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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

versão impressa ISSN 0004-282X

Resumo

TEIVE, Hélio A.G.. Ataxias espinocerebelares. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2009, vol.67, n.4, pp. 1133-1142. ISSN 0004-282X.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2009000600035.

As ataxias espinocerebelares (AECs) compreendem um grupo heterogeneo de enfermidades neurodegenerativas, que se caracterizam pela presença de ataxia cerebelar progressiva, associada de forma variada com oftalmoplegia, sinais piramidais, distúrbios do movimento, retinopatia pigmentar, neuropatia periférica, disfunção cognitiva e demência. OBJETIVO: Realizar uma revisão clínico-genética dos principais tipos de AECs. MÉTODO: A revisão foi realizada através da pesquisa pelo sistema do PUBMED e do OMIM. RESULTADOS: Na atualidade existem cerca de 30 tipos de AECs, com a descoberta de 16 genes. Os tipos mais comuns são a AEC tipo 3, ou doença de Machado-Joseph, a AEC tipo 10, e as AECs tipo 7, 2 1, e 6. As AECs apresentam grande heterogeneidade genotípica e fenotípica. Pode-se utilizar um algoritmo clínico para a pesquisa dos diferentes tipos de AECs. CONCLUSÕES: O exame clínico neurológico minucioso nos pacientes com AECs pode auxiliar sobremaneira na avaliação clínica destes pacientes, utilizando-se desta forma de um algoritmo, com os dados clínicos, que pode servir como um instrumento de triagem para a solicitação dos testes de genética molecular, para a correta investigação etiológica.

Palavras-chave : ataxias espinocerebelares; atrofia cerebelar; genótipo; fenótipo.

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