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Revista Brasileira de Fruticultura

versão impressa ISSN 0100-2945versão On-line ISSN 1806-9967

Resumo

LEMOS, Viviane de Oliveira Thomaz et al. Anatomia ecológica foliar da Eugenia luschnathiana (O.Berg) Klotzsch ex B.D.Jacks. (Myrtaceae) na Restinga cearense. Rev. Bras. Frutic. [online]. 2018, vol.40, n.4, e-696.  Epub 19-Jul-2018. ISSN 0100-2945.  http://dx.doi.org/10.1590/0100-29452018696.

A espécie Eugenia luschnathiana (O.Berg) Klotzsch ex B.D.Jacks. (Myrtaceae), vulgarmente conhecida como pitomba-da-baía, ocorre em região de Restinga no Estado do Ceará e possui potencial medicinal. O presente estudo objetivou caracterizar a anatomia foliar da E. luschnathiana nas estações de chuva e seca, bem como ao sol e à sombra na Restinga cearense, visando a gerar informações úteis para a compreensão do valor aclimatativo das respostas morfoanatômicas às condições naturais de ocorrência da espécie. Foram realizadas coletas, no Parque Estadual Botânico do Ceará, de folhas completamente expandidas e fixadas em FAA70, sendo substituído por etanol a 70%, após 24 h. As amostras foram submetidas a metodologias-padrão em anatomia vegetal, a fim de analisar qualitativa e quantitativamente as estruturas da lâmina foliar e do pecíolo. Como resultado, verificaram-se diferenças entre folhas de sol e sombra na chuva e na seca. Em relação à luminosidade, a maioria das determinações foi maior nas folhas de sol: densidade e frequência de tricomas; frequência de cicatriz de tricomas; frequência estomática, índice estomático, comprimento, largura e área dos estômatos; espessura da lâmina foliar, mesófilo, cutícula, epiderme, parênquima paliçádico e esponjoso; comprimento e largura da nervura central, área do feixe vascular da nervura central, quantidade de cavidades secretoras na nervura central; comprimento e largura do pecíolo, área do feixe vascular do pecíolo, quantidade e área de cavidades secretoras no pecíolo. Nas folhas de sombra, apenas a quantidade de drusas na nervura central e no pecíolo foram maiores. Em relação à sazonalidade, todas as determinações foi maior na estação de chuva, com exceção do comprimento e da largura da nervura central; quantidade de drusas na nervura central e no pecíolo, comprimento do pecíolo, área do feixe vascular e das cavidades secretoras do pecíolo. Portanto, conclui-se que a E. luschnathiana possui grande capacidade aclimatativa às condições de intensa luminosidade e períodos de déficit hídrico.

Palavras-chave : Myrtaceae; pitomba-da-baía; plasticidade anatômica; sazonalidade; luminosidade.

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