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Arquivos de Gastroenterologia

Print version ISSN 0004-2803On-line version ISSN 1678-4219

Abstract

ABREU, Glícia Estevam de et al. Constipação funcional e bexiga hiperativa em mulheres: um estudo de base populacional. Arq. Gastroenterol. [online]. 2018, vol.55, suppl.1, pp.35-40.  Epub Aug 21, 2018. ISSN 0004-2803.  http://dx.doi.org/10.1590/s0004-2803.201800000-46.

CONTEXTO:

A associação entre distúrbios urinários e constipação funcional vem sendo observada em crianças e adultos, sendo a constipação funcional uma queixa comum em indivíduos com bexiga hiperativa.

OBJETIVO:

Avaliar a prevalência de constipação funcional, bexiga hiperativa e seus subtipos seco/úmido em mulheres e determinar quais os sintomas intestinais estão mais associados e são preditores de bexiga hiperativa.

MÉTODOS:

Estudo de corte transversal com mulheres abordadas aleatoriamente em locais públicos. Os critérios de exclusão foram: anormalidades neurológicas/anatômicas do intestino ou do trato urinário documentadas. A constipação foi definida como ≥2 sintomas positivos daqueles listados nos critérios de Roma. Alterações urinárias (frequência urinária aumentada, urgência, incontinência e noctúria) foram definidas por um escore ≥2 no respectivos itens do Questionário Internacional de Consulta sobre Incontinência - Bexiga Hiperativa. Foi denominada de bexiga hiperativa seca a presença de sintomas de urgência sem incontinência urinária e bexiga hiperativa úmida quando a urgência estava associada a incontinência urinária.

RESULTADOS:

Foram entrevistadas 516 mulheres com idade média de 35,8±6 anos. As taxas de constipação funcional, bexiga hiperativa, bexiga hiperativa seca e bexiga hiperativa úmida na amostra estudada foram de 34,1%, 15,3%, 8,9% e 6,4%, respectivamente. Foi observada associação entre constipação funcional e bexiga hiperativa / bexiga hiperativa seca, sendo a constipação funcional fator preditor para esse subtipo de bexiga hiperativa (OR=2,47). O escore de qualidade de vida foi pior nas mulheres com constipação funcional em comparação com as não constipadas e ainda pior nas mulheres com constipação funcional associada a bexiga hiperativa úmida (mediana 22,5; IC 95%: 17,25-35,25). A presença de manobras manuais estava significativamente associada aos dois subtipos de bexiga hiperativa. Os fatores preditivos independentes para bexiga hiperativa foram manobras manuais (OR=2,21) e <3 defecações/semana (OR=2,18), sendo este último o único fator preditivo para bexiga hiperativa seca (OR=3,0).

CONCLUSÃO:

Em mulheres, a constipação funcional está associada a bexiga hiperativa e seu subtipo seco, particularmente na população mais jovem. Além disso, essa associação é responsável por piores escores de qualidade de vida, principalmente quando a incontinência urinária está presente. A presença de manobras manuais e menos de três defecações por semana em mulheres devem nos direcionar a procurar por bexiga hiperativa.

Keywords : Constipação intestinal; Bexiga urinária hiperativa; Mulheres; Sintomas do trato urinário inferior, complicações; Saúde do adulto.

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