Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Print version ISSN 0036-4665
Abstract
OPROMOLLA, Diltor Vladimir Araujo and NOGUEIRA, Maria Esther Salles. Inoculação de Lacazia loboi no tecido celular subcutâneo da bolsa jugal do hamster. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo [online]. 2000, vol.42, n.3, pp. 119-123. ISSN 0036-4665. http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46652000000300001.
O tecido celular subcutâneo da bolsa jugal do hamster, um local de privilégio imunológico, tem sido usado para a investigação da infectividade potencial de diferentes tipos de parasitas. Está demonstrado que o implante de fragmentos de lesões induzidas pelo fungo Lacazia loboi, o agente etiológico da doença de Jorge Lobo, no tecido subcutâneo da bolsa jugal do hamster resultou na multiplicação e disseminação do parasita para linfonodos satélites16. Neste trabalho, descrevemos a evolução de lesões induzidas pela inoculação do fungo isolado de lesões de humanos neste sítio de privilégio imunológico. A morfologia da resposta inflamatória, a viabilidade e proliferação do fungo foram analisadas. A inoculação do fungo na bolsa jugal induziu granulomas com raros linfócitos. Embora células fúngicas tenham sido observadas até 180 dias após inoculação, os fungos perderam viabilidade após o primeiro dia da inoculação. Contrariamente, quando o fungo foi inoculado no coxim plantar dos animais, foram observadas lesões histiocitárias não organizadas. Células gigantes do tipo Langhans, linfócitos e fungos foram observados nessas lesões. Quando inoculado na pata dos animais, a viabilidade do fungo foi observada até 60 dias após inoculação. Parasitas não viáveis foram observados em lesões de até 180 dias. Esses dados indicam que o tecido celular subcutâneo da bolsa jugal do hamster não é local adequado para a proliferação do Lacazia loboi quando o fungo isolado de tecido humano é testado.
Keywords : Lacazia loboi; Granuloma; Cheek Pouch; Hamster.











uBio 
