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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Abstract

FUNAYAMA, Carolina A. R.; MOURA-RIBEIRO, Maria Valeriana L. de  and  GONCALVES, Arthur Lopes. Encefalopatia hipóxico-isquêmica em recém-nascidos a termo: aspectos da fase aguda e evolução. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 1997, vol.55, n.4, pp. 771-779. ISSN 0004-282X.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1997000500014.

Noventa e quatro recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), atendidos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto desde 1982, foram avaliados evolutivamente na fase aguda e por período médio de 47 meses. De 43 casos com EHI 1,40 se recuperaram em 96 horas e 3 faleceram. Dos 40 com EHI II, 37,5% se recuperaram até o sétimo dia e demais permaneceram com alterações. Os 11 casos com grau III faleceram até o segundo mês de vida. As crianças com EHI grau I não apresentaram seqüelas motoras. Do grupo com EHI grau II 34,5% apresentaram paralisia cerebral e 17,7% atraso neuromotor. 80% dos casos com sequela apresentaram exame neurológico anormal além do sétimo dia, na fase aguda da EHI. Epilepsia ocorreu em 17,5% dos casos com EHI grau II e somente no grupo com seqüelas motoras. Teste de QI não evidenciou diferença significativa entre os grupos com grau I, II sem seqüelas motoras e o grupo controle. Com esses dados os autores reafirmaram a importância prognostica da evolução da EHI na fase aguda.

Keywords : asfixia neonatal; paralisia cerebral; fatores de risco; seguimento.

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