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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Abstract

FREITAS, Alexandre Coutinho Teixeira de et al. Fatores de risco e conduta nas complicações do trato biliar no transplante hepático. Rev. Col. Bras. Cir. [online]. 2000, vol.27, n.6, pp. 359-365. ISSN 0100-6991.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912000000600001.

A reconstrução biliar é um dos pontos vulneráveis do transplante hepático apresentando incidência de complicações biliares, variando de 10 a 35%, nos diversos estudos da literatura. Esse trabalho tem por objetivo apresentar a experiência do nosso serviço em relação à incidência e ao manejo das complicações biliares no transplante de fígado. Foram incluídos no estudo 147 transplantes hepáticos ortotópicos, com idade média de 37,3 anos, correspondendo a 88 procedimentos em pacientes do sexo masculino e 59 do sexo feminino. Complicações biliares ocorreram em 27 transplantes (18,36%) em 25 pacientes (dois retransplantes). A presença de rejeição celular e de complicações vasculares foi identificada como fator de risco para as complicações biliares. A idade, o sexo, a etiologia da cirrose e a técnica utilizada na reconstrução biliar não foram fatores de risco. No total, foram empregados 52 cursos terapêuticos: tratamento cirúrgico em 23 vezes; tratamento endoscópico em 15 vezes; retransplante em sete vezes; drenagem biliar transparieto-hepática em seis vezes e um paciente está em lista de espera para retransplante. Conclui-se deste estudo que as complicações biliares são freqüentes após o transplante hepático e que as vasculares e a rejeição celular são fatores de risco.

Keywords : Transplante hepático; Estenose biliar; Fístula biliar; Complicações biliares; Icterícia.

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