Anais da Academia Brasileira de Ciências
versão impressa ISSN 0001-3765
Resumo
PLA CID, Jorge; CAMPOS, Cristiani S.; NARDI, Lauro V.S. e FLORISBAL, Luana. Petrology of Gameleira potassic lamprophyres, São Francisco Craton. An. Acad. Bras. Ciênc. [online]. 2012, vol.84, n.2, pp. 377-398. Epub 08-Maio-2012. ISSN 0001-3765. http://dx.doi.org/10.1590/S0001-37652012005000030.
Os lamprófiros Gameleira são formados por diques e enclaves máficos microgranulares associados ao monzonito shoshonítico Gameleira. Esta associação pertence ao magmatismo alcalino Paleoproterozóico do núcleo Serrinha, nordeste do Brasil. A paragênese no liquidus é formada por diopsídio, pargasita, apatite e mica. Zonamento inverso foi identificado no feldspato alcalino da matriz e relacionado ao super-resfriamento do magma lamprofírico durante sua colocação, com alta taxa de crescimento da pargasita/edenita induzindo desequilíbrio entre os feldspatos e o líquido. Dados químicos indicam que os lamprófiros são rochas básicas (SiO2 < 48%), com caráter alcalino (Na2O + K2O > 3%) e assinatura potássica (K2O/Na2O ≈ 2). Elevados conteúdos de MgO e Cr são consistentes com uma assinatura primária, e tais concentrações, assim como os conteúdos de Al, K, P, Ba, Ni, e terras raras leves são consistentes com uma fonte mantélica metassomatizada sem olivine, enriquecida em anfibólio, clinopiroxênio e apatita. Por outro lado, os lamprófiros ultrapotássicos de Morro do Afonso, magmatismo alcalino contemporâneo no núcleo Serrinha, foram produzidos por uma fonte enriquecida em clinopiroxênio, flogopita e apatita. A identificação de diferentes paragênesis minerais na fonte de lamprófiros potássicos e ultrapotássicos do núcleo Serrinha pode contribuir para a compreensão das heterogeneidades do manto e a evolução tectônica desta região.
Palavras-chave : lamprófiros potássicos; lamprófiros Gameleira; Cráton do São Francisco; metassomatismo mantélico; petrologia; mineralogia.











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