1
Este artigo é parte da pesquisa intitulada "Oráculos da geografia iluminista: dom
Luís da Cunha e Jean Baptiste Bourguignon D'Anville na construção da cartografia do
Brasil", financiada pelo CNPq, Capes e Fapemig. O texto final desta pesquisa foi
apresentado como Tese para o Concurso de Titular em História Moderna do Departamento
de História da UFMG, em 2009, e atualmente encontra-se no prelo: FURTADO, Júnia
Ferreira. Oráculos da geografia iluminista: Dom Luís da Cunha e Jean Baptiste
Bourguignon D'Anville na construção da cartografia do Brasil. Belo Horizonte:
Ed.UFMG, 2011.
2
Sobre Dom Luís da Cunha ver: CLUNY, Isabel. D. Luís da Cunha e a idéia de diplomacia
em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte, 1999; SILVA, Abílio Diniz. Introdução. In:
CUNHA, D. Luís da. Instruções políticas. (Edição de Abílio Diniz Silva). Lisboa:
Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2001. p.
9-117.
3
Bibliotéque Nationale de France (BNF). Département des Cartes et Plans (DCP) Ge C
11339 (rés). Carte de l'Amérique Méridionale, D'Anville, manuscrito de 1748.
4
O duque de Orléans era o primeiro príncipe de sangue do rei da França. Entre 1715 e
1723, foi regente durante a minoridade de Luís XV.
5
Para estudo mais completo do mapa e da colaboração entre o embaixador e o geógrafo,
ver: FURTADO, Júnia Ferreira. Oráculos da Geografia iluminista, op. cit.
6
Oráculo: pessoa de grande autoridade ou saber; também resposta de um Deus a quem se
consulta ou divindade que orienta. AUGÉ, Claude. Petit Larousse Illustré. Paris :
Librarie Larousse, 1922; e FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio: o
dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. As palavras
exatas de dom Luís da Cunha foram: "este é o Oráculo que S. Majestade nos foi buscar
à Holanda". Arquivos Nacionais da Torre do Tombo (ANTT), Ministério dos Negócios
Estrangeiros (MNE), Legação dos Países Baixos. Caixa 789. Apud: CLUNY, Isabel. D.
Luís da Cunha e a idéia de diplomacia em Portugal, op. cit., p.165.
7
FURTADO, Júnia Ferreira. "O oráculo que Sua Majestade foi buscar": Dom Luís da Cunha
e a geopolítica do novo império luso-brasileiro. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de
Fátima (Orgs.). Na trama das redes: política e negócios no império português, séculos
XVI-XVIII. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 2010. p. 373-400.
8
DACIER, M. et alli. Notice des Ouvrages de M. D´Anville, premier Géographe du Roi,
Membre de l´Académie des Inscriptions et Belles-Lettres... Paris: Imprimerie de
Delance, 1802. p. 38.
9
CONDORCET, Jean-Antoine-Nicolas de Caritat (marquis de). Éloge de M. D'Anville. In:
CONDORCET O'CONNOR, Arthur e ARAGO, M. F. (Orgs.). Oeuvres de Condorcet. Paris:
Firmin Didot Frères, 1847, v. 2, p. 536-537.
10
PEDLEY, Mary Sponberg. The commerce of cartography: making and marketing maps in
eighteenth-century France and England. Chicago: The University of Chicago Press,
2005; FURTADO, Júnia Ferreira. Oráculos da geografia iluminista, op. cit., cap.4.
11
BORGES, João Vieira. Conquista de Madri, 1706. Portugal faz aclamar Rei de Espanha o
Arquiduque Carlos de Habsburgo. Lisboa: Tribuna, 2003. p. 6-8. (Coleção Batalhas de
Portugal).
12
O futuro Luís XV era neto, e não filho, de Luís XIV e na infância apresentou uma
saúde delicada, o que gerava incertezas sobre a sucessão do trono.
13
BORGES, João Vieira. Conquista de Madri, 1706, op. cit., p. 8-13.
14
SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal [1640-1750]. 2.ed. Lisboa: Verbo,
1982. v. 5, p. 223.
15
RAMOS, Rui (Coord.); VASCONCELOS E SOUSA, Bernardo; MONTEIRO, Nuno Gonçalo. História
de Portugal. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009. p. 344.
16
SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal [1640-1750], op. cit., p. 226.
17
CESAR, Guilhermino. História do Rio Grande do Sul. Período colonial. Porto Alegre:
Editora Globo, 1970. p. 83-84.
18
"Passamos as dependências do Brasil mostrando aos ingleses (...) que era necessário
que [a Espanha] se nos cedesse a propriedade como também a das terras que pedíamos na
margem do rio da Prata e a restituição da Colônia do Sacramento, o que tudo
procuramos somente para a segurança daquele estado em que os nossos aliados deviam
estar sempre em grande cuidado e atenção e não pedíamos por ambição de lucro, pois
bem viam que tínhamos naquelas regiões mais terras do que podíamos povoar." ANTT.
MNE. Livro 787. Cartas do Conde de Tarouca e de Dom Luis da Cunha as quais se
continua a negociação de Utrecht para Diogo de Mendonça Corte Real, 1713, f.7, 6 de
janeiro de 1713.
19
ALMEIDA, Luís Ferrand. Alexandre de Gusmão, o Brasil e o Tratado de Madri
(1735-1750). Coimbra: INIC/ Universidade de Coimbra, 1990. p. 9.
20
Chicago. Newberry Library. Vault box. Ayer MS 1918, doc. 552. D'ANVILLE, Jean
Baptiste Bourguignon. Discussion géographique sur la ligne de Démarcation etablier
pour fixer des limites entre les découvertes du Portugal et celles de la Castille, 10
fólios.
21
PEDLEY, Mary Sponberg. O comércio de mapas na França e na Grã Bretanha durante o
século XVIII. Varia Historia, Belo Horizonte, vol. 23, n. 37, p. 14-30, jan./jun.
2007.
22
O portulano é um tipo específico de mapa adaptado às necessidades da navegação
marítima. Os acidentes do litoral podiam ser localizados a partir dos rumos
magnéticos e do tempo percorrido na navegação, sem levar em conta latitudes e
longitudes, apresentando linhas a serem percorridas de um ponto a outro situados na
costa.
23
ANTT. Ministério do Reino (MR), Decretamento de Serviços. Maço 58, n. 64, José da
Silva Pais, marechal de campo, serviços de 1778.
24
ALEGRIA, Maria Fernanda e GARCIA, João Carlos. Aspectos da evolução da cartografia
portuguesa (séculos XV-XIX). In: DIAS, Maria Helena (Org.). Os mapas em Portugal: aos
novos rumos da cartografia. Lisboa: Cosmos, 1995. p. 65.
25
ANTT. MR. Decretamento de Serviços. Maço 58, n.64, José da Silva Pais.
26
"Envolvidos com a construção de complexos sistemas de defesa contra as armas de fogo,
os engenheiros militares eram mais afeitos às questões da terra; ao contrário dos
cosmógrafos mais afeitos às questões náuticas". BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. O
engenheiro artista: as aquarelas e as tintas nos mapas do novo mundo. In: FURTADO,
Júnia Ferreira (Org.). Formas, sons, cores e movimento na modernidade atlântica.
Europa, Américas e África. São Paulo: Annablume, 2008. p. 375.
27
BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e desígnio: o Brasil dos engenheiros
militares (1500-1822), 2003. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) -
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
28
FERNANDES, Mário Gonçalves (Org.). Manoel Azevedo Fortes: cartografia, cultura e
urbanismo (1660-1749). Porto: GEDES, 2006.
29
BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. O engenheiro artista: as aquarelas e as tintas
nos mapas do novo mundo, op. cit., p. 375-383.
30
30 ALEGRIA, Maria Fernanda e GARCIA, João Carlos. Aspectos da evolução da Cartografia
portuguesa (séculos XV-XIX), op. cit., p. 67.
31
BNF. DCP. Ge DD 2987 (1700 B).
32
SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal [1640-1750], op. cit., p. 228.
33
MARQUES, A. H. Oliveira. História de Portugal. Do Renascimento às Revoluções
Liberais. Lisboa: Editorial Presença, 1998. v. II, p. 363.
34
MANDROUX-FRANÇA, Marie-Thérèse. La collection royale portugaise. In: MANDROUX-FRANÇA,
Marie-Thérèse e PRÉAUD, Maxime (Orgs.). Catalogues de la collection d'Estampes de
Jean V, roi de Portugal, par Pierre-Jean Mariette. Lisbonne/ Paris: Fundação Calouste
Gulbenkian/Bibliothèque Nationale de France/ Fundação da Casa de Bragança, 2003. p.
59. ANTT. MNE. Correspondência entre diplomatas portugueses e secretários de Estado.
Dom Luís da Cunha, livro 792, f. 333, Paris 23 de agosto de 1723.
35
Lisboa. Biblioteca da Academia de Ciências (BAC). Manuscrito 592, série azul.
36
MANDROUX-FRANÇA, Marie-Thérèse. La collection royale portugaise, op. cit., p. 59.
ANTT. MNE. Correspondência entre diplomatas portugueses e secretários de Estado. Dom
Luís da Cunha, livro 792, f. 451-452, Paris 8 de novembro de 1723.
37
MANDROUX-FRANÇA, Marie-Thérèse. La collection royale portugaise, op. cit., p. 59.
38
BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. O engenheiro artista: as aquarelas e as tintas
nos mapas do Novo Mundo, op. cit., p. 375-384.
39
A morte de Carlos VI, imperador da Áustria precipitou o conflito, pois legara sua
coroa à sua filha Maria Teresa, o que foi contestado pela Prússia, Baviera e Espanha,
sob domínio Habsburgo.
40
ANTT. MNE. CARTA de dom Luís da Cunha para o reino, ano 1740 ou 1741. Caixa 2, maço
2, doc.159.
41
ANTT. MNE. Caixa 561. M.E III A.Fr.C2. n. 213. 30 de agosto de 1745.
42
ANTT. MNE. Caixa 561. M.E III A.Fr.C2. n. 159, 12 de outubro de 1744.
43
ANTT. MNE. Caixa 561. M.E III A.Fr.C2. n. 171. 2 de novembro de 1744
44
ANTT. MNE. Caixa 561. M.E III A.Fr.C2. n. 118. 15 de junho de 1744. "Plan de Menin,
Vile fort em Flandre [située sur la Lis]. A Paris, Chez le sr. De Fer sur le quay de
l'Orloge du Palais a la Sphere Royale". ANTT. MNE. Caixa 561. M.E III A.Fr.C2. n.108.
15 de junho de 1744. Pequeno mapa da fortaleza de IPRES, "ville forte des Pais Bas du
comté de Flandre, située sur la petite riviere d'Iperle, a 49 degrez 55 minutes de
latitude et a 24 degrees 5 minutes de longitude elle est a la reine d'Hungrie au
present".
45
ANTT. MNE. Caixa 1, maço 5, Doc.17. CARTAS do Marquês do Abrantes para Francisco
Mendes de Góis, Madri, 28 de abril de 1727. (grifos meus)
46
ANTT. MNE. Caixa 1, maço 5, Doc.17. CARTAS do Marquês do Abrantes para Francisco
Mendes de Góis, Madri, 28 de abril de 1727. (grifos meus)
47
PEDLEY, Mary. The commerce of cartography: making and marketing maps in
eighteenth-century France and England, op. cit., p. 67.
48
ANTT. MNE. Caixa 1, maço 5, Doc.19, Madri, 5 de maio de 1727.
49
ANTT. MNE. Caixa 1, maço 5, Doc.19, Madri, 5 de maio de 1727.
50
Essa ideia da política como um jogo de xadrez também é empregada por dom Luís quando
escreve: "Jogue o marquês o xadrez com seus escudeiros de Abrantes e sirva v.m.
[Francisco Mendes de Góes a] el rei, até que lhe dê com ter um pedaço de pão para a
velhice, este é o meu conselho". ANTT. MNE. Caixa 1, maço 2, Doc.74. Minutas de
cartas de dom Luis da Cunha para Francisco Mendes de Góes, 25 de dezembro de
1727.
1
ANTT. MNE. Caixa 1, maço 5, Doc.66. CARTAS do Marquês do Abrantes para Francisco
Mendes de Góis, Madri, 13 de setembro de 1728.
52
ANTT. MNE. Caixa 789, f. 152v. CÓPIA de cartas de dom Luis da Cunha para a corte de
Lisboa, escritas de Bruxelas de 4 de janeiro até 27 de dezembro de 1726, 18 de
outubro.
53
Paris. Archive des Affaires Étrangères (AAE). Correspondence Politique. Hollande 239,
f.141-144, Os plenipotenciários fran- Correspondence Politique. Hollande 239,
f.141-144, Os plenipotenciários franceses ao rei, 6 décembre, 1712. Apud: BÉLY,
Lucien. Espions et ambassadeurs au temps de Louis XIV. Paris: Fayard, 1990, p.
718.
54
AAE. Correspondence Politique. Hollande 239, f.141-144, os plenipotenciários
franceses ao rei, 6 décembre, 1712. Apud : BÉLY, Lucien. Espions et ambassadeurs au
temps de Louis XIV, op. cit., p. 718.
55
BNF. DCP. Ge DD 2987 (9549).
1
BNF. DCP. Ge DD 2987 (9550).
57
BNF. DCP. Ge DD 2987 (9551).
58
BNF. DCP. Ge DD 2987 (9168B).
59
AAE. Correspondence Politique. Hollande 239, f.141-144, os plenipotenciários
franceses ao rei, 6 décembre, 1712. Apud : BÉLY, Lucien. Espions et ambassadeurs au
temps de Louis XIV, op. cit., p. 718.
60
AAE. Correspondence Politique. Hollande 248, os plenipotenciários franceses ao rei,
10 de février 1713. Apud : BÉLY, Lucien. Espions et ambassadeurs au temps de Louis
XIV, op. cit., p.718.
61
ANTT. MNE. Livro 787, f.20, 14 de fevereiro de 1713. (grifo meu).
62
Biblioteca Nacional de Lisboa (BNL). Reservados. Cód.11.209. Cartas de dom Luis da
Cunha para cardeal da Cunha - inquisidor geral, f.282v, Utrecht, 2 de outubro de
1712.
63
BNL. Reservados. Cód.11.209. Cartas de dom Luis da Cunha para cardeal da Cunha -
inquisidor geral, f.310, Utrecht, 13 de abril de 1713.
64
BNL. Reservados. Cód.11.209, Cartas de dom Luis para cardeal da Cunha - inquisidor
geral, f. 282v, Utrecht, 2 de outubro de 1712.
65
ANTT. MNE. Correspondência entre diplomatas portugueses e secretários de Estado.
Livro 786, Carta de Dom Luís da Cunha para Diogo de Mendonça Corte Real, f.403, Paris
2 de setembro de 1712; e ANTT. Manuscritos da Livraria. Maço 638, Correspondência de
Jose da Cunha Brochado com dom Luis da Cunha, carta 64, 24 de fevereiro de 1713.