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Kriterion: Revista de Filosofia
Print version ISSN 0100-512X
Abstract
DANOWSKI, Déborah. David Hume, o começo e o fim. Kriterion [online]. 2011, vol.52, n.124, pp. 293-305. ISSN 0100-512X. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-512X2011000200003.
O presente artigo analisa o uso abundante por Hume de ficções que relatam o que significaria para nós a ausência de experiência - ou porque esta ainda não existiria, ou porque, por algum motivo, ela não existira mais. Sugerimos que essas ficções, além de seu objetivo mais imediato de prestar o devido reconhecimento à experiência e ao hábito como únicos fundamentos possíveis de nossas inferências de causa e efeito, revelam a tensão permanente de nossa existência entre duas forças de atração: uma força que nos puxa em direção à regularidade e uniformidade das leis da natureza e da natureza humana, afastando-nos da singularidade, da pura diferença entre percepções atômicas e da indiferença original da imaginação; e uma outra, que apenas entrevemos, mas que se mantém como uma ameaça constante por trás de todas as associações, inferências, crenças e mecanismos de paixões: o reino da pura singularidade, a recaída na indiferença, a ruína da natureza humana.
Keywords : David Hume; experiência; natureza humana; indiferença; singularidade.












