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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910versão On-line ISSN 1518-8787

Resumo

MENEZES, Paulo R.  e  MANN, Anthony H.. O ajustamento social de pacientes com esquizofrenia: implicações para a política de saúde mental no Brasil. Rev. Saúde Pública [online]. 1993, vol.27, n.5, pp.340-349. ISSN 1518-8787.  https://doi.org/10.1590/S0034-89101993000500004.

A esquizofrenia é um importante problema de saúde pública em países desenvolvidos, afetando em média 0,5/1000 pessoas adultas e causando altos custos econômicos para a sociedade. Em países menos desenvolvidos não há muitas informações disponíveis, mas projeções baseadas nas taxas de incidência e tendências demográfica sugerem que o número de casos nesses países deve aumentar em 87% de 1975 ao ano 2000. No Brasil o diagnóstico de esquizofrenia representa cerca de um terço de todas as internações psiquiátricas, e até o presente existe uma falta de informações sobre as condições reais desses pacientes. Com esse objetivo, uma amostra (n=124) de pacientes esquizofrênicos residentes em uma região geográfica de captação definida na cidade de São Paulo, Brasil, e que haviam sido internados consecutivamente em hospitais psiquiátricos dessa região, foi avaliada quanto à psicopatologia e níveis de ajustamento social. Características sociodemográficas, socioeconômicas e ocupacionais também foram registradas. Os resultados indicaram uma população de pacientes com altos níveis de comprometimento psiquiátrico e de ajustamento social. Sessenta e cinco por cento apresentavam sintomas nucleares de esquizofrenia. Quase metade da amostra apresentou ajustamento social pobre ou muito pobre no mês anterior à internação psiquiátrica. As áreas de funcionamento social mais afetadas foram participação nas atividades domésticas, trabalho e isolamento social.Quase 30% da amostra não tinha nenhuma ocupação e não recebia nenhum tipo de benefício social, e mais de dois terços tinham renda per capta mensal de US$ 100.00 ou menos. A política de saúde mental atual de promover cuidados extra-hospitalares como alternativa ao modelo hopitalocêntrico anterior implicará o investimento para a criação de uma rede de novos serviços de saúde mental, baseados na comunidade, que possam dar tratamento e apoio efetivos aos pacientes e suas famílias. É reforçada a necessidade de novas investigações sobre o quadro atual de problemas psiquiátricos no país.

Palavras-chave : Esquizofrenia [epidemiologia]; Ajustamento social; Política de saúde; Serviços comunitários de saúde mental.

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