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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749

Abstract

ATHAIDE, Helaine Vinche Zampar; CAMPOS, Mauro  and  COSTA, Charles. Estudo das aberrações oculares e idade. Arq. Bras. Oftalmol. [online]. 2009, vol.72, n.5, pp. 617-621. ISSN 0004-2749.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492009000500003.

INTRODUÇÃO: A idade afeta o sistema visual. A qualidade da visão se deteriora progressivamente com a idade, a sensibilidade ao contraste diminui e as aberrações oculares aumentam contribuindo para a piora da qualidade visual. OBJETIVO: Estudar prospectivamente as aberrações oculares entre as idades de 5 a 64 anos. MÉTODOS: Foram examinados 315 pacientes, 155 homens (39,36%) e 160 mulheres (60,63%) com idades entre 5 a 64 anos. O estudo foi realizado entre fevereiro a novembro de 2004. Os pacientes foram divididos em quatro grupos etários de acordo com a classificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): 68 pacientes entre 5 a 14 anos, 55 pacientes entre 15 a 24 anos, 116 pacientes entre 25 a 44 anos e 76 pacientes entre 45 a 67 anos de idade. Todos apresentavam acuidade visual corrigida para longe >20/25, emetropia ou equivalente esférico <3,5 DE, astigmatismo <1,75 DC ao exame sob cicloplegia, exame oftalmológico normal e sem cirurgia oftalmológica prévia. O Comitê de Ética da Universidade Federal de São Paulo aprovou esse protocolo. As aberrações foram medidas usando o sensor H-S (Hartmann-Shack) LadarWave® (Alcon Laboratories Inc, Orlando, FL, USA) e foram analisados estatisticamente. As aberrações da córnea foram calculadas usando o programa CT-View Versão 6.89 (Sarver and Associates, Celebration, FL, USA). As aberrações do cristalino foram calculadas por subtração. RESULTADOS: Encontramos um aumento das aberrações de alta ordem (0,32 e 0,48 µm) e da aberração esférica do olho (0,02 e 0,26 µm) respectivamente nas faixas etárias correspondentes às crianças e meia-idade. As aberrações de alta ordem (0,27 µm) e a aberração esférica da córnea (0,05 µm) não se modificaram com a idade. A aberração esférica do cristalino aumentou (de 0,02 a 0,22 µm). O coma vertical e horizontal apresentaram valores negativos progressivamente com a idade. CONCLUSÃO: As aberrações de alta ordem e a aberração esférica do olho aumentaram com a idade. As aberrações da córnea não aumentaram significativamente. As alterações que ocorrem no cristalino com a idade parecem ser responsáveis pelo aumento das aberrações do olho em idades mais avançadas.

Keywords : Fenômenos fisiológicos oculares; Topografia da córnea; Envelhecimento [fisiologia]; Erros de refração [fisiopatologia]; Refração ocular [fisiologia]; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Acuidade visual [fisiologia]; Cristalino [fisiologia].

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