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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682

Resumo

FANTE, Camila Argenta; DIETERISH, Solange  e  RODRIGUEZ, Rubens. Betametasona e extrato aquoso de Arctium lappa no tratamento da angiostrongilíase. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2008, vol.41, n.6, pp. 654-657. ISSN 0037-8682.  http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822008000600018.

Angiostrongylus costaricensis é um parasita que causa angiostrongilíase abdominal em humanos, seu tratamento inclui o uso de antiinflamatórios apesar da falta de estudos que justifiquem esta conduta. O objetivo deste artigo é avaliar o efeito da betametasona e da Arctium lappa na evolução de lesões intestinais induzidas pelo parasita. Utilizou-se camundongos Swiss, machos, adultos, distribuídos em 4 grupos: infectados tratados com betametasona; com Arctium lappa; não tratados e grupo controle. Os tratamentos iniciaram no 15º dia de infecção e permaneceram por 15 dias. Infiltrado eosinofílico e granuloma foram avaliados (1-leve; 2-moderado; 3-severo). A betametasona permitiu a evolução das lesões para formas mais graves, enquanto o extrato não interferiu na progressão da patologia. As substâncias empregadas não mostraram eficácia na proteção das lesões induzidas pelo Angiostrongylus costaricensis em camundongos. Estes achados desmotivam o uso de betametasona e Arctium lappa em humanos acometidos por angiostrongilíase abdominal.

Palavras-chave : Angiostrongilíase; Antiinflamatórios; Betametasona; Arctium lappa.

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