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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910versão On-line ISSN 1518-8787

Resumo

NUNES, Daniella Pires; DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; SANTOS, Jair Lício Ferreira  e  LEBRAO, Maria Lúcia. Rastreamento de fragilidade em idosos por instrumento autorreferido. Rev. Saúde Pública [online]. 2015, vol.49, 2.  Epub 27-Fev-2015. ISSN 0034-8910.  https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2015049005516.

OBJETIVO

Validar instrumento de rastreamento por avaliação autorreferida da síndrome de fragilidade entre idosos.

MÉTODOS

Estudo transversal com dados do estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento, realizado em São Paulo, SP. A amostra probabilística foi constituída por 433 idosos (idade ≥ 75 anos) avaliados em 2009. O instrumento autorreferido utilizado pode ser aplicado a idosos ou proxi-informantes e foi composto por questões dicotômicas relacionadas diretamente a cada componente do fenótipo de fragilidade considerado padrão-ouro: perda de peso não intencional, fadiga, baixa atividade física, redução de força e de velocidade de marcha. Manteve-se a classificação proposta no fenótipo: não frágil (nenhum componente identificado); pré-frágil (presença de um ou dois componentes) e frágil (presença de três ou mais componentes). Por tratar-se de instrumento de rastreamento, incluiu-se a categoria processo de fragilização (pré-frágil e frágil). Utilizou-se o coeficiente α de Cronbach na análise psicométrica para avaliar confiabilidade e validade de critério, sensibilidade, especificidade e valores preditivos positivo e negativo. Para verificar a adequação do número de componentes propostos, utilizou-se a análise fatorial.

RESULTADOS

Os componentes “redução de velocidade de caminhada” e “redução de força” apresentaram boa consistência interna (α = 0,77 e α = 0,72, respectivamente) e a “baixa atividade física” (α = 0,63) foi um pouco menos satisfatória. A sensibilidade e a especificidade para identificação dos pré-frágeis foram de 89,7% e 24,3% e dos frágeis, 63,2% e 71,6%, respectivamente. A categoria “processo de fragilização” identificou, igualmente, 89,7% das pessoas em ambas as avaliações.

CONCLUSÕES

O instrumento de avaliação de fragilidade autorreferida é capaz de identificar a síndrome entre as pessoas idosas, podendo ser utilizado como instrumento de rastreamento, tendo como vantagens ser simples, rápido, de baixo custo e aplicável por diferentes profissionais.

Palavras-chave : Idoso; Idoso Fragilizado; Aptidão Física; Atividade Motora; Autoavaliação Diagnóstica; Questionários, utilização; Estudos de Validação.

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