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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910versão On-line ISSN 1518-8787

Resumo

CAVALCANTE, Ana Nery Melo; ARAUJO, Maria Alix Leite; NOBRE, Marina Arrais  e  ALMEIDA, Rosa Lívia Freitas de. Fatores associados ao seguimento não adequado de crianças com sífilis congênita. Rev. Saúde Pública [online]. 2019, vol.53, 95.  Epub 21-Out-2019. ISSN 1518-8787.  https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2019053001284.

OBJETIVO

Analisar fatores associados ao seguimento ambulatorial não adequado de crianças notificadas com sífilis congênita.

MÉTODOS

Estudo de coorte não concorrente, realizado em unidades de atenção primária e três maternidades de referência de Fortaleza (Ceará). Os dados foram coletados de setembro de 2013 a setembro de 2016 nas fichas de notificação e nos prontuários médicos de internamento e de seguimento ambulatorial, e apresentados considerando o seguimento adequado e não adequado. Foram consideradas adequadamente seguidas as crianças que compareceram à unidade de atenção primária ou ao ambulatório de referência no período recomendado pelo Ministério da Saúde e realizaram os exames preconizados. Utilizou-se os testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher na análise comparativa. O risco estimado de não seguimento adequado foi verificado por regressão logística simples e múltipla.

RESULTADOS

Foram notificadas 460 crianças com sífilis congênita, das quais 332 (72,2%) retornaram para pelo menos uma consulta e fizeram parte do estudo. Compareceram à unidade primária de saúde 287 (86,4%) crianças; entretanto, não havia referência à sífilis congênita em 236 (71,1%) prontuários e não foram encontradas informações acerca da solicitação do exame venereal disease research laboratory (VDRL) em 264 (79,5%). Houve não adesão às consultas subsequentes por parte de 272 (81,9%) indivíduos. As seguintes variáveis apresentaram associação estatisticamente significativa com o seguimento não adequado das crianças: estado civil das genitoras, número de consultas no pré-natal, número de gestações, hemograma e radiografia de ossos longos.

CONCLUSÕES

A maioria das crianças notificadas com sífilis congênita comparecem à atenção primária para seguimento, porém os serviços não atendem às recomendações do Ministério da Saúde para o seguimento adequado.

Palavras-chave : Sífilis Congênita, tratamento farmacológico; Atenção Secundária à Saúde; Perda de Seguimento; Fatores de Risco.

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