SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.23 issue4Cross-cultural adaptation of the Brazilian version of the Voice Symptom Scale: VoiSS author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.23 no.4 São Paulo Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912011000400019 

ARTIGO ESPECIAL SPECIAL ARTICLE

 

Redação científica e a qualidade dos artigos: em busca de maior impacto

 

 

Ana Manhani Cáceres; Juliana Perina Gândara; Marina Leite Puglisi*

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Tendo em vista a constante preocupação de cientistas e editores com a qualidade da escrita científica, o objetivo deste artigo foi apresentar alguns tópicos acerca da estrutura recomendada para a publicação em periódicos revisados por pares. Detalhamos os pontos-chave das seções tradicionais de artigos originais e propusemos dois materiais que podem ser úteis à redação científica: um roteiro pontual para elaborar as principais ideias do artigo; e um quadro com exemplos de estruturas indesejáveis e desejáveis na redação científica.

Descritores: Redação; Publicações científicas e técnicas; Disseminação de informação, métodos; Competência em informação; Ciência da informação


 

 

INTRODUÇÃO

A Ciência nunca parte do zero. Ao contrário, toda produção científica que pretende contribuir efetivamente para o avanço da Ciência utiliza o conhecimento existente como ponto de partida para propor inovações metodológicas e descobrir novos resultados. A atualização do conhecimento é gerada por meio de uma rede de colaboração entre cientistas de todo o mundo(1). O "gatilho" desta atualização é a publicação de artigos e a "engrenagem" que a movimenta é a citação, uma das consequências diretas da qualidade e da relevância de um trabalho. Além disso, a citação é um indicador direto da contribuição de um pesquisador no meio científico, conferindo-lhe visibilidade e credibilidade(2).

Neste cenário, há internacionalmente uma preocupação crescente com a qualidade da escrita científica(3). No Brasil, o número de cursos e discussões sobre o tema tem aumentado significativamente, principalmente nas universidades e em congressos científicos. Esse debate tem como intuito discutir desde características mais abrangentes, como a relevância da publicação de um trabalho e o meio mais adequado para divulgá-lo, até questões mais pontuais, relativas à forma de apresentação de um artigo científico. Na Fonoaudiologia, o assunto tem sido abordado nos últimos congressos nacionais, e a participação de fonoaudiólogos em cursos de escrita científica é cada vez mais frequente.

Tendo em vista a relevância do tema para a Fonoaudiologia, o objetivo deste trabalho foi apresentar alguns tópicos acerca da estrutura recomendada para a publicação em periódicos revisados por pares.

 

MACROESTRUTURA DO ARTIGO CIENTÍFICO

Há várias possíveis categorias de artigos, cada uma com características e finalidades peculiares. A escolha sobre qual é a mais adequada para relatar uma determinada pesquisa depende da natureza do estudo realizado e das características editoriais do periódico onde se pretende publicá-lo. As categorias de artigos geralmente encontradas em periódicos na área das Ciências da Saúde são os relatos de caso, os artigos de revisão, as revisões sistemáticas, os artigos de metanálise e, finalmente, os artigos originais de pesquisa. Estes últimos, em geral, representam a maior parte do que é publicado na Fonoaudiologia**, e por isso nortearam os nossos comentários.

O artigo científico deve ser capaz de sintetizar, de forma clara e simples, a "história científica" de uma pesquisa. Como "história científica", compreendemos toda a sequência de eventos que motivou, conduziu e embasou a proposta de um estudo, a escolha do método, e a interpretação dos resultados. É neste ponto que se encontra o primeiro desafio da escrita científica: selecionar apropriadamente o conteúdo do artigo. Deve-se escolher apenas o conjunto de dados que traz contribuições efetivas para o meio científico(4), e isso não implica na inclusão de todas as medidas e análises realizadas - especialmente se o trabalho deriva de um projeto de pesquisa mais abrangente. Por outro lado, não se deve fragmentar um estudo em vários "microartigos" semelhantes, pois isso diminui o impacto e o caráter inovador da pesquisa. Ou seja, precisão e novidade são conceitos essenciais e devem nortear o manuscrito.

Por mais óbvio que possa parecer, o artigo científico deve necessariamente conter pontos-chave em cada seção. A macroestrutura dos artigos originais utiliza tradicionalmente o modelo IMRD (Introdução, Métodos, Resultados e Discussão), um formato não arbitrário que reflete diretamente o processo de criação e descoberta científica(5). A seguir detalhamos os pontos-chave de cada uma destas seções tendo como base principal as sugestões e comentários de Zeiger(6). Ao final, propomos um material esquemático com o objetivo de orientar o autor a organizar suas ideias de forma lógica e concisa (Anexo 1), e acrescentamos exemplos de estruturas indesejáveis e desejáveis na redação científica, transpondo para a prática os conceitos apresentados (Anexo 2).

 

DETALHAMENTO DAS SEÇÕES DO ARTIGO

Introdução

A principal função da introdução é apresentar brevemente ao leitor a história que gerou a pergunta de pesquisa. O autor deve ser capaz de explorar sucintamente somente os tópicos cruciais para o delineamento do estudo a partir de seu ponto de vista, apresentando a literatura que considera pertinente ao tema. Se estes critérios forem preenchidos, há maiores chances de manter o interesse e a atenção do leitor às próximas seções do artigo.

A estrutura da introdução parte geralmente daquilo que é conhecido ou consagrado sobre o tema em questão, em direção àquilo que ainda não se sabe e que se pretende estudar. Esta ponte deve estar explícita para que o caráter inovador da pesquisa fique evidente. Assim, é importante que o autor seja capaz de expor claramente quais lacunas o seu trabalho pretende preencher. A maneira mais clara de fazê-lo é apresentar os objetivos como perguntas (ou hipóteses) pontuais e não genéricas. A Introdução, portanto, parte de ideias abrangentes para questões específicas, utilizando uma estrutura que se assemelha à imagem de um funil(6) ou de uma pirâmide invertida(7).

Métodos

Nos métodos são detalhados os procedimentos envolvidos na concretização da pesquisa a fim de garantir que o leitor possa interpretar corretamente os resultados e reproduzir o estudo, caso seja de interesse. É importante salientar que devem ser descritas apenas as metodologias utilizadas para a sustentação dos resultados e conclusões(4). Visto que o método constitui a coluna dorsal de um estudo, esta é a única seção do artigo que pode ser tão extensa quanto for necessário, respeitando-se evidentemente o limite máximo de palavras, quando houver.

Devido à grande quantidade de informações importantes, é recomendável subdividir esta seção em tópicos, facilitando a leitura e a identificação de aspectos metodológicos específicos. Alguns periódicos orientam os autores a iniciar os Métodos com a descrição do desenho do estudo, mas este tópico é geralmente opcional.

O tópico sobre a população é o primeiro normalmente obrigatório e deve ser cuidadosamente detalhado, expondo-se os critérios de inclusão e exclusão (número total de sujeitos selecionados e excluídos) e a caracterização sociodemográfica (idade, gênero, escolaridade, local de residência, etc.). Ao contrário do que muitas vezes observamos, esta mera descrição, ainda que numérica, não configura um resultado da pesquisa em si. Estes dados só devem ser apresentados como resultados do estudo quando as variáveis sociodemográficas são de fato manipuladas para responder aos objetivos. Assim, se o objetivo do trabalho é descrever dados epidemiológicos ou caracterizar uma população, informações como a média de idade dos sujeitos e o tempo de terapia devem ser descritas na seção de Resultados. Caso contrário, a caracterização da amostra constitui parte dos Métodos. Portanto, é o objetivo do estudo que norteia a inclusão destas informações em uma ou outra seção.

O segundo tópico imprescindível refere-se aos materiais e procedimentos da pesquisa, que podem ser apresentados em conjunto ou separados. As informações mencionadas neste item servem como uma espécie de guia para a reprodução do estudo, no qual devem ser descritas detalhadamente quais as medidas utilizadas e como o experimento foi conduzido.

Finalmente, os Métodos devem apresentar a forma de análise dos dados, explicitando quais foram as variáveis e os testes estatísticos utilizados para responder cada objetivo, qual o nível de significância adotado, e quais transformações foram aplicadas aos dados, caso tenha sido necessário (quando houve violação dos pressupostos de testes paramétricos).

Resultados

Se as etapas anteriores foram cumpridas, o leitor terá uma clara ideia do que será apresentado na seção dos Resultados. Isso facilita a compreensão dos achados e a fluência da leitura.

Os resultados devem estar direta e estritamente associados aos objetivos. Apresentar análises extras, cujo intuito não é evidente, só confunde o leitor. Por esta razão, ao descrever os resultados é sempre interessante ter em mente as perguntas de pesquisa e os objetivos. Se há muitos resultados e/ou objetivos a serem explorados, é recomendável que a seção seja dividida em tópicos a fim de facilitar o entendimento.

É importante apresentar as análises realizadas de forma clara. O maior desafio nesta etapa é escolher a forma mais apropriada para descrever os resultados, ou seja, o formato que sintetiza e salienta os principais achados do estudo. De forma geral, optamos por utilizar ilustrações (tabelas, gráficos, etc.), sempre que estas facilitam o entendimento dos resultados. Particularmente, as tabelas são úteis para apresentar valores referentes a uma série de variáveis/categorias que ficariam repetitivos se fossem descritos por meio de um texto. Alternativamente, quando se pretende salientar um achado específico, é mais apropriado optar por gráficos, que apresentam a informação de forma mais rápida e clara. Invariavelmente, as informações contidas em qualquer tipo de ilustração devem ser complementares às mencionadas no texto, mas não devem repeti-las, pois a duplicidade eliminaria a função destes recursos visuais(5).

Os resultados analisados estatisticamente devem preferencialmente conter todas as estatísticas relevantes (não apenas o valor de p, mas também a magnitude dos testes e os graus de liberdade), pois isso dá credibilidade às análises realizadas. Sempre que possível, recomenda-se apresentar o tamanho dos efeitos*** e os intervalos de confiança, pois estas informações fornecem evidências sobre a relevância e aplicabilidade dos achados e permitem que os resultados sejam utilizados em estudos de metanálise(8).

Discussão

A função da Discussão é resgatar os principais achados do estudo e discutir como o conhecimento gerado por estes resultados pode contribuir para o contexto científico atual. Neste cenário, é natural que esta seção se inicie pelos achados pontuais da pesquisa, relacione estas informações à literatura pertinente e culmine com a menção das implicações clínicas e científicas da pesquisa. As seções Discussão e Introdução, portanto, funcionam de maneira oposta e espelhada: se o formato da Introdução assemelha-se ao de uma pirâmide invertida, o da Discussão remete ao da pirâmide convencional, partindo de questões específicas (achados do estudo) para elaborações mais abrangentes(7) (Figura 1).

 

 

Embora estas considerações possam parecer óbvias, é muito comum observar, na seção da Discussão, uma divergência entre o conteúdo da argumentação e os objetivos estabelecidos, ficando difícil para o leitor identificar se a informação discutida foi de fato explorada na pesquisa ou não. Esta dúvida jamais deve surgir e geralmente é reflexo de objetivos previamente mal estabelecidos.

Considerando que o grande legado de um artigo é contribuir para a Ciência, é necessário que os autores se posicionem no momento da discussão. Por isso, não basta simplesmente retomar os resultados e compará-los aos de outros estudos(4), mas é preciso contextualizá-los à luz da literatura atual, mencionando explicitamente como os achados do estudo respondem ao que não se sabia até o momento.

Finalmente, dois aspectos devem ser levados em consideração para a conclusão da Discussão: é recomendável apontar as limitações do estudo e sugerir perspectivas futuras. Ao identificar as limitações do estudo, os autores demonstram maturidade científica e salientam qual é o poder de generalização de seus achados. Ao recomendar estudos futuros, demonstram comprometimento com a Ciência, pois incitam outros pesquisadores a explorar novos aspectos sobre o mesmo tema. Nesta perspectiva, não basta apenas mencionar a necessidade de trabalhos genéricos na área temática. É desejável explicitar brevemente o tipo e os objetivos das pesquisas sugeridas(7), pois é deste ponto que outros estudos serão desenvolvidos.

Conclusão

Essencialmente, a função da Conclusão é responder aos objetivos propostos, enfatizando a novidade encontrada em seus resultados. Ao contrário de todas as outras seções do artigo, que utilizam o verbo no passado, a Conclusão deve estar no presente. O tempo verbal deve refletir a cronologia das ideias apresentadas: a "história científica" é contada no passado, pois descreve todas as etapas percorridas para responder à questão formulada. A conclusão, por outro lado, deve ser apresentada no presente, uma vez que representa um conhecimento atualizado, que pode ou não ser generalizado.

Em alguns periódicos a Conclusão não constitui uma seção independente. Ainda assim, deve ser disposta ao final da Discussão, respeitando as mesmas características descritas acima. Nestes casos, as informações geralmente são precedidas por expressões do tipo "Em suma, nossos achados indicam que...".

Resumo e Título

A disposição das seções Resumo e Título ao final deste artigo não foi selecionada ao acaso. Embora precedam todas as outras seções do manuscrito, o Resumo e o Título devem ser preferencialmente os últimos itens elaborados. Ambos têm a função de despertar a atenção do leitor para o artigo, e por isso quanto mais claro e bem definido estiver o conteúdo do manuscrito, maiores as chances de se obter sucesso nesta tarefa. Além disso, resumos e títulos bem estruturados, informativos e refletivos são pontos-chave para a indexação bem sucedida de revistas científicas(3), e por isso são alvo de grande atenção por parte dos editores e pareceristas.

O Resumo deve fornecer uma visão geral da história do trabalho, usando uma linguagem clara e concisa. O Resumo é uma miniatura do estudo e, portanto, deve descrever os objetivos, a casuística e o procedimento utilizado para cumpri-los, os resultados diretamente relacionados aos objetivos e, finalmente, a conclusão da pesquisa. Considerando-se a natureza sintética e limitada do Resumo, somente as questões fundamentais dos métodos e as interpretações principais dos resultados - que sustentam as conclusões - devem ser mencionadas. O Resumo deve ser claro tanto para as pessoas que lerão o texto na íntegra quanto para as que não o farão.

O título tem um impacto significativo sobre a frequência com que um artigo é citado(9) e, por esta razão, deve ser informativo e sucinto. Pode ser elaborado de diversas maneiras, desde que atraia o público-alvo de maneira eficiente. Para isso, deve se basear em informações fundamentais sobre o trabalho, tais como: o tema, a população estudada, as variáveis analisadas, os métodos empregados e/ou a conclusão principal. Cabe ao autor definir quais desses itens são mais relevantes para atrair a atenção do leitor. De maneira geral, a explicitação da conclusão no título constitui um poderoso chamariz.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O artigo científico tem uma estrutura específica. Ter em mente a organização dos tópicos que o compõem contribui para a clareza e concisão na apresentação do trabalho.

Apresentamos neste artigo algumas informações que podem ser úteis aos autores no momento da escrita científica. Pesquisas realizadas com rigor científico e reportadas com qualidade têm maiores chances de serem publicadas e citadas em periódicos de alto fator de impacto, gerando reconhecimento e visibilidade aos autores e às suas instituições, e contribuindo efetivamente para o avanço da Ciência.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos à Profa. Dra. Debora Maria Befi-Lopes por nos oferecer um espaço para a criação de um grupo de estudos sobre escrita científica em seu Laboratório e pela leitura cuidadosa deste artigo.

 

REFERÊNCIAS

1. Volpato GL. The logic of scientific writing. Rev Sist Inf FSMA. 2011;7:2-5.         [ Links ]

2. Hirsch JE. An index to quantify an individual's scientific research output. PNAS. 2005;102(46):16569-72.         [ Links ]

3. Gasparyan AY, Ayvazyan L, Kitas GD. Biomedical journal editing: Elements of success. Croat Med J. 2011;52(3):423-8.         [ Links ]

4. Volpato GL. Como escrever um artigo científico. Anais Acad Pernamb Ciênc Agronômica, Recife. 2007;4:97-115.         [ Links ]

5. International Committee of Medical Journals Editors (ICMJE). Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals: Manuscript Preparation and Submission [Internet]. [cited 2011 Nov 12]. Available from: http://www.icmje.org/manuscript_1prepare.html        [ Links ]

6. Zeiger M. Essentials of writing biomedical research papers. 2nd ed. USA: McGraw-Hill Professional; 2000.         [ Links ]

7. Elblink MT, Kaufmann-Zeh A. Treinamento Publicase em redação e publicação científica [Internet]. [citado 2011 Nov 12]. Disponível em: http://www.publicase.com.br/site2011/pdf/discMED.pdf         [ Links ]

8. APA Publications and Communications Board Working Group on Journal Reporting Standards. Reporting standards for research in Psychology: Why do we need them? What might they be? Am Psychol. 2008;63(9):839-51.         [ Links ]

9. Jacques TS, Sebire NJ. The impact of article titles on citation hits: an analysis of general and specialist medical journals. JRSM Short Rep. 2010;1(1):2.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Ana Manhani Cáceres
R. Cipotânea, 51, Cidade Universitária, Butantã
São Paulo (SP), Brasil, CEP: 05360-160.
E-mail: amc@usp.br

 

 

* Os autores participaram igualmente da elaboração deste artigo.
** Veja, por exemplo, os editoriais publicados na Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (www.scielo.org.br/rsbf) e no Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (www.scielo.br/jsbf).
*** Tamanho do efeito é um termo estatístico utilizado para mensurar a importância prática dos achados. O fato de existir diferença estatisticamente significante entre grupos não garante necessariamente que esta diferença seja clinicamente relevante, pois pequenas variações entre grupos podem ser consideradas significantes se as amostras forem muito grandes. O tamanho do efeito é uma medida padronizada das diferenças entre grupos (permite, portanto, comparação entre os tamanhos de efeitos de diferentes estudos) e mede, basicamente, a porcentagem de variância total que é explicada por estas diferenças. Para mais informações sobre interpretação da significância estatística e do tamanho do efeito, ver p. 52-3; 56-7 de Field A. Descobrindo a Estatística Utilizando o SPSS. Artmed Ed. São Paulo, 2009.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License