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Summa Phytopathologica

versão impressa ISSN 0100-5405

Resumo

BRIDA, Andressa Lima de et al. Variabilidade espacial de Meloidogyne javanica em soja. Summa phytopathol. [online]. 2016, vol.42, n.2, pp.175-179. ISSN 0100-5405.  https://doi.org/10.1590/0100-5405/2140.

A soja é considerada uma das mais importantes culturas do agronegócio no Brasil. Os levantamentos populacionais de fitoparasitos, é uma ferramenta importante na presença de nematoides e na detecçao dos prejuizos. O presente estudo teve como objetivo, utilizando como ferramenta, a geoestatística, verificar a variabilidade espacial de Meloidogyne javanica em duas lavouras de soja, uma apresentando plantas com sintomas característicos do parasitismo do nematoide e outra área com plantas sem sintomas. O estudo foi realizado no município de Araruna, estado do Paraná, ambas cultivadas com soja cultivar BMX Potência RR. Coletaram-se solo e raiz seguindo malha irregular de 50 pontos georreferenciados. Para verificar a existência e estimar o grau de dependência espacial entre as populações, utilizou-se a análise geoestatística. Após o ajuste do variograma foi realizado a krigagem e sequencialmente o mapa de distribuição espacial de nematoides nas áreas. Todo processo geoestatístico foi realizado com o programa computacional GS+. Somente em quatro pontos foram detectados nematoides nas amostras de solo, e em baixo nível populacional, por isso, tais dados não foram analisados com a geoestatística. Na área apresentando plantas amareladas e com tamanho reduzido, em 60% das amostras foi detectado a presença de M. javanica, sendo que a população obtida variou de 0 a 70.992 nematoides em 10g de raiz, com média de 3.807. O variograma ajustou-se ao modelo esférico, com alcance de 30,80 m e dependência espacial de 86%, nesse caso seria necessária a coleta de nove subamostras para representar um hectare de forma satisfatória. Na área onde não foram observadas plantas com sintomas visíveis, 38% das amostras estavam com M. javanica, e com baixo nível populacional. A população obtida variou de 0 a 2.184 nematoides em 10g de raiz, com media de 262. O alcance obtido foi de 11,60 m, com dependência espacial de 99% e ajuste ao modelo gaussiano, já nesse caso, seria necessária a coleta de 74 subamostras para a representação satisfatória de um hectare. A análise geoestatística mostrou-se eficiente para estudos de distribuição espacial de nematoides fitoparasitas.

Palavras-chave : distribuição horizontal; nematoide das galhas; geoestatística.

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