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Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo

On-line version ISSN 1678-9946

Abstract

GONCALES JR, Fernando L. et al. Avaliação clínica, epidemiológica, laboratorial, histológica e ultrassonográfica de doadores de sangue anti-HCV EIA-2 positivos. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo [online]. 2000, vol.42, n.3, pp.147-152. ISSN 1678-9946.  http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46652000000300007.

Entre 1992 e 1997 foram avaliados, ambulatorialmente, 790 doadores de sangue com teste anti-HCV EIA-2 fortemente reagente (relação entre a densidade ótica da amostra / "cut-off" > 3), que haviam sido detectados na triagem sorológica do banco de sangue. Todos eram negativos para doença de Chagas, sífilis, hepatite B (HBsAg) e AIDS. Amostras de sangue foram coletadas, na primeira consulta ambulatorial, para a realização de hemograma, exames bioquímicos e novos testes sorológicos para a HVC (anti-HCV EIA-2). Em 226 doadores anti-HCV EIA-2 repetidamente reagentes, realizou-se o teste suplementar de "immunoblot" para a HVC (RIBA-2). Em 209 doadores, pesquisou-se a presença do RNA do VHC pelo teste do PCR, através de exame automatizado (HCV-AMPLICOR, ROCHE). A ultra-sonografia abdominal foi realizada em 366 doadores e a biópsia hepática em 269 concordantes. Notou-se que 95,6% eram EIA-2 repetidamente reagentes, 94% eram assintomáticos e que apenas 2% referiram icterícia pregressa. Em 47% detectou-se, pelo menos, um fator de risco para a transmissão do VHC, sendo o uso de drogas E.V. o principal deles (27,8%). A transfusão de sangue foi o segundo fator na transmissão da HVC (27,2%). Hepatomegalia foi encontrada em 54%. Esplenomegalia e sinais de hipertensão portal foram raramente encontrados no exame físico, denotando o baixo grau de comprometimento hepático na HVC. A ultra-sonografia abdominal mostrou-se alterada em 65% dos indivíduos, sendo a esteatose a alteração mais freqüentemente observada (50%). Em 83,5% dos doadores submetidos à biópsia hepática, diagnosticou-se hepatite crônica, geralmente classificada como ativa (89%) e de grau leve ou moderado na maioria dos casos (99,5%). O histopatológico foi normal em 1,5% dos doadores. O teste de RIBA-2 e a pesquisa do RNA do VHC pelo PCR foram positivos em, respectivamente, 91,6 e 75% dos doadores anti-HCV EIA-2 reagentes. A pesquisa do RNA do VHC foi positiva em 82% dos indivíduos RIBA-2 reagentes, em 37,5% dos doadores RIBA-2 indeterminados e em 9% dos RIBA-2 negativos. Hepatite crônica foi observada em 50% dos doadores RIBA-2 indeterminados. Entre 18 doadores com alterações mínimas, ao exame histopatológico, 11 (61%) eram positivos para o RNA do VHC. Nossos doadores de sangue anti-HCV reagentes geralmente apresentam alterações clínicas, laboratoriais e histopatológicas próprias de pacientes com hepatites crônicas pelo VHC e uma elevada proporção destes podem ser identificados em entrevistas e avaliação médicas rotineiramente realizadas em bancos de sangue. Geralmente estes doadores infectados pelo VHC somente são identificados e bloqueados pelos resultados dos testes sorológicos.

Keywords : Anti-HCV; Blood donors; Viral Hepatitis; Hepatitis C; Brazil.

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