SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.43 issue6Nosocomial infections in a Brazilian neonatal intensive care unit: a 4-year surveillance studyDynamics of Capillaria-hepatica-induced hepatic septal fibrosis in rats author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

Print version ISSN 0037-8682

Abstract

RODRIGUES, Valério Ladeira et al. Glomerulonefrite na esquistossomose mansônica: um tempo para reavaliar. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2010, vol.43, n.6, pp.638-642. ISSN 0037-8682.  https://doi.org/10.1590/S0037-86822010000600007.

INTRODUÇÃO: Avaliou-se a frequência de glomerulonefrite em pacientes com esquistossomose hepatosplênica no Brasil. MÉTODOS: Selecionou-se para o estudo, 63 pacientes (idade média de 45,5±11 anos) avaliados consecutivamente no ambulatório de doenças infecciosas de um hospital universitário de Belo Horizonte, Brasil, no período de 2007 a 2009. O diagnóstico da esquistossomose foi baseado em dados epidemiológicos, clínicos, parasitológicos e de imagem. Os oito pacientes que apresentaram albuminúria acima de 30mg em 24 horas submeteram-se a biópsia renal percutânea dirigida por ultrassonografia. As amostras de tecido renal foram analisadas à microscopia óptica, eletrônica e de fluorescência direta. RESULTADOS: Havia expansão do mesângio em todos. Em cinco, houve proliferação de células mesangiais e em quatro observou-se duplicação da membrana basal glomerular. Áreas de esclerose glomerular foram diagnosticadas em quatro. Depósitos de imunglobulinas M e C3 foram patentes em seis amostras; IgG em quatro, IgA em três e C1q em duas. Em todos os pacientes relatou-se fluorescência para IgA dentro dos túbulos renais. Depósitos de kappa e lambda foram vistos em seis amostras. A microscopia eletrônica demonstrou depósitos eletrondensos em tecido glomerular. A presença de hipertensão arterial, varizes do esôfago de pequeno calibre, pequenos aumentos de creatinina e diminuição de albumina sérica associaram-se à ocorrência de dano renal. CONCLUSÕES: A frequência de lesão renal foi de 12,7%, no presente estudo, e a glomerulonefrite membranoproliferativa do tipo I foi encontrada em 50%. A lesão renal associada à esquistossomose permanece um problema importante no Brasil.

Keywords : Esquistossomose; Nefropatia esquistossomótica; Glomerulonefrite; Histopatologia.

        · abstract in English     · text in English     · English ( pdf )

 

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License