moscow & Leningrad, 61(9): 1306. 1976. Figura 3o

Material selecionado: estrada da casa da farinha, 06/X/1990, R. Romero et al. 167 (HRCB).

28.2 Zollernia ilicifolia (Brongn.) Vogel, Linnaea, 11: 166. 1837.

Material selecionado: 23º 20' 16" S e 44º 50' 07" O, alt. 45 m, 12/III/2007, E. D. Silva 893 (UEC).

29. Zornia J. F. Gmel., Sist. nat., 2 (2): 1076. 1791.

Mohlenbrock 1961, Matos 1987, Sciamarelli & Azevedo-Tozzi 1996, Perez 2009

1 Brácteas estreito-lanceoladas (1-1,5 mm larg.) ............. Z. latifolia

1 Brácteas largo-lanceoldas a ovadas (2,5-3,5 mm larg.)

2 Brácteas laxas, distância entre elas variando de 0,7-2,7 cm de uma base a outra ....................................................................... Z. glabra

2 Brácteas congestas, distância entre elas variando de 0,4-0,7 cm de uma base a outra ........................................................... Z. curvata

29.1 Zornia curvata Mohlenbr., Webbia, 16(1): f. 62, 91. 1961.

Material selecionado: 23º 21' 57" S e 44º 49' 34" O, alt. 8 m, 15/X/2006, E. D. Silva 484 (UEC).

29.2 Zornia glabra Desv., Mem. Soc. Linn. Paris, 4: 325. 1826. Figura 2u

Material selecionado: 23º 21' 04" S e 44º 51' 38" O, alt. 50 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 737 (UEC).

29.3 Zornia latifolia Sm., Cycl., 39:4. 1819.

Material selecionado: 23º 21' 04" S e 44º 51' 38" O, alt. 50 m, 06/IV/2007, E. D. Silva 740 (UEC).

A família Leguminosae está bem representada na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba quando comparamos os dados obtidos em nosso estudo com os resultados apresentados por outros levantamentos realizados na Floresta Atlântica dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná (Tabela 1), ressalvadas as diferenças que dificultam as comparações entre as áreas, como: metodologia empregada no estudo, tamanho da área amostral, níveis de preservação de cada área, dificuldade de acesso aos locais de coleta, delimitação dos parâmetros de inclusão do indivíduo na amostragem, entre outros. O número elevado de espécies de Leguminosae na área de estudo indica que a presença da família nas formações florestais do litoral norte de São Paulo é ainda mais significativa do que o anteriormente estimado. A diferença observada no número de espécies amostradas no levantamento florístico comparado ao fitossociológico talvez realce a necessidade dos levantamentos fitossociológicos de formações naturais serem precedidos e complementados por levantamentos florísticos, como já observado por Rodrigues & Shepherd (1992) em levantamento realizado na Serra do Japi.

1. Períodos de floração e frutificação

Foram encontradas 94 espécies da família Leguminosae em estado reprodutivo na área de estudo (Tabelas 4 e 5).

A floração registrada para espécies da família Leguminosae no Núcleo Picinguaba mostrou-se mais expressiva de outubro a maio, com um maior número de espécies floridas no mês de janeiro (Figura 4). A floração diminui consideravelmente nos meses de junho a setembro, coincidindo com o período frio e seco do inverno.

 

 

Algumas espécies encontradas na área de estudo destacam-se pela floração abundante e/ou elevado número de indivíduos floridos, como é o caso do observado em Chamaecrista desvauxii, Schizolobium parahyba, Senna multijuga e Tachigali multijuga (Caesalpinioideae); Inga marginata, Macrosamanea pedicellaris, Mimosa bimucronata e Piptadenia gonoachanta (Mimosoideae); Crotalaria vitellina, Erythrina speciosa, Platymiscium floribundum, Sophora tomentosa e Swartzia simplex (Papilionoideae).

Florações sincrônicas foram observadas no mês de janeiro, principalmente entre as espécies de Tachigali multijuga, Senna macranthera, Macrosamanea pedicellaris, Mimosa bimucronata, Piptadenia gonoacantha, Andira fraxinifolia, Dalbergia ecastaphyllum, Machaerium aculeatum, Machaerium declinatum, Machaerium vellosianum e Lonchocarpus cultratus.

Os dados de frutificação das espécies de Leguminosae (Figura 5) mostram um aumento no número de espécies com frutos de novembro a janeiro, coincidindo com a estação chuvosa, que pode está relacionado com as condições de germinação das sementes, que são mais favoráveis durante esse período, principalmente para as espécies arbóreas. Nos meses de abril e maio também foram encontradas muitas espécies com fruto, na grande maioria, subarbustos e arbustos que floresceram no período mais chuvoso.

 

 

A família Leguminosae está representada no Núcleo Picinguaba por 25% de espécies anemocóricas, 35 % autocóricas e 40% zoocóricas, seguindo um padrão observado em florestas tropicais que é uma maior proporção de espécies zoocóricas em relação às espécies com outras síndromes de dispersão (Frankie et al. 1974, Gentry 1983, Hilty 1980, Howe & Smallwood 1982 apud Morellato & Leitão-Filho 1992).

 

Distribuição geográfica

1. Caesalpinioideae

Das 14 espécies de Caesalpinioideae encontradas na área de estudo, cinco são pantropicais e amplamente distribuídas (Chamaecrista nictitans, Hymenaea courbaril, Senna multijuga, Senna pendula e Schizolobium parahyba). Uma ocorre na América Central e do Sul com disjunção na África (Chamaecrista rotundifolia) e duas apenas na América Central e do Sul (Chamaecrista desvauxii e Chamaecrista glandulosa). Duas espécies têm distribuição restrita ao continente sul americano (Senna macranthera e Copaifera langsdorffii). Senna macranthera, que está bem adaptada às florestas ombrófilas, em altitudes que variam de 10-1450 m, também pode ser encontrada em cerrado e campo rupestres (Irwin & Barneby 1982a). Copaifera langsdorffii, no entanto, é uma espécie encontrada em todas as regiões do Brasil e sua ocorrência não parece está relacionada a nenhum bioma específico. Quatro espécies destacam-se por serem endêmicas do Brasil (Copaifera trapezifolia, Bauhinia angulosa, Tachigali denudata e Tachigali multijuga) ocorrendo principalmente na Floresta Atlântica da região sudeste, com destaque para Tachigali denudata que apresenta distribuição mais restrita, ocorrendo apenas no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Na área de estudo a subfamília Caesalpinioideae ocorre em todas as fitofisionomias, no entanto, a Floresta de Restinga foi a aque apresentou maior número de espécies (12).

2. Mimosoideae

Das 27 espécies de Mimosoideae encontradas na área de estudo, apenas oito são pantropicais. Seis dessas oito espécies estão bem distribuídas no Brasil e podem ser encontradas em todas as regiões (Senegalia paniculata, Inga edulis, Inga vera, Mimosa diplotricha, Mimosa pudica, Mimosa quadrivalvis, duas delas (Mimosa bimucronata e Mimosa elliptica), no entanto, desenvolvem-se apenas na Costa Atlântica, em Floresta de Restinga, do litoral de Alagoas ao Rio Grande do Sul, sendo que Mimosa elliptica pode ocorrer cultivada em outras áreas (Barneby 1991). Quatro espécies ocorrem na América Central e do Sul como é o caso de Inga marginata, Mimosa velloziana, Anadenanthera peregrina e Macrosamanea pedicellaris. No Brasil, pode-se destacar Macrosamanea pedicellaris, encontrada com muita freqüência na Floresta de Restinga, mas que desenvolve-se também nos campos rupestres da Chapada Diamantina na Bahia (Lewis 1987), apesar de os indivíduos da Chapada Diamantina terem sido mencionados como distintos da forma típica da Floresta Atlântica por apresentar nectários mais numerosos e diferente indumento nos foliólulos (Barneby & Grimes 1996). Uma espécie ocorre na América do Sul com disjunção na Ásia (Mimosa invisa). Sete espécies estão restritas ao continente sul-americano (Inga flagelliformis, Inga striata, Inga sessilis, Anadenanthera colubrina, Mimosa debilis, Piptadenia adiantoides e Senegalia martiusiana. No Brasil, estão restritas a Floresta Atlântica Inga sessilis, que ocorre do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo e Anadenanthera colubrina que ocorre do Paraná até a Bahia. Sete espécies de Mimosoideae destacam-se por serem endêmicas do Brasil (Abarema brachystachya, Senegalia grandistipula e Senegalia miersii, Inga subnuda, Inga cauliflora, Piptadenia gonoacantha e Pseudopiptadenia warmingii). A grande maioria dessas espécies tem como principal área de ocorrência a Floresta Atlântica, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. São restritas à Floresta Ombrófila Densa Atlântica: Pseudopiptadenia warmingii, que ocorre de Santa Catarina até a Bahia; Inga subnuda, encontrada de Santa Catarina até Minas Gerais; Senegalia grandistipula, que ocorre do Paraná ao Espírito Santo. Com distribuição ainda mais restrita dentro da Floresta Atlântica, destacam-se Senegalia miersii, espécie rara, com registros de coletas apenas para Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e cuja área de ocorrência deve incluir agora a costa Atlântica do estado de São Paulo e Inga cauliflora, encontrada apenas no litoral norte do estado de São Paulo. Nove espécies de Mimosoideae, portanto, levando-se em consideração apenas o território brasileiro, não ocorrem em outro tipo de vegetação, se não, a Floresta Ombrófila Densa (Senegalia grandistipula, Senegalia miersii, Inga sessilis, Inga subnuda, Inga cauliflora, Mimosa bimucronata, Mimosa elliptica, Anadenanthera colubrina e Pseudopiptadenia warmingii). Na área de estudo a subfamília Mimosoideae ocorre em todas as fitofisionomias, mas assim como as Caesalpinioideae, apresentou maior número de espécies na Floresta de Restinga (23).

3. Papilionoideae

Vinte e duas das espécies de Papilionoideae ocorrentes na área deste estudo são pantropicais e amplamente distribuídas (Aeschynomene sensitiva, Cajanus cajan, Calopogonium mucunoides, Centrosema virginianum, Clitoria falcata, Clitoria laurifolia, Crotalaria incana, Crotalaria pallida, Dalbergia ecastaphyllum, Desmodium adscendens, Desmodium barbatum, Desmodium incanum, Erythrina speciosa, Indigofera suffruticosa, Macroptilium atropurpureum, Macroptilium lathyroides, Sophora tomentosa, Stylosanthes guianensis, Vigna adenantha, Vigna caracalla, Vigna luteola e Vigna vexillata). Com exceção de Erythrina speciosa que é uma árvore de pequeno porte e de Vigna caracalla que é uma liana, todas as demais são espécies subarbustivas e arbustivas. É importante salientar ainda que, apesar de serem encontradas em outros continentes, Dalbergia ecastaphyllum e Sophora tomentosa estão restritas à vegetação de restinga do litoral brasileiro. Dezessete espécies encontradas na área de estudo são endêmicas do Brasil (Andira fraxinifolia, Andira ormosioides, Dahlstedtia pinnata, Dalbergia lateriflora, Dioclea rufescens, Machaerium declinatum, Machaerium dimorphandrum, Machaerium oblongifolium, Machaerium triste, Machaerium uncinatum, Machaerium vellosianum, Mucuna japira, Platymiscium floribundum, Swartzia acutifolia, Swartzia oblata, Zollernia ilicifolia e Zollernia glabra), sendo que treze têm distribuição restrita à Floresta Atlântica, ocorrendo continuamente da Bahia até o Paraná (Swartzia oblata), da Bahia até São Paulo (Zollernia glabra e Andira ormosioides); do Rio de Janeiro a Santa Catarina (Dalbergia lateriflora e Machaerium dimorphandrum); do Espírito Santo a São Paulo (Machaerium declinatum); do Rio de Janeiro a São Paulo (Dahlstedtia pinnata e Machaerium vellosianum) ou apenas no litoral norte do estado de São Paulo (Mucuna japira). As demais espécies estão distribuídas pelo continente americano, com algumas ocupando áreas disjuntas da África ou Ásia. Na área de estudo, a subfamília Papilionoideae apresentou maior número de espécies na Floresta de Restinga (65).

 

Conclusões

A família Leguminosae está bem representada na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba (108 espécies), o que fortalece a premissa de que suas espécies desempenham papel importante na composição e estrutura dessa floresta. A subfamília Papilionoideae, como em levantamentos realizados em outras regiões da Serra do Mar, é a que apresenta maior número de espécies (67).O número de espécies endêmicas da Floresta Atlântica encontrado na área de estudo (19) mostra que apesar da alta plasticidade ecológica da família, muitas leguminosas desenvolvem-se apenas em áreas restritas de fitofisionomias específicas.

A Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Picinguaba possui um número maior de táxons de Leguminosae do que o apresentado em trabalhos anteriores, considerando as mesmas variações altitudinais, o que demonstra que a presença da família nas formações florestais do litoral norte de São Paulo é ainda mais significativa do que o anteriormente estimado.

 

Agradecimentos

Ao Projeto Biota Gradiente Funcional – 03/12595-7, ao Fundo de Amparo ao Ensino, Pesquisa e Extensão da UNICAMP – Faepex e à Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo – FAPESP pelo apoio financeiro; aos curadores dos herbários pelos empréstimos dos materiais; à direção e aos funcionários do Instituto Florestal - Núcleo Picinguaba pela hospedagem e apoio durante todo trabalho.

 

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Recebido em 02/12/2010
Versão reformulada recebida em 05/12/2010
Publicado em 16/12/2011

 

 

*Autor para correspondência: Edson Dias da Silva, e-mail: edsonxv@gmail.com

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