SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.40 número3Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e de referência no BrasilObesidade e ganho de peso gestacional: cesariana e complicações de parto índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910

Resumo

OLIVEIRA, Solange Artimos de et al. Acurácia da definição de caso suspeito de rubéola: implicações para vigilância. Rev. Saúde Pública [online]. 2006, vol.40, n.3, pp. 450-456. ISSN 0034-8910.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102006000300013.

OBJETIVO: Avaliar a acurácia da definição de caso suspeito de rubéola entre pacientes com doenças exantemáticas atendidos em unidades de saúde pública. MÉTODOS: A população de estudo foi constituída de pacientes com doença exantemática, com ou sem febre, atendidos em serviços de saúde pública, de janeiro de 1994 a dezembro de 2002 no município de Niterói, RJ. Dados clínicos e sorológicos foram utilizados para estimar os valores preditivos positivos da definição de caso suspeito de rubéola do Ministério da Saúde do Brasil e outras combinações de sinais e sintomas, considerando o resultado da sorologia como referência. A detecção de IgM específica para rubéola em amostras sangüíneas foi realizada por ensaio imunoenzimático. Foram calculados os valores preditivos positivos e respectivos intervalos de confiança de 95%. RESULTADOS: Foram estudados 1.186 pacientes com uma doença caracterizada por uma variada combinação de rash com ou sem febre, artropatia e linfoadenopatia. Pacientes com exantema, independentemente da presença de outros sinais e sintomas, apresentaram uma probabilidade de 8,8% de serem IgM positivos para rubéola. A definição de caso suspeito de rubéola utilizada no Brasil apresentou baixo valor preditivo positivo (13,5%). Esta definição de caso identificou corretamente 42,3% dos casos IgM positivos, e classificou de forma incorreta 26,1% dos IgM negativos. CONCLUSÕES: Os resultados indicam que as doenças exantemáticas devem ser investigadas em conjunto para fins de vigilância epidemiológica e coleta de espécimens clínicos para o diagnóstico laboratorial. Esta estratégia aumenta os custos, mas gera benefícios na interrupção da circulação do vírus e na prevenção da síndrome da rubéola congênita.

Palavras-chave : Rubéola [epidemiologia]; Rubéola [diagnóstico]; Valor preditivo; Vigilância epidemiológica; Definição de caso.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · pdf em Inglês