SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.34 número4Baixa dose de misoprostol sublingual (12,5 µg) para indução do partoEstado nutricional e qualidade de vida da mulher climatérica índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Bookmark


Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203

Resumo

SKARE, Thelma Larocca; GEHLEN, Marcelo Luiz; SILVEIRA, Danddara Morena Gonçalves  e  UEMA, Mariana Mika de Sousa. Gravidez e disfunção lacrimal. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2012, vol.34, n.4, pp. 170-174. ISSN 0100-7203.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032012000400006.

OBJETIVO: Verificar a prevalência de disfunção lacrimal em grávidas, comparando-a com a de mulheres não grávidas. Correlacionar achados de diminuição do filme lacrimal com antecedentes obstétricos. MÉTODOS: Foram entrevistadas 150 mulheres grávidas e 150 não grávidas para avaliação da presença de sintomas de secura ocular e antecedentes obstétricos. Os dois grupos foram submetidos ao teste de Schirmer I e a um questionário para sintomas de olho seco. Pacientes com colagenoses, uso de medicamentos associados à secura de mucosas, hepatite C e infecção por vírus da imunodeficiência humana, inflamação intraocular prévia ou cirurgia ocular foram excluídas. Os dados obtidos foram analisados por testes de Χ2 e Fisher quanto às variáveis nominais, e pelo t de Student e Mann-Whitney quando numéricos. A significância adotada foi de 5%. RESULTADOS: Os dois grupos não diferiram quanto aos sintomas relacionados à secura ocular. O valor absoluto do teste de Schirmer foi igual nos dois grupos, tanto para olho direito (p=0,3) como esquerdo (p=0,3). Todavia, as mulheres grávidas tiveram maior prevalência de disfunção lacrimal em pelo menos um olho (p=0,004). A ocorrência de disfunção lacrimal nos dois grupos (pacientes e controles) estava associada a maior número de gestações a termo por paciente (p=0,04), mas não com número de abortos (p=0,9), nem com o tempo da gravidez (p=0,5). CONCLUSÕES: Mulheres grávidas têm mais disfunção lacrimal do que não grávidas. Nos dois grupos a prevalência de disfunção lacrimal é mais alta em mulheres com maior paridade.

Palavras-chave : Síndromes do olho seco; Ceratoconjuntivite; Aparelho lacrimal [fisiopatologia]; Complicações na gravidez.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português