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Fitopatologia Brasileira
versão impressa ISSN 0100-4158
Resumo
MAY-DE MIO, LOUISE L.; GHINI, RAQUEL e KIMATI, HIROSHI. Solarização para controle de Phytophthora parasitica em mudas de citros. Fitopatol. bras. [online]. 2002, vol.27, n.3, pp. 254-258. ISSN 0100-4158. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582002000300003.
O uso de solarização tem-se mostrado eficiente para o controle de fitopatógenos habitantes do solo. No caso de Phytophthora parasitica, agente causal de podridão de raízes em viveiros de citros (Citrus spp.), utiliza-se, normalmente, desinfestação com brometo de metila, produto altamente tóxico ao homem e à comunidade microbiana do solo. Neste trabalho, verificou-se a eficiência da solarização em substrato pré-colonizado com P. parasitica por meio de dois métodos: sacos plásticos e coletor solar. Os experimentos foram realizados no inverno e no verão. No inverno, o delineamento foi em blocos ao acaso com oito tratamentos (coletor solar por 24 h e 48 h, saco plástico por 24 h e 48 h, coletor solar por 48 h + Trichoderma spp., Trichoderma spp., testemunha à sombra inoculada e não inoculada) e quatro repetições com 15 plantas. A avaliação foi feita pelo teste de isca para recuperação do patógeno e pelo desenvolvimento das plântulas de citros após três meses do transplantio para os tubetes. No verão, os tratamentos foram um, dois, sete e 14 dias de solarização em sacos plásticos, e a avaliação foi feita apenas pelo teste de isca para recuperação do patógeno. A solarização do substrato para produção de mudas em coletor solar (tubos com 10 cm de diâmetro) por 24 h (inverno e verão) e em sacos plásticos (20 x 25 x 4 cm3) por 48 h no verão eliminou P. parasitica propiciando melhor desenvolvimento das mudas.
Palavras-chave : energia solar; controle físico; solo.











