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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Print version ISSN 0036-4665
Abstract
ADAD, Sheila J.; ANDRADE, Débora Cristiane da Silva; LOPES, Edison Reis and CHAPADEIRO, Edmundo. Contribuição ao estudo da anatomia patológica do megaesôfago chagásico. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo [online]. 1991, vol.33, n.6, pp. 443-450. ISSN 0036-4665. http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46651991000600004.
Estudo anatomopatológico sistematizado foi feito em 56 esôfagos de chagásicos crônicos (17 com e 39 sem mega) e em 26 de não chagásicos com as seguintes finalidades: 1) avaliar as variações de calibre e espessura da parede do órgão; 2) analisar qualitativa e quantitativamente o plexo mientérico, na tentativa de avaliar a eventual relação entre suas lesões e o aparecimento de megaesôfago (ME); 3) estudar as lesões das musculares procurando verificar sua contribuição na gênese da visceromegalia; 4) pesquisar formas amastigotas do T. cruzi e sua possível relação com o processo inflamatorio; 5) identificar as principais alterações da mucosa. Confirmou-se que as lesões mais intensas localizavam-se na muscular própria e no plexo de Auerbach. Na primeira, as principais alterações foram miosite e fibrose e nos gânglios mientéricos observou-se inflamação e despopulação neuronal, maior nos esôfagos dos chagásicos com dilatação em relação aos sem dilatação e destes em relação aos controles. Entretanto, foram vistos esôfagos de calibre normal, com intensa denervação. Conclui-se que parecem ser múltiplos os fatores que desencadeiam a esofagopatia, especialmente, o ME. A pesquisa de parasitas em oito esófagos com mega e em oito sem ME foi positiva somente em quatro casos, do primeiro grupo. As lesões da mucosa e submucosa não parecem participar do processo.
Keywords : Doença de Chagas; Tripanossomíase cruzi; Megaesôfago; Acalásia.











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