SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.48 número6Padrões de prescrição, dispensação e comercialização de metilfenidatoAssociação entre participação em programa de assistência alimentar e sobrepeso índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910

Resumo

PINHEIRO, Samya de Lara Lins de Araujo; SALDIVA, Paulo Hilário Nascimento; SCHWARTZ, Joel  e  ZANOBETTI, Antonella. Efeitos isolados e sinérgicos do MP10 e da temperatura média na mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias. Rev. Saúde Pública [online]. 2014, vol.48, n.6, pp.881-888. ISSN 0034-8910.  http://dx.doi.org/10.1590/s0034-8910.2014048005218.

OBJETIVO

Analisar o efeito da poluição do ar e da temperatura na mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias.

MÉTODOS

Foram analisados os efeitos da temperatura e do material particulado com diâmetro aerodinâmico < 10 micrômetros (MP10), isolado e sinérgico, na mortalidade de indivíduos > 40 anos por doenças cardiovasculares e na mortalidade de indivíduos > 60 anos por doenças respiratórias em São Paulo, SP, entre 1998 e 2008. Três tipos de metodologias foram aplicadas para avaliar a associação isolada: análise de séries temporais com regressão de Poisson, análise case-crossover com pareamento temporal bidirecional e análise case-crossover com pareamento pelo fator confundidor, i.e., temperatura média ou poluente. Foi interpretada a representação gráfica da superfície resposta, gerada por termo de interação entre tais fatores adicionado à regressão de Poisson, para avaliar o efeito sinérgico entre os fatores de risco.

RESULTADOS

Não foram observadas diferenças entre os resultados das análises case-crossover e de séries temporais. Estimou-se mudança percentual no risco relativo para mortalidade cardiovascular e respiratória de 0,85% (0,45;1,25) e 1,60% (0,74;2,46), respectivamente, devido ao aumento de 10 μg/m3 na concentração do MP10. O padrão de associação da temperatura para mortalidade cardiovascular foi de U-shape e para mortalidade respiratória foi de J-shape, representando maior risco relativo em temperaturas altas. As figuras do termo de interação indicaram maior risco relativo em baixas temperaturas para mortalidade cardiovascular e em altas temperaturas para mortalidade respiratória em níveis de poluição em torno de 60 μg/m3.

CONCLUSÕES

A associação positiva parametrizada no modelo de regressão de Poisson para os poluentes não sofre confusão da temperatura, bem como o efeito da temperatura não sofre confusão dos níveis de poluentes na análise de séries temporais. A simultaneidade de exposição a diferentes níveis de fatores ambientais pode gerar condições de efeito combinado, tão preocupantes quanto as de extremas concentrações.

Palavras-chave : Material Particulado, efeitos adversos; Temperatura Ambiente; Doenças Cardiovasculares, mortalidade; Doenças Respiratórias, mortalidade; Poluição do Ar; Estudos de Séries Temporais.

        · resumo em Inglês     · texto em Português | Inglês     · Português ( pdf ) | Inglês ( pdf )