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Revista Brasileira de Fruticultura

versão impressa ISSN 0100-2945versão On-line ISSN 1806-9967

Resumo

TEIXEIRA, LETÍCIA MAGALHÃES; COELHO, LÍSIAS  e  TEBALDI, NILVANIRA DONIZETE. CARACTERIZAÇÃO DE ISOLADOS DE Fusarium oxysporum E RESISTÊNCIA DE GENÓTIPOS DE MARACUJAZEIRO À FUSARIOSE. Rev. Bras. Frutic. [online]. 2017, vol.39, n.3, e-415.  Epub 17-Ago-2017. ISSN 0100-2945.  http://dx.doi.org/10.1590/0100-29452017415.

A murcha do maracujazeiro causada por Fusarium spp., é uma das mais severas doenças na cultura. O maracujá-amarelo é propagado predominantemente por via sexual, entretanto, a utilização de porta-enxertos tolerantes à morte prematura de plantas pode viabilizar o seu plantio mesmo em áreas com histórico da doença. O objetivo deste trabalho foi caracterizar isolados de Fusariumspp. existentes na região do Triângulo Mineiro e determinar o melhor genótipo a ser utilizado para reduzir perdas com a doença causada por este patógeno. O crescimento micelial e a quantificação da esporulação dos isolados, em três diferentes meios, foi determinada medindo-se o diâmetro da colônia micelial e pela contagem de conídios na câmara de Neubauer respectivamente, após 10 dias de incubação em extrato de malte 2%, PDA e CMA. Cinco dias após a avaliação do crescimento micelial observou-se a coloração das colônias. O experimento foi conduzido em esquema fatorial 4x3 (quatro isolados e três meios) com 5 repetições. A caracterização das estruturas morfológicas dos isolados foi realizada em cultivo mínimo composto pelo meio de Malte a 2% com solo+areia autoclavados na proporção de 1:1. Três espécies de Passiflora e 2 tipos de mudas foram utilizadas como porta-enxerto para avaliar a resistência à fusariose, em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições em esquema fatorial 3x2, sendo três espécies do gênero Passiflora (P. alata, P. setacea e P. edulis) e dois tipos de mudas do tipo pé franco ou enxertadas com P. edulis. O PDA foi o meio menos favorável para o crescimento micelial dos isolados. O melhor meio para a produção de conídios foi o Extrato de Malte e os isolados mais esporulantes foram Fus-01 e Fus-02. Na caracterização morfológica as colorações dos isolados nos meios de cultura estudados variaram entre branco, rosa, roxo e violáceo. Apenas Fus-02 e Fus-04 formaram macro e microconídios. Os formatos, dimensões e número de septos dos macro e microconídios, bem como as características das monofiálides permitiram classificar todos isolados como Fusarium oxysporum f.sp. passiflorae. No campo, Passiflora alata e P. setacea usados como porta-enxerto para P. edulis, se mostraram mais resistentes à fusariose. Apesar da baixa sobrevivência, P. edulis enxertado sobre a mesma espécie promoveu crescimento dos ramos secundários semelhante ao P. setacea.

Palavras-chave : Enxertia; murcha de fusarium; maracujá-amarelo.

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