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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Abstract

ALENCAR, Jurandyr da Cruz; ALMEIDA, Raimundo Aniceto de  and  FERNANDES, Noeli Paulo. Fenologia de espécies florestais em floresta tropical úmida de terra firme na Amazônia Central. Acta Amaz. [online]. 1979, vol.9, n.1, pp.163-199. ISSN 0044-5967.  https://doi.org/10.1590/1809-43921979091163.

O trabalho apresenta as observações fenológicas de vinte e sete espécies florestais da floresta tropical úmida de terra firme, localizadas na Reserva Ducke, durante o período de 1965 a 1976. Foram analisadas a floração, frutificação e mudança foliar. As observações foram feitas em árvores separadas, ocupando diferentes estratos da floresta. Durante 12 anos de observações, mostra-se a periodicidade de início da floração e frutificação para cada espécie, em conjunto, e em dois diferentes estratos da floresta (dossel e dossel inferior). As árvores foram selecionadas na floresta, considerando-se as bem representativas de cada espécie, pelo valor econômico nos mercados local, nacional e internacional, como produtora de madeira, óleo essencial, resina, goma, látex e frutos; e ótimas características fenotípicas como uma possível porta-semente. São apresentadas também as épocas mais prováveis de ocorrência e duração da floração e frutifiração para cada espécie e as respectivas características dendrológicas e botânicas. Para as espécies em conjunto, que iniciaram a florar e frutificar em dois estratos (dossel e dossel inferior), procedeu-se à análise não paramétrica, que revelou serem as duas amostras significativamente diferentes, mostrando que a posição da copa é um importante fator de comportamento fenológico. Foi feita ainda a análise de regressão, correlacionando o número de árvores que iniciaram a florar e frutificar com os fatores climáticos (precipitação, umidade relativa e temperatura máxima absoluta), análise que mostrou uma tendência de ser observado maior número de árvores, iniciando a florar e frutificar, quando ocorrem menores valores de precipitação e umidade relativa. A temperatura máxima absoluta foi não significativa para a floração mas foi significativa, positiva (0,1%) para a frutificação.

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