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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203versão On-line ISSN 1806-9339

Resumo

ESPINOLA, Juliana Pinho et al. Subtipos moleculares de câncer de mama não estão associados ao subestadiamento ou ao superestadiamento do câncer de mama. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2016, vol.38, n.5, pp.239-245. ISSN 1806-9339.  http://dx.doi.org/10.1055/s-0036-1584127.

Objetivo

avaliar a concordância entre o estadiamento clínico e patológico do câncer de mama em função das características clínicas e moleculares das pacientes.

Métodos

estudo de corte transversal, sendo coletados dados clínicos, epidemiológicos e anátomo-patológicos de 226 pacientes operadas no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher - CAISM/ Unicamp), de janeiro de 2008 a setembro de 2010. As pacientes foram estadiadas clínica e patologicamente e classificadas como: subestadiadas, quando o estadiamento clínico foi menor do que o patológico; corretamente estadiadas, quando o estadiamento clínico foi equivalente ao patológico; e superestadiadas, quando o estadiamento clínico foi maior do que o patológico.

Resultados

as pacientes subestadiadas eram mais jovens (52,2 anos; p < 0,01) e sintomáticas ao diagnóstico (p = 0,04) do que as pacientes corretamente estadiadas ou superestadiadas. O subtipo clinico-patológico, o status menopausal, a paridade, a terapia de reposição hormonal e a histologia não foram associados com a diferença no estadiamento. Detectamos que as mulheres com menos de 57 anos de idade foram clinicamente subestadiadas principalmente devido à subestimação do T (p < 0 ,001), assim como as mulheres na pré-menopausa (p < 0,01). Por outro lado, as pacientes cujo diagnóstico foi realizado por queixa clínica, e não rastreamento, foram clinicamente subestadiadas devido à subestimação do N (p < 0,001).

Conclusão

o estudo nos mostra que o subtipo clinico-patológico não está associado a diferenças de estadiamento, enquanto mulheres mais jovens, e que tiveram seu diagnóstico por queixa clínica, tendem a ter seus tumores mais frequentemente subestadiados.

Palavras-chave : câncer de mama; estadiamento do câncer; mamografia; neoplasmas; mama.

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