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Arquivos de Gastroenterologia

versión impresa ISSN 0004-2803

Resumen

OLIVEIRA, Nara Léia Gelle de; KANAWATY, Fernanda Rafful; COSTA, Sandra Cecilia Botelho  y  HESSEL, Gabriel. Infecção por cytomegalovirus em pacientes com colestase neonatal. Arq. Gastroenterol. [online]. 2002, vol.39, n.2, pp. 132-136. ISSN 0004-2803.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-28032002000200012.

Racional - A síndrome colestática neonatal, de origem intra ou extra-hepática, tem sido associada à presença de infecções virais. A participação do cytomegalovirus na etiopatogênese da hepatite neonatal já é conhecida há algum tempo e só recentemente esse vírus tem sido implicado como dos possíveis fatores etiológicos da atresia de vias biliares extra-hepática. Objetivos - Calcular a prevalência da infecção pelo cytomegalovirus em pacientes com colestase intra-hepática e colestase extra-hepática e comparar algumas características clínicas entre os grupos de colestase intra-hepática e colestase extra-hepática com o resultado de sorologia para cytomegalovirus. Casuística e Métodos - Participaram do estudo 76 pacientes com colestase neonatal admitidos durante o período de janeiro de 1980 a janeiro de 1999 que realizaram pesquisa sorológica para cytomegalovirus pelo método ELISA. Para todos esses pacientes foi elaborada uma ficha contendo os seguintes dados: idade do paciente na admissão, resultado de sorologia para cytomegalovirus, história de infecção materna, prematuridade, sofrimento fetal, peso de nascimento, ganho ponderal, colúria e acolia fecal. O diagnóstico anatômico final da colestase fundamentou-se no resultado de ultra-sonografia abdominal, biopsia hepática e evolução. Dessa forma, os pacientes foram divididos em dois grupos: I - colestase intra-hepática e II - colestase extra-hepática. Cada um desses grupos foi dividido em dois subgrupos: A - com sorologia positiva (IgM) para cytomegalovirus e B - com sorologia negativa (IgM) para cytomegalovirus. Resultados - A freqüência observada de sorologia positiva (IgM) para cytomegalovirus nas crianças com colestase intra-hepática e colestase extra-hepática foi de 29,4% e 28,5%, respectivamente. O grupo IIA apresentou percentual maior de história de infecção materna quando comparado ao grupo IIB. Os pacientes do grupo IIA apresentaram acesso mais tardio ao Serviço em relação àqueles do grupo IA. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação à idade de início da icterícia, colúria e acolia fecal, bem como em relação ao peso de nascimento e ganho ponderal. Conclusões - A prevalência de sorologia positiva (IgM) para cytomegalovirus em crianças com colestase intra-hepática e colestase extra-hepática é alta. A história de infecção materna é mais comum nos pacientes com colestase extra-hepática e sorologia positiva para cytomegalovirus. Nesses pacientes, o encaminhamento foi mais tardio com atraso no diagnóstico e no tratamento cirúrgico.

Palabras llave : Infecções por cytomegalovirus; Obstrução das vias biliares extra-hepáticas; Colestasia intra-hepática.

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