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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Print version ISSN 0036-4665
Abstract
LAMBERTUCCI, José Roberto; MARINHO, Roberto Pedercini; FERREIRA, Maria das Dores and NEVES, Jayme. Valor da reação de Widal no diagnóstico da Salmonelose Septicêmica Prolongada (SSP). Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo [online]. 1985, vol.27, n.2, pp. 82-85. ISSN 0036-4665. http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651985000200004.
Vinte pacientes com SSP (Grupo 1) e 20 com esquistossomose mansoni (Grupo 2) foram selecionados para o estudo. Realizou-se a reação de Widal, com antígenos preparados da amostra Ty 901 (S. typhi), nos pacientes dos Grupos 1 e 2. Em seis pacientes do Grupo 1, a reação de Widal foi feita com antígenos preparados a partir de salmonelas isoladas destes pacientes (autoantígenos). Foram considerados significativos os títulos superiores a 1:200. Dez pacientes do Grupo 1 (50%) tiveram a reação positiva para o antígeno "H" e cinco (25%) para o "O". Em quatro casos em que se isolou a S. typhi, a reação de Widal foi positiva. Em três pacientes com reação negativa para "H" e "O", houve viragem da reação com títulos elevados quando se utilizou autoantígenos; outros dois casos positivos mantiveram os mesmos títulos e em um caso houve elevação de quatro vezes nos títulos quando a reação foi feita com antígenos da Salimonella isolada. A reação de Widal foi positiva na maioria dos casos quando as salmonelas isoladas eram do Grupo D. Para o grupo 2, caso se aceitem os títulos superiores a 1:200 todos os exames foram negativos. Os Autores concluem que a reação de Widal apresenta baixa positividade na SSP. Com o uso de antígenos de S. paratyphi A e B e de uma mistura de antígenos de salmonelas de grupos distintos, a reação provavelmente será de valor no diagnóstico da SSP.











