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Revista Brasileira de Fruticultura

versão impressa ISSN 0100-2945versão On-line ISSN 1806-9967

Resumo

POLA, AUGUSTO CARLOS; BRUNA, EMILIO DELLA; BACK, ÁLVARO JOSÉ  e  MORETO, ALEXSANDER LUÍS. INFLUÊNCIA DE DIFERENTES NÍVEIS TÉRMICOS SOBRE A DATA DA PLENA FLORAÇÃO DE VARIEDADES DE PESSEGUEIRO EM CLIMA SUBTROPICAL. Rev. Bras. Frutic. [online]. 2016, vol.38, n.4, e-240.  Epub 15-Dez-2016. ISSN 1806-9967.  https://doi.org/10.1590/0100-29452016240.

A dinâmica da dormência de espécies frutíferas de clima temperado é complexa e muito variável de acordo com o genótipo e o ambiente. Em razão desta variabilidade, muitos modelos fenológicos de unidades de frio não se têm mostrado adequados para as condições climáticas subtropicais brasileiras. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar como a temperatura do ar influencia a dormência do pessegueiro em Urussanga- SC. Para isto, foram avaliadas as correlações entre as datas de plena floração de dezesseis variedades de pessegueiro e o total de horas em que as temperaturas permanecem em determinados níveis térmicos. Foram identificados dois grupos de variedades com respostas altamente diferenciadas às temperaturas, em diversos períodos. No primeiro grupo, constituído por dez variedades, o início da influência significativa (p<0,05) das temperaturas sobre a data de plena floração ocorreu mais precocemente, em fevereiro. Neste grupo, as temperaturas entre 16 e 25 oC, acumuladas de março a junho, foram as que mais contribuíram para a antecipação da floração. No segundo grupo, o início da influência significativa das temperaturas ocorreu mais tardiamente, em abril. Neste grupo, as altas temperaturas acumuladas do início de abril ao final de maio anteciparam a plena floração, mas a partir de 20/05 foram as temperaturas abaixo de 10 oC as responsáveis por esta antecipação. Este comportamento difere dos modelos fenológicos tradicionais, que consideram uma exigência sequencial de frio e de calor nesta fase de repouso hibernal. Os resultados obtidos indicam a possibilidade de que ocorra uma influência alternada e/ou paralela de diferentes níveis térmicos sobre a dormência.

Palavras-chave : Prunus persica; dormência; temperatura; método estatístico.

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