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Revista do Hospital das Clínicas

Print version ISSN 0041-8781

Abstract

FERREIRA, Rosa Aparecida et al. Fator reumatóide-imunoglobulina E na artrite reumatóide juvenil. Rev. Hosp. Clin. [online]. 2002, vol.57, n.5, pp. 209-216. ISSN 0041-8781.  http://dx.doi.org/10.1590/S0041-87812002000500004.

OBJETIVOS: Determinar os níveis séricos do fator reumatóide-imunoglobulina E na artrite reumatóide juvenil e correlacioná-los com parâmetros clínicos e laboratoriais. MÉTODOS: Estudo multicêntrico prospectivo, realizado entre janeiro de 1993 a janeiro de 1999 com participação de três centros de reumatologia pediátrica. Estudaram-se 91 crianças com o diagnóstico de artrite reumatóide juvenil de acordo com os critérios do Colégio Americano de Reumatologia: 38 (42%) com a forma de início sistêmica, 28 (31%) pauciarticular e 25 (27%) poliarticular. A idade variou de 2,1 a 22,6 anos (média de 10,5 ± 4,7 anos) e 59 (65%) crianças eram do sexo feminino. O grupo controle constituiu-se de 45 crianças sadias. A detecção do fator reumatóide-imunoglobulina E foi realizada através de um ensaio imunoenzimático. Associações do fator reumatóide-imunoglobulina E com: fator reumatóide-imunoglobulina M (látex), imunoglobulina E sérica total, VHS, FAN, classe funcional e radiológica III ou IV foram analisadas. RESULTADOS: Das 91 crianças com artrite reumatóide juvenil, quinze (16,5%) apresentaram fator reumatóide-imunoglobulina E positivo. Destas, 7(18,5%) na forma sistêmica, 5 (18%) na pauciarticular e 3 (12%) na poliarticular. Observou-se correlação estatisticamente significativa entre o fator reumatóide-imunoglobulina E e a média geométrica da imunoglobulina E sérica total no total dos pacientes com artrite reumatóide juvenil; não foi observada correlação estatística entre o fator reumatóide-imunoglobulina E e positividade para o Látex, VHS, FAN e classe funcional e radiológica 3 ou 4 em nenhuma das formas de início da doença. Dos 45 controles, 4 (8,9%) também apresentaram fator reumatóide-imunoglobulina E positivo, mas não houve correlação com a imunoglobulina E sérica total. CONCLUSÕES: O fator reumatóide-imunoglobulina E pode ser detectado em 16,5% dos pacientes com artrite reumatóide juvenil, especialmente naqueles com níveis elevados de imunoglobulina E sérica total. O fator reumatóide-imunoglobulina E parece não se associar com atividade ou gravidade da artrite reumatóide juvenil.

Keywords : Fator Reumatóide; Imunoglobulina E; Artrite Reumatóide Juvenil; Ensaio imunoenzimático.

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