SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.59 issue139O CORPO DAS MASSAS NA ERA DA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICALITERATURA, REFLEXÃO E SEMELHANÇA. UMA AFINIDADE ENTRE BENJAMIN E RICOEUR author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Kriterion: Revista de Filosofia

Print version ISSN 0100-512XOn-line version ISSN 1981-5336

Abstract

DIONIZIO, Mayara Joice. A NEGAÇÃO DA OBRA: DERRIDA E LEITOR DE ARTAUD. Kriterion [online]. 2018, vol.59, n.139, pp.215-233. ISSN 0100-512X.  http://dx.doi.org/10.1590/0100-512x2017n13911mjd.

Em “A escritura e diferença”, Derrida apresenta uma crítica à interpretação de Blanchot sobre Artaud, sob o título “A palavra soprada”, na qual ressalta que a leitura blanchotiana foi tendenciosa. Seu incômodo se dá primeiramente pela comparação que Blanchot faz de Hölderlin e Artaud, por serem poetas que experimentaram a exigência poética e, por isso, tiveram suas obras interpretadas por um reducionismo da Psiquiatria. Para Derrida, esse duplo interpretativo, clínico e crítico, é decorrente de uma separação dualista há muito presente, uma diferença constitutiva da metafísica que gera todas as separações, inclusive a condição de comentário da clínica e da crítica. Assim, o que é exposto por Derrida é a deflagração de uma estrutura metafísica que suporta esses dualismos. O modo como Artaud percebeu esse limite de realização na escrita é o que Derrida tenta reconhecer como uma efração estrutural da diferença que há no nosso modo de se relacionar com a obra. Derrida refaz o caminho da obra de Artaud para mostrar como poderíamos superar essa ausência que acontece na relação do artista com a obra, do corpo e do espírito. E, por fim, demonstra a partir do próprio Artaud o reducionismo feito também por Blanchot.

Keywords : Artaud; comentário; obra; metafísica; escrita; diferença.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · Portuguese ( pdf )