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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versión impresa ISSN 0037-8682

Resumen

SILVA, Maria Beatriz Araújo et al. Triatomíneos sinantrópicos (Hemiptera, Reduviidae) no estado de Pernambuco, Brasil: distribuição geográfica e índices de infecção natural por Trypanosoma entre 2006 e 2007. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2012, vol.45, n.1, pp. 60-65. ISSN 0037-8682.  http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822012000100012.

INTRODUÇÃO: O presente estudo apresenta uma análise descritiva da ocorrência de triatomíneos e seus índices de infecção natural por Trypanosoma no Estado de Pernambuco, entre 2006 e 2007. MÉTODOS: Dados entomológicos para as espécies de triatomíneos, tais como espécimes capturados no intra e peridomicílio, e índice de infecção natural foram obtidos por meio da captura domiciliar em 147 municípios das 11 Gerências Regionais de Saúde. A pequisa foi baseada em uma amostra de insetos (100% dos infectados e 20% dos não infectados) enviados para o Laboratório Central de Pernambuco. RESULTADOS: No total, 18.029 triatomíneos foram analisados provenientes de 138 municípios. Triatoma pseudomaculata (35%), Triatoma brasiliensis (34%) e Panstrongylus lutzi (25%) foram as espécies mais capturadas. Estas espécies também apresentaram ampla distribuição geográfica no estado. Panstrongylus megistus, Triatoma petrocchiae, Triatoma melanocephala, Triatoma sordida, Rhodnius nasutus, Rhodnius neglectus e Triatoma infestans apresentaram distribuição geográfica mais restrita e menores valores de abundância relativa. A pesquisa parasitológica mostrou que 8,8% dos triatomíneos estavam infectados por flagelados morfologicamente similares a Trypanosoma cruzi e 91,3% deles foram capturados no interior das habitações em 113 municípios. P. lutzi apresentou as maiores taxas de infecção natural. CONCLUSÕES: Após o controle do T. infestans, as espécies sinantrópicas T. brasiliensis, T. pseudomaculata e P. lutzi mantêm o risco de transmissão do T. cruzi ao homem no Estado de Pernambuco. Estas espécies são amplamente distribuídas e espécimes infectados foram encontrados dentro das casas. Assim, nossos resultados recomendam reforçar a vigilância e controle vetorial da doença de Chagas em Pernambuco.

Palabras llave : Triatominae; Vigilância vetorial; Doença de Chagas; Pernambuco; Brasil.

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