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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Abstract

OLIVEIRA, Rohnelt Machado de; TENORIO, Sérgio Bernardo; TANAKA, Pedro Paulo  and  PRECOMA, Dalton. Controle da dor por bloqueio peridural e incidência de disritmias cardíacas no pós-operatório de procedimentos cirúrgicos torácicos e abdominais altos: estudo comparativo. Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2012, vol.62, n.1, pp. 14-18. ISSN 0034-7094.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942012000100003.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Operações no abdome superior e tórax provocam intensa dor. Entre as principais complicações da dor pós-operatória estão as complicações cardiocirculatórias. O objetivo deste trabalho foi testar a hipótese de que a analgesia pós-operatória com o emprego de anestésicos locais mais opioides espinhais pode reduzir a incidência de complicações cardiovasculares no pós-operatório de pacientes nessas condições, comparando-se a métodos clássicos de analgesia pós-operatória, opioides e AINES, administrados segundo demanda do paciente. MÉTODO: Oitenta pacientes adultos ASA I e II, sem alterações ECG, alocados em dois grupos de 40: Grupo A, sob anestesia geral com propofol, cisatracúrio e isoflurano, associado à anestesia peridural, com cateter e controle da analgesia pós-operatória com bupivacaína e morfina peridural; e Grupo B, sob anestesia geral com as mesmas drogas e doses que o Grupo A, mais analgesia pós-operatória realizada com AINES e morfina endovenosa no final da operação e em intervalos regulares. Em ambos foi aplicado Holter por 24 horas. A avaliação da dor foi realizada pela escala analógica visual. RESULTADOS: Na avaliação da dor observou-se no Grupo A evidente predomínio do escore 0 (p < 0,001) e também houve redução dos níveis de pressão arterial no pós-operatório de forma mais acentuada. As disritmias ventriculares e supraventriculares foram cinco vezes mais frequentes no Grupo B (p = 0,00001), em que também detectou-se tendência a maior frequência de extrassístoles ventriculares em idade > 50 anos (22,2% versus 0,0%. p = 0,26). Não se observou diferença significativa da frequência cardíaca entre os grupos (p > 0,05). CONCLUSÕES: A melhor qualidade da analgesia no pós-operatório, realizada nos pacientes do Grupo A, reduziu a incidência de complicações cardiovasculares

Keywords : ANALGESIA [Pós-operatório]; COMPLICAÇÕES [Disritmia]; DOR [pós-operatória]; TÉCNICAS ANESTÉSICAS [Regional, peridural].

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