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Summa Phytopathologica

versão impressa ISSN 0100-5405versão On-line ISSN 1980-5454

Resumo

SILVA, Micaele Aparecida Franco da et al. Compatibilidade de isolados de Trichoderma com pesticidas utilizados na cultura da alface. Summa phytopathol. [online]. 2018, vol.44, n.2, pp.137-142. ISSN 0100-5405.  https://doi.org/10.1590/0100-5405/176873.

A murcha de esclerotinia, causada por Sclerotinia minor e S. sclerotiorum, é uma das mais importantes doenças que afetam a cultura da alface no Brasil. Em estudos anteriores os isolados de Trichoderma asperellum (IBLF 897, IBLF 904 and IBLF 914) e de T. asperelloides (IBLF 908), foram selecionados para o controle biológico dessa doença. Neste estudo subsequente foi avaliada a compatibilidade desses isolados com pesticidas utilizados na cultura da alface no Brasil. Inicialmente o crescimento micelial dos isolados foi avaliado em meio de cultura acrescido com os pesticidas. Em seguida, o efeito dos pesticidas sobre o parasitismo do isolado de T. asperellum IBLF 914 em iscas e escleródios de S. minor e S. sclerotiorum e a sobrevivência de plântulas de alface foi avaliado em caixas tipo gerbox, após aplicação sobre a iscas e escleródios do antagonista e dos pesticidas em suas respectivas doses comerciais. Os fungicidas pencicuron, mandipropamid e o insecticida imidacloprida não afetaram o crescimento micelial dos isolados de Trichoderma. O fungicida iprodione não afetou o crescimento micelial dos isolados de T. asperellum, mas o isolado de T. asperelloides foi sensível a partir da concentração de 10 µg.L-1 do fungicida. Procimidone reduziu o crescimento micelial dos isolados de Trichoderma a partir da concentração de 10 µg.L-1 de fungicida, e axozistrobina reduziu a germinação dos conídios dos isolados do antagonista, apresentando DLs 50 entre 0,36 e 0,42 µg.L-1 de fungicida. Por outro lado, no experimento realizado em caixas tipo gerbox, nenhum pesticida reduziu o parasitismo de escleródios e iscas, bem como o controle de S. minor e S. sclerotiorum em plântulas de alface. Os resultados indicam que o controle biológico da murcha de esclerotínia com o isolado de T. asperelum IBLF 914 pode ser compatível com os demais tratamentos fitossanitários realizados na cultura da alface.

Palavras-chave : Sclerotinia minor; Sclerotinia sclerotiorum; Trichoderma asperellum; Trichoderma asperelloides; Lactuca sativa; controle biológico; controle químico.

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