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Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária

On-line version ISSN 1984-2961

Rev. Bras. Parasitol. Vet. (Online) vol.18 no.1 Jaboticabal Jan./Mar. 2009

http://dx.doi.org/10.4322/rbpv.01801006 

ARTIGO COMPLETO

 

Parasitas de populações naturais e artificiais de tucunaré (Cichla spp.)

 

Parasites of natural and artificial populations of Cichla spp.

 

Cleusa Suzana Oliveira de AraujoI,II; Maria Claudene BarrosIV; Ana Lucia da Silva GomesI; Angela Maria Bezerra VarellaIII; Gabriela de Moraes VianaI; Nathalia Pereira da SilvaIV; Elmary da Costa FragaIV; Sanny Maria Sampaio AndradeI

ICentro Universitário Nilton Lins – UNINILTON LINS
IIEscola Normal Superior, Universidade do Estado do Amazonas – UEA
IIIInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
IVCentro de Estudos Superiores de Caxias, Universidade Estadual do Maranhão – UEMA

Autor para correspondência

 

 


RESUMO

Os  ciclídeos, peixes economicamente importantes na  região, foram coletados no  médio rio Negro (Cichla orinocensis, C. monoculus e C. temensis) e na iIlha da Marchantaria (C. monoculus), no Amazonas e em três açudes do Piauí (C. kelberi). Para verificar a ocorrência de parasitas as brânquias, narinas e intestino foram removidos e observados em microscópio esteroscópio, a boca a olho nu. Os parasitas encontrados foram retirados e armazenados em álcool 70% para posterior identificação. Dos 96 espécimes analisados provenientes do rio Negro 51 (52%) estavam parasitadas; dos 34 da ilha da Marchantaria 16 (47%) e dos 50 dos açudes do Piauí, apenas dois (4%). Nos peixes coletados no Amazonas, as brânquias estavam parasitadas por Ergailus coatiarus, Argulus amazonicus,  Acusicola tucunarense e a boca por Braga cichlae, enquanto que os peixes do Piauí não apresentaram parasitas branquiais, mas registrou-se a ocorrência do nematóide  Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus, parasita intestinal.

Palavras-chave: Cichla spp., Amazonas, Piauí, parasitas.


ABSTRACT

The cichlids, economically important fish specie in the region, were collected along the Negro River (Cichla orinocensis, C. monoculus e C. temensis) and in the Marchantaria Island (C. monoculus) Amazon State and in three reservoirs localized in the Piauí State. In order to verify the occurrence of parasites, gills, nostrils and the intestine were removed and observed by stereomicroscope and the mouth by naked eyes. The observed parasites were isolated and conserved in 70% ethanol for posterior identification. From 96 specimens collected in Negro River, 51 specimens (52%) were parasitized. In the Marchantaria Island from 34 specimens collected, 16 (47%) showed the presence of parasites, and from 50 specimens collected in the reservoirs only 2 (4%) were parasitized. In fishes collected in the Amazon State, the grill was parasitized by Ergailus coatiarus, Argulus amazonicus,  Acusicola tucunarense and the mouth by Braga cichlae, whereas the species collected in the Piauí State did not show the presence of parasites in the grill, but the occurrence of Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus an intestinal nematode parasite.

Keywords: Cichla spp., Amazon, Piauí, parasites.


 

 

Introdução

Os ciclídeos apresentam ampla distribuição geográfica. Atualmente são conhecidas 1.533 espécies, sendo 320 citadas para a América do Sul, 110 para a África, e o restante distribuído entre Madagascar, Síria, Vale do Jordão, Índia, Ceilão e América Central (KULLANDER, 1988). O Brasil tem aproximadamente 81 espécies de ciclídeos que correspondem a 6% da ictiofauna total. Esses peixes habitam uma grande diversidade de ecossistemas, como, por exemplo, lagos e rios. São peixes considerados economicamente importantes, visto que são comercializados para a alimentação da população e apresentam bom potencial para a piscicultura intensiva e extensiva (FELDBERG,1983; KULLANDER; NIJSSEN,1989).

Existem quatro espécies de Cichla spp., conhecidos popularmente como tucunaré, na bacia do rio Negro: Cicha temensis Humboldt,  1821, C. monoculus  Agassiz,  1831, C. orinocensis Humboldt, 1821 e C nigromaculata Jardine, 1843, sendo  que C. monoculos é citada com distribuição  mais ampla, na Bacia Amazônica  (BRAGA,  1952;   KULLANDER;  FERREIRA, 2006). A taxonomia de Cichla spp. tem sido avaliada através de dados morfológicos e respectivas distribuições geográficas, mais de 15 formas diferentes têm sido sugeridas, mas apenas  cinco espécies válidas têm sido aceitas pelos taxonomistas: C. temensis, da  Amazônia Ocidental  (rios  Orinoco,  Negro  e  Tapajós), C. monoculus da Amazônia Central (rios Solimões e Amazonas), C. ocellaris, Amazônia  Venezuelana,  C. orinocensis, da bacia do rio Orinoco e rio Negro, e C. intermedia do alto  rio Negro e médio Orinoco (FONTELES, 1948; MACHADO-ALLISON, 1971,1973; KULLANDER, 1986; KULLANDER; NIJSSEN, 1989). No entanto, Kullander e Ferreira (2006) em revisão dos ciclídeos da América do Sul descrevem nove espécies novas para essa região. Dentre as novas espécies descritas, Cichla kelberi do rio Tocantins, PA apresenta grande similaridade morfológica com Cichla monoculus e segundo os autores essa nova espécie foi introduzida nos rios Paraná, Paraíba do Sul e na região nordeste. De acordo com Carvalho et al. (2007) em um estudo de caracterização genética de populações de tucunarés introduzidas no nordeste através do gene rRNA 16S foram verificados três haplótipos, sendo que um dos haplótipos, o mais frequente, foi identificado como C. kelberi e agrupou fortemente com a espécie oriunda do rio Tocantins, PA, o que confirma que essa nova espécie descrita por Kullander e Ferreira (2006) denominada C. kelberi tem sido amplamente utilizada para peixamento no nordeste brasileiro.

Entre os diversos grupos de animais que parasitam peixes de água doce, os crustáceos podem ser considerados como um dos que ocasionam maiores prejuízos aos peixes cultivados. Além de possuírem um grande número de espécies parasitas, cerca de 3.000 conhecidas, os crustáceos chamam a atenção, por serem quase sempre visíveis de imediato e apresentarem uma ampla variação no tamanho e na forma. Sua ação sobre os peixes pode ser direta, sendo responsável por grandes mortalidades, ao mesmo tempo abrir portas para outros patógenos, como vírus e bactérias (PAVANELLI et al., 1998; SALGADO-MALDONADO et al. 2000; THATCHER, 2000, 2006).

Os  nematóides podem ocorrer em peixes, tanto  na forma adulta como larval. O adulto, normalmente, é encontrado no trato gastrointestinal e as larvas encistadas nos músculos, fígado, superfície das vísceras, cavidade visceral e intestino (THATCHER, 1991). O ciclo de vida é complexo e na maioria envolve hospedeiros intermediários, paratênicos ou definitivos. Apesar de ser o maior grupo de parasitas de peixes, em ambiente natural, são considerados poucos patogênicos (LUQUE, 2004), contudo, para os sistemas de cultivo intensivo podem ser patógenos de grande importância (MORAVEC, 2000). Os  peixes infectados por nematóides podem apresentar atrofia, necrose, fibrose e inflamação do fígado; dilatação dos vasos sanguíneos e hemorragia do tubo digestivo (EIRAS, 2004; THATCHER,2006), e comportamento alterado como aglomeração nas bordas do viveiro, entrada da água, inapetência, letargia, perda do equilíbrio, palidez do sangue e dos órgãos e ascite (MARTINS; YOSHITOSHI,  2003; TAVARES-DIAS; MORAES,  2003). São importantes os estudos sobre a relação parastio-hospedeiro, biologia, ecologia, zoogeografia e filogenia desses parasitas e seus hospedeiros (MORAVEC, 2007).

Os  crustáceos parasitas constituem um grupo de animais onde se verificam acentuadas variações morfofisiológicas  que permitem dividir esses indivíduos em vários subgrupos, dos quais  os principais são os copépodes, branquiúros e isópodes (THATCHER, 2006). Segundo Thatcher (1991, 2006) e Pavanelli et al. (1998), as principais injúrias que os crustáceos podem causar nos peixes são ações nas brânquias: oclusão da circulação branquial, com necrose e destruição de áreas importantes desse órgão; no tegumento e músculo: a intensidade de ação vai depender da quantidade de parasitas presentes e da forma de fixação, podem provocar destruição da epiderme, derme e músculo, além de viabilizar a penetração de fungos e bactérias; nos órgãos internos: a compressão das gônadas pode provocar castração e consequente redução do plantel: nos rins causa danos mecânicos, seguidos de hemorragia e no coração; de forma geral podem representar perda de peso, associada a uma redução do nível de lipídios, redução na taxa de crescimento e alteração no comportamento.

Há registro de aproximadamente 1.570 espécies de copépodos parasitas de peixes (HO, 1991). Vivem na superfície do corpo, ou em microhabitats mais protegidos como filamentos e rastros branquiais,  fossas nasais, boca, linha lateral dos peixes (KABATA, 1979; HUYS; BOXSHALL, 1991; THATCHER, 1991; BOXSHALL, 1992). Quando aderem à superfície corporal do peixe lesam o tegumento, perfuram os tecidos com seus ganchos de fixação. Essas lesões viabilizam  a entrada de fungos e bactérias, causando, em muitos casos, enfermidades mais importantes que as provocadas pelos próprios ergasilídeos (PAVANELLI et al., 1998; THATCHER, 1991).

Os branquiúros  são ectoparasitas de peixes e, quando em grandes concentrações, podem causar prejuízos significativos nos animais, como a destruição das camadas epidérmica e dérmica da pele, comprometimento dos músculos, que também viabilizam a instalação de infecções secundárias, graças à penetração de fungos e bactérias. Todos os branquiúros conhecidos pertencem à família Argulidae e ambos os sexos parasitam os peixes (THATCHER, 1991, 2006; PAVANELLI et al., 1998). São facilmente visíveis na  superfície do corpo, pois além de serem relativamente  grandes,  se movimentam intensamente. Seu local  preferencial é o tegumento do hospedeiro, podendo  encontrá-los também na boca e na cavidade branquial. Sua  ação se  dá devido à presença de poderosas mandíbulas equipadas com estilete usado para a perfuração. A ação desses argulídeos em peixes de pequeno porte pode facilmente levá- los à morte, mesmo se tratando de baixo número de parasitas (PAVANELLI et al., 1998).

Os  Isópodos podem ser identificados facilmente, pois geralmente são grandes e possuem o corpo segmentado, além de terem as patas equipadas com fortes garras adaptadas para se fixarem nos hospedeiros, são encontrados na superfície do corpo, podendo, no entanto, se alojar também na cavidade branquial, na boca, e ainda dentro do tecido muscular, na cavidade peritoneal (ARAUJO, 2002; THATCHER, 2006). A patogenicidade dos isópodos varia de acordo com a posição no hospedeiro, com o comportamento alimentar, com a estratégia de ataque e com o tamanho do parasita (THATCHER, 1991).

O presente trabalho tem como objetivo determinar os metazoários parasitas de Cichla spp. do rio Negro, ilha da Marchantaria, ambos em ambiente nativo e de açudes do Piauí, local de peixes introduzidos.

 

Material e Métodos

Os peixes foram coletados ao longo do médio rio negro e na ilha da Marchantaria no Amazonas e nos açudes do Piauí: Ingazeiras município de Paulistana, Cajazeiras no município de Pio IX e no Lago de Boa Esperança município de Guadalupe. No campo, os peixes foram fixados com formol 10% e transportados para análise em laboratório. Foram analisados 96 espécimes de ciclídeos provenientes do rio Negro, dentre estes: 49 Cichla temensis, 20 C. monoculus, 33 C. monoculus da ilha da Marchantaira e 27 C. orinocensis, e 50 espécimes todos C. kelberi oriundos do Piauí.

Nos laboratórios, os peixes foram observados a olho nu para a verificação de isópodes e branquiúros. As brânquias, intestino e narinas foram observadas em estereomicroscópio. Os arcos branquiais separados para verificar a presença de monogenea, ergasilídeos e branquiúros; o intestino foi dividido em porções anterior, média e posterior. Para identificação dos parasitos foram utilizadas as metodologias descritas por Thatcher (1991), Martins (1998) e Eiras et al. (2000). Os índices parasitários foram realizados de acordo com Bush et al. (1997).

 

Resultados

Dos Cicha examinados do rio Negro 52% estavam parasitados (Tabela 1), desses, a maior abundância foi de Ergasilus coatiarus Araujo e Varella, 1998, com 99,7% (884 espécimes), com infestação média de 9,24 parasitas por peixe e ocorrência nas três espécies de hospedeiros estudadas. Os menores índices foram observados para os branquiúros com o registro de um Dolops sp. (0,1%) e para os isópodas, com dois Braga  cichlae Schiodte e Meinert, 1881 (0,2%).

Na  ilha  da  Marchantaria, foi  coletado uma  espécie de ciclídeo, Cichla monoculus, que apresentou a maior diversidade de parasitos branquiais,  dois Copepoda da família Ergasilidae (Ergasilus coatiarus e Acusicola tucunarense Thatcher, 1984) e um Branchiura  (Argulus amazonicus Malta e Silva, 1986) (Tabela 2).

No Piauí foi coletado C. kelberi que não apresentou parasitas nas brânquias e narinas. Contudo, teve um registro de Nematoda Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus Travassos, 1929 para as coletas no açude de Ingazeira no município de Paulistana, PI.


Discussão

A ocorrência de Ergasilus coatiarus parasitando C. monoculus corrobora com  aqueles descritos para a  espécie (ARAUJO; VARELLA, 1998)  em  exemplares provenientes da  ilha  da Marchantaria e amplia a distribuição para C. orinocensis, hospedeiro ainda não descrito na literatura. Araujo (1996) já havia reconhecido o parasita para C. temensis da mesma localidade.

A presença de Braga cichlae parasitando C. temensis é verificada por Thatcher (2006) quando realizou uma revisão dos parasitas de peixes tropicais, e citou para esse hospedeiro,  esse isópodo, bem como um branquiúra, Argulus multicolor Stekhoven, 1937 e um copépoda, Amazolernaea sannerae Thatcher e Williams, 1998.

Acusicola  tucunarense   é  descrita originalmente parasitando os filamentos branquiais de C. ocellaris Bloch e Schneider,1801. Essa  espécie de hospedeiro,  provavelmente, trata-se  de C. monoculus uma vez que C. ocellaris não ocorre na Bacia Amazônica (KULLANDER; FERREIRA, 2006). Portanto, a ocorrência desse parasito não amplia a distribuição para novo hospedeiro. Para C. monoculus Thatcher (2006) cita outros parasitas branquiais: Copepoda, Amazolenaea sannerae e Ergalilus coatiarus; boca: Isópoda, Vanamea symmetrica (VAN NAME, 1925) e intestino: Cestoda, Proteocephalus macrophallus Diesing, 1850.

A intensidade parasitária foi relativamente baixa para as espécies tanto do Amazonas quanto do Piauí. Araújo e Varella (1998) registraram mais de 600 espécimes de Ergasilus coatiarus parasitando os filamentos branquiais de Cichla monoculus, enquanto que neste trabalho não ultrapassou a 372. Fator relacionado a intensidade parasitária em ambiente natural na Amazônia pode estar relacionado ao ciclo anual de inundação do rio, trabalhos (MALTA, 1992; ARAUJO, 2002) indicam maiores índices de parasitismo na época da seca, quando a água fica represada em pequenos lagos, os rios ficam mais estreitos, aumentando com isso a proximidade entre os peixes e a possibilidade de infestação parasitária.

A ocorrência de Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus parasitando C. kelberi é um registro novo para o hospedeiro, uma vez que poucos trabalhos têm sido realizados relacionando a carga parasitária em espécies introduzidas  no Piauí. Trabalhos com ciclídeos introduzidos na bacia do Paraná têm mostrado a suceptibilidade do peixe introduzido a novos parasitas, Cichla monoculus  foi registrada como hospedeiro de  Proteocephalus macrophallus  e P. microscopicus  (TAKEMOTO;  PAVANELLI, 1996) e do acantocéfalo  Quadrigyrus machadoi (MACHADO et al., 2000). Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus havia sido identificada como parasita de Brycon brevicaudatus, B. bilarii e B. erytropterus coletados no estado de São Paulo e Amazonas (THATCHER, 2006).

Machado et al. (2005) observaram altos índices de infestação nas espécies introduzidas em relação às nativas, verificaram a ocorrência de metacercária Diplostomum (Austrodiplostomum) compactum (Lutz, 1928) nos olhos de Cichla monoculus coletados na planície inundada do rio Paraná. Os autores ressaltam que a introdução de espécies, dependendo da espécie de peixe, tem resultado redução do estoque nativo, entre os fatores incluídos está a disseminação de patógenos e parasitas.

Com esse trabalho foi possível pesquisar a fauna de crustáceos parasitas de Cichla temensis, C. monoculus, C. orinocensis e C. kelberi de diferentes locais de coleta e, com isso, perceber que o grupo encontrado em maior número e em todas as espécies de ciclídeos analisadas da região amazônica foi o copépoda, com prevalência maior para a espécie C. orinocensis (78%). Não ocorreu especificidade para copépoda, mas sim certa preferência por Cichla orinocensis e por C. monoculus em detrimento da C. temensis, uma vez que apresentaram um número superior de espécimes parasitados com relação ao de espécimes não parasitados. Apesar de a espécie C. temensis ter sido a menos parasitada por copépodes, determina-se uma preferência de isópodos da espécie Braga cichlae por este hospedeiro.

As informações  de parasitas para C. kelberi sugerem ampliar o levantamento de parasitas para essa espécie no local de origem, como também, verificar a ocorrência do parasita que foi citado para a espécie em outros hospedeiros da região da coleta, uma vez que é importante conhecer os parasitas que as espécies nativas albergam antes de serem introduzidas, pois da mesma forma que as espécies introduzidas são mais suceptíveis aos parasitas, também as espécies nativas podem estar em risco com a introdução no meio de novos patógenos ou parasitas.

 

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Autor para correspondência
Cleusa Suzana Oliveira de Araujo
Centro Universitário Nilton Lins – UNINILTON LINS
Av. Professor Nilton Lins, 329, Parque das Laranjeiras
CEP 69058-040 Manaus - AM, Brasil
e-mail: caraujo@niltonlins.br

Recebido em 31 de Maio de 2008
Aceito em 27 de Fevereiro de 2009

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