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Revista Árvore

versión impresa ISSN 0100-6762

Resumen

SILVESTRINI, Milene et al. Regeneração natural em áreas abandonadas após intensivo uso do solo em uma ilha originalmente coberta pela Floresta Tropical Atlântica, Brasil. Rev. Árvore [online]. 2012, vol.36, n.4, pp.659-671. ISSN 0100-6762.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622012000400008.

O tempo necessário para a regeneração de uma floresta em áreas degradadas depende de como a floresta foi removida e do tipo de uso do solo após o desmatamento. A regeneração natural foi estudada em campos abandonados após intensivo uso agrícola em áreas originalmente cobertas por Floresta Atlântica na Ilha Anchieta, Ubatuba, Brasil, com o objetivo de entender como as comunidades vegetais se re-estruturam após perturbações antrópicas e determinar estratégias apropriadas de restauração florestal. Os campos foram classificados em três tipos de vegetação, em função da espécie vegetal dominante: 1) campos de Miconia albicans (Sw.) Triana (Melastomataceae), 2) gleicheniais de Dicranopteris flexuosa (Schrader) Underw. (Gleicheniaceae) e 3) gleicheniais de Gleichenella pectinata (Willd.) Ching. (Gleicheniaceae). A composição e estrutura da regeneração natural foram comparadas entre os três tipos de vegetação, delimitando-se aleatoriamente três parcelas de 1 m x 3 m, em cinco locais da ilha. Foi observado um gradiente na composição e abundância de espécies na regeneração natural ao longo dos três tipos de vegetação, dos gleicheniais de Dicranopteris até os campos de Miconia. Esse gradiente não seguiu exatamente o mesmo padrão de distribuição dos três tipos de vegetação na ilha em relação à proximidade com os remanescentes florestais. Uma complexa associação de fatores bióticos e abióticos parece estar afetando o recrutamento e estabelecimento das plântulas nas parcelas estudadas. A baixa regeneração de plantas nos gleicheniais de Dicranopteris e Gleichenella sugere o efeito inibitório das samambaias sobre o recrutamento de espécies herbáceas e arbustivo-arbóreas. Entretanto, não foi possível distinguir diferentes padrões de regeneração arbórea entre os três tipos de vegetação. Os resultados indicaram que a regeneração florestal após distúrbios antrópicos intensos não é direta, previsível ou, mesmo, alcançável por si só. Ações e técnicas apropriadas para cada área, como remoção das samambaias, cobertura de solo e enriquecimento com espécies arbóreas foram sugeridas, visando à restauração da regeneração natural dos campos e ao seu retorno às condições florestais.

Palabras clave : Florestas tropicais úmidas; Distúrbios antrópicos; Restauração florestal.

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