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Revista Brasileira de Ciência do Solo

versão On-line ISSN 1806-9657

Resumo

SOUZA, César Roriz de et al. Transformação de fósforo em camas de aviário e em Latossolo tratado com cama de aviário avaliadas por meio de 31P-RMN e fracionamento químico. Rev. Bras. Ciênc. Solo [online]. 2012, vol.36, n.5, pp.1516-1527. ISSN 1806-9657.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-06832012000500016.

A avicultura intensiva tem se expandido bastante nos últimos anos no Brasil e, com isso, gerado grandes quantidades de cama de aviário. Esses materiais contêm quantidades substanciais de fósforo (P) - nutriente altamente limitante ao crescimento de plantas nos solos mais intemperizados, mas que pode causar impactos ambientais negativos se inadequadamente manejado. A fim de melhor subsidiar o uso mais sustentável desses materiais orgânicos, o presente trabalho teve como objetivo avaliar as formas e as transformações de P de camas de aviário obtidas com cinco diferentes materiais de forração do piso: casca de café, maravalha, casca de arroz, sabugo de milho triturado e capim-napier triturado. As camas de aviário foram incubadas por 43 dias, e as mudanças nas frações de P foram avaliadas por meio de espectroscopia de 31P RMN. Na média das cinco camas de aviário, 19,8 % do P total nos extratos encontrava-se na forma orgânica e 48 % do P dos compostos orgânicos foi mineralizado durante os 43 dias de incubação. Foi observada grande variação na mineralização desse nutriente entre as camas de aviário, de 4 % na cama de capim-napier até 82 % na cama de maravalha. Com exceção da cama de casca de café, os fostatos diéster foram quase totalmente mineralizados em todas as demais camas de aviário durante o período de incubação. O ortofofato inorgânico (99,9 %) e o pirofosfato (0,1 %) foram as únicas formas de P inorgânico detectadas, enquanto o P orgânico era composto por monoéster fosfatos (76,3 %) e diéster fosfatos (23,7 %). A contribuição do pirofosfato, menor que 0,5 %, permaneceu inalterada durante o período de incubação. A cama de maravalha apresentou a maior proporção de P na forma orgânica (40 %) e maior relação P diéster:P monoéster, resultando em rápida mineralização nos primeiros 15 dias de incubação, com estabilização a partir de 29 dias. Quando as camas de aviário foram incubadas com solo (Latossolo Vermelho-Amarelo), foram observados, na mineralização, distintos comportamentos entre elas. O decréscimo da fração de P em compostos orgânicos (Po) aplicados ao solo seguiu a ordem: casca de café (45 %) > sabugo de milho (25 %) > casca de arroz (13 %) ≈ capim-napier (12 %) > maravalha (5 %). Ao longo do período de incubação, foram observados incrementos no P inorgânico (Pi). A incubação da cama de casca de arroz com o solo reduziu a taxa de mineralização do seu Po. Portanto, a aplicação de cama de aviário em solos argilosos mais intemperizados pode ser uma alternativa segura de disposição e ciclagem das camas de aviário. No entanto, aplicações repetidas de doses elevadas de camas de aviário devem ser monitoradas para avaliar o risco de eutroficação de corpos de água devido ao P.

Palavras-chave : pirofosfatos; fósforo orgânico; fracionamento do P; materiais de forração.

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