SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.45 número1Flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) em São Vicente Férrer, uma área simpátrica para leishmaniose tegumentar e visceral, no estado de Pernambuco, BrasilFrequência de flebotomíneos em ambiente rural com boas condições de limpeza e organização, no estado do Paraná, Brasil índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

versão impressa ISSN 0037-8682

Resumo

MAEDA, Maicon Hitoshi; KNOX, Monique Britto  e  GURGEL-GONCALVES, Rodrigo. Ocorrência de triatomíneos sinantrópicos (Hemiptera: Reduviidae) no Distrito Federal, Brasil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2012, vol.45, n.1, pp. 71-76. ISSN 0037-8682.  http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822012000100014.

INTRODUÇÃO: As espécies de triatomíneos registradas pela vigilância entomológica da doença de Chagas no Distrito Federal (DF), Brasil, são Panstrongylus megistus, Panstrongylus geniculatus, Panstrongylus diasi, Rhodnius neglectus, Triatoma pseudomaculata e Triatoma sordida. Nosso objetivo foi analisar a ocorrência espacial e temporal das espécies de triatomíneos coletadas no DF, assim como seus índices de infecção natural por tripanosomatídeos. MÉTODOS: Os triatomíneos foram registrados pela Secretaria de Saúde do DF, entre 2002 e 2010, em 20 regiões administrativas. Esta análise retrospectiva considerou o número de adultos e ninfas coletados e infectados de cada espécie no intra e peridomicílio. RESULTADOS: Ao todo, foram coletados 754 triatomíneos em 252 unidades domiciliares notificadas. Panstrongylus megistus foi a espécie mais frequente (65%), seguida de T. pseudomaculata (14%). Dos 309 triatomíneos examinados, somente 3 (1%) espécimes de P. megistus estavam infectados por flagelados morfologicamente similares a Trypanosoma cruzi. A ocorrência espacial mostrou que houve maior diversidade de triatomíneos e maior frequência de T. sordida em áreas rurais. Além disso, houve predominância de P. megistus nas áreas urbanas. O número de registros de P. megistus no período chuvoso foi duas vezes maior que no período seco, sendo o maior número de coletas observado no mês de novembro. CONCLUSÕES: A presença de espécimes de P. megistus infectados por tripanosomatídeos em domicílios evidencia o potencial risco de infecção humana no DF. Dessa forma, é fundamental que continue a vigilância entomológica, intensificando-a no período chuvoso e nas regiões onde há maior ocorrência.

Palavras-chave : Controle da doença de Chagas; Vigilância entomológica; Triatomíneos sinatrópicos; Distrito Federal; Brasil.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · pdf em Inglês