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Anais da Academia Brasileira de Ciências

versão impressa ISSN 0001-3765versão On-line ISSN 1678-2690

Resumo

TAKAHASHI, Helio K. et al. Current relevance of fungal and trypanosomatid glycolipids and sphingolipids: studies defining structures conspicuously absent in mammals. An. Acad. Bras. Ciênc. [online]. 2009, vol.81, n.3, pp.477-488. ISSN 0001-3765.  http://dx.doi.org/10.1590/S0001-37652009000300012.

Recentemente, glicoesfingolipídeos têm atraído atenção devido ao seu papel na biologia celular como segundo-mensageiro ou moduladores da transdução de sinal, afetando vários eventos, desde apoptose até a regulação do ciclo celular. Em fungos patogênicos, existem duas classes de glicolipídeos: monohexosil ceramidas neutras (glucosil-ou galactosilceramida) e glicosilinositol fosforilceramidas (os quais apresentam cadeias de carboidratos mais longas). É importante enfatizar que as monohexosil ceramidas exibem diferenças estruturais nas suas porções lipídicas quando comparadas às de mamíferos, enquanto que glicosilinositol fosforilceramidas exibem diferenças estruturais marcantes em suas porções carboidratos em comparação aos glicoesfingolipídeos de mamíferos. Observamos também que glicosilinositol fosforilceramidas são capazes de promover resposta imune em indíviduos infectados. Além do mais, inibição das vias biossintéticas de glicoesfingolipídeos de fungos acarreta a inibição da formação de colônias, germinação de esporos, ciclo celular, dimorfismo e crescimento de hifas. Outros patógenos, como os tripanosomatídeos, também apresentam glicolipídeos únicos, os quais apresentam um papel importante para o desenvolvimento do parasita e/ou para o estabelecimento da doença. Em relação à interação hospedeiro-patógeno, os "membrane rafts", estruturas da membrana plasmática enriquecidas em esfingolipídeos e esteróis, têm participação fundamental na infecção do parasita/fungo. Nesta revisão, discutimos os diferentes papéis biológicos dos (glico) (esfingo)lipídeos de fungos patogênicos/oportunistas e de tripanosomatídeos.

Palavras-chave : glicoesfingolipídeos; glicosilinositol-fosforilceramidas; inositol fosforilceramidas; Leishmania; "membrane rafts"; fungos patogênicos.

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