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Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967On-line version ISSN 1809-4392

Abstract

TUOMISTO, Hanna; RUOKOLAINEN, Kalle  and  SALO, Jukka. LAGO AMAZONAS: FACT OR FANCY?. Acta Amaz. [online]. 1992, vol.22, n.3, pp.353-361. ISSN 1809-4392.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-43921992223361.

Foi proposta a idéia que uma parte importante da bacia do Amazonas foi coberta por um vasto lago, Lago Amazonas, até há época tão recente como dois mil anos atrás. Segundo esta hipótese os sedimentos de topo na região ocidental da Amazônia são quase universalmente depósitos recentes de origem lacustre e estuário. A hipótese tem chamado atenção dos biólogos pelas suas implicações com fenômenos biológicos na Amazônia, particularmente com a biogeografìa e a biodiversidade.

A Amazônia, apresenta, contudo, uma unidade geologicamente muito mais complexa do que pressupõe esta hipótese de lago, hipótese que nem tem apoio dos dados disponíveis sobre o tectonismo, a geomorfologia, a estratigrafia e os solos. Vastas áreas nas regiões do Peru e da Bolivia da bacia do Amazonas se caracterizam atualmente pela deposição fluvial, dominada pelos processos tectônicais. São processos que foram ativos durante dezenas de milhões de anos explicando assim a acumulação dos sedimentos Quaternários não-consolidados, característicos da região ocidental da Amazônia. Há uma variação extensa dos sedimentos de topo tanto pela sua composição como pela sua idade devido às influências locais de fatores diferentes. A hipótese que pressupõe o ambiente de depósitos ter no recente passado diferido basicamente do ambiente atual, precisava, para ser aceita, provas mais convincentes do que foi presentado pelos proponentes da hipótese de Lago Amazonas.

Devido à instalidade e heterogeneidade do meio ambiente da Amazônia, é preciso prudência quando se generaliza baseando-se nas observações duma área limitada. Sistemas de depósitos diferentes são capazes de produzir sedimentos estratigrafica mente semelhantes, independentemente um do outro. Sem ter provas evidentes tanto da continuidade como da deposição simultanea, estabelecer uma correlação entre formações de locais remotos parece muito arriscado.

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