SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.58 issue3A comparative study between one and two effective doses (ED95) of rocuronium for tracheal intubationThe intraoperative use of warming blankets in patients undergoing radical prostatectomy is related with a reduction in post-anesthetic recovery time author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Abstract

REZENDE, Daniela Pessini Sobreira et al. Pacientes com seqüelas de poliomielite: a técnica anestésica impõe risco?. Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2008, vol.58, n.3, pp. 210-219. ISSN 0034-7094.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942008000300003.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Há questionamento antes da realização da técnica anestésica no neuroeixo nos pacientes com seqüela de poliomielite. Os dados de literatura são escassos. O objetivo desse estudo foi descrever as técnicas anestésicas realizadas em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos e eventuais complicações. MÉTODO: Estudo retrospectivo de pacientes com seqüelas de poliomielite, submetidos a operações, por um período de cinco anos. Avaliados dados demográficos, estado físico (ASA), início da doença, segmento corporal acometido, diagnóstico de síndrome pós-poliomielite, operação e anestesia realizadas, analgesia pós-operatória, complicações intra- e pós-operatórias, acompanhamento ambulatorial e ocorrência de alterações neurológicas. RESULTADOS: Avaliados 123 pacientes submetidos a 162 intervenções cirúrgicas. A maioria dos pacientes (n = 82; 66,6%) apresentava seqüela neurológica em membro inferior. A poliomielite aguda ocorreu em média aos 2 anos e 4 meses de idade. Foram submetidos a operações ortopédicas 87,7% dos pacientes. A técnica anestésica em 64,1% dos casos foi bloqueio em neuroeixo. O bloqueio peridural foi o mais utilizado. Complicações relatadas: punção inadvertida da dura-máter (n = 1; 0,61%), bradicardia (n = 1; 0,61%), hipotensão arterial (n = 2; 1,23%), apnéia e rigidez de tórax (n = 1; 0,61%) no intra-operatório. No pós-operatório, vômitos (n = 2; 1,23%), retenção urinária (n = 4; 2,46%) e síndrome dolorosa complexa regional tipo I (n = 2; 1,23%). O acompanhamento ambulatorial foi de 22 meses, não sendo observada piora neurológica. CONCLUSÕES: Os pacientes com seqüela de poliomielite, submetidos ao bloqueio do neuroeixo não apresentavam qualquer complicação ou piora neurológica no pós-operatório que pudesse ser atribuída à técnica anestésica.

Keywords : ANESTESIA, Geral; DOENÇAS, Neurológica [poliomielite]; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Regional [peridural]; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Regional [subaracnóidea].

        · abstract in English | Spanish     · text in English | Portuguese     · pdf in English | Portuguese