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Revista da Escola de Enfermagem da USP
versão impressa ISSN 0080-6234
Resumo
SOUZA, Rafael Queiroz de; TORRES, Lilian Machado; GRAZIANO, Kazuko Uchikawa e TURRINI, Ruth Natália Teresa. Micro-organismos da subclasse Coccidia: resistência e implicações para o processamento de materiais de assistência à saúde. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2012, vol.46, n.2, pp. 466-471. ISSN 0080-6234. http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000200027.
Este estudo teórico propõe uma reflexão sobre a resistência intrínseca da subclasse Coccidia, particularmente o gênero Cryptosporidium, considerado como um agente potencialmente patogênico para pacientes imunocomprometidos, e suas repercussões na prática assistencial. Atualmente, as diretrizes internacionais e nacionais aprovam como procedimento seguro a desinfecção química de alto nível de endoscópios digestivos, após sua limpeza. No entanto, estudos evidenciaram que micro-organismos da subclasse Coccidia, especificamente o Cryptosporidium, responsável por infecção entérica, são mais resistentes que as micobactérias e não são inativados pelos desinfetantes químicos de alto nível, exceto pelo Peróxido de Hidrogênio a 6% e 7,5%, formulação ainda não disponível no Brasil. Conclui-se que a legislação deve incluir este agente entre os micro-organismos teste para aprovação de desinfetantes químicos de alto nível e que as autoridades sanitárias devem se esforçar para garantir que os estabelecimentos de assistência à saúde tenham acesso a produtos eficazes contra o Cryptosporidium.
Palavras-chave : Desinfecção; Endoscópios; Infecção hospitalar; Coccídios; Hospedeiro imunocomprometido.












