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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749

Abstract

HANNOUCHE, Rosana Zacarias et al. Correlação entre a espessura do subcampo central, a acuidade visual e mudanças estruturais no edema macular diabético. Arq. Bras. Oftalmol. [online]. 2012, vol.75, n.3, pp. 183-187. ISSN 0004-2749.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492012000300007.

OBJETIVO: Correlacionar a espessura do subcampo central (ESCC) medida pelo CirrusTM SD-OCT com a acuidade visual (AV) e as mudanças estruturais no edema macular diabético (EMD). MÉTODOS: Um estudo transversal avaliou 200 pacientes com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e selecionados 55 olhos com EMD entre janeiro de 2010 e abril de 2011. OCT spectral foi realizado em pacientes com diabetes tipo 2 e com edema macular diabético (EMD). A ESCC e a AV foram correlacionados com a morfologia do edema e a integridade da membrana limitante externa (MLE). Aplicaram-se testes estatísticos para validação dos resultados. RESULTADOS: Não houve diferença entre os sexos na classificação RDNP. 47,3% dos pacientes apresentou RDNP moderada. A média da ESCC no sexo masculino foi de 393,58 µm e no feminino de 434,16 µm, sem diferença estatística significativa. Pacientes com MLE íntegra apresentaram menor média da ESCC (368,73 µm) que aqueles com MLE descontínua (521,43 µm). Encontrou-se forte correlação entre o volume macular e a ESCC (59,63%), porém pequena correlação entre a idade e a ESCC (2,9%). Encontrou-se diferença significativa entre a média da ESCC e o tipo de edema macular, aqueles com descolamento seroso apresentaram maior média de ESCC (488,71 µm). Pacientes com RDNP grave apresentaram maior média da ESCC (491,45 µm), quando comparados à RDNP leve e moderada. O edema macular cistoide foi o tipo de edema mais frequente (49,1%) e apresentou pior AV. Pacientes com MLE íntegra apresentaram melhor AV. Pacientes com maior ESCC apresentaram pior AV. Houve diferença significativa entre a média da ESCC do grupo de casos (407,60 ± 113,05 µm) e controle (diabéticos sem edema macular: 252,0 ± 12,46 µm). Também houve diferença significativa nas variáveis AV e volume macular entre o grupo de casos e controle. CONCLUSÃO: O estudo sugere que a ESCC de diabéticos com edema é maior que o grupo controle; o aumento da ESCC de diabéticos com edema cursa com piora da AV e do volume macular. MLE contínua mostrou menor média da ESCC e o descolamento seroso mostrou maior média da ESCC. CirrusTM mostrou ser importante ferramenta na avaliação do EMD.

Keywords : Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica.

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