Food Science and Technology (Campinas)
On-line version ISSN 1678-457X
Abstract
OLIVEIRA, Ana Cristina B. et al. Isótopos estáveis e produção de bebidas: de onde vem o carbono que consumimos?. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2002, vol.22, n.3, pp. 285-288. ISSN 1678-457X. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-20612002000300015.
A composição isotópica do carbono (d13C) foi utilizada na determinação da origem botânica (C3 x C4) de amostras de café, vinho, cerveja e vodka, de diferentes marcas e procedências, comercializadas no Brasil. Dentre as marcas de café analisadas, apenas uma apresentou um elevado percentual de plantas C4 em sua composição, evidenciado pelo valor de d13C (-16,2‰). Os valores de d13C das amostras de vinhos brasileiros, variaram entre -25,1 e -17,1‰, indicando a presença de carbono de origem C4 nas amostras que tiveram os maiores valores de d13C. Duas marcas de vinhos importados, por sua vez, apresentaram d13C característico de planta C3 (-27,1 e -26,3‰). Os valores de d13C das vodkas importadas variaram entre -26,4 e -23,9‰, e as brasileiras entre -12,8 e -11,8‰, excetuando-se uma marca que apresentou valor -23,1‰. As marcas de cervejas importadas, em sua maioria, apresentaram valores mais negativos (-27,3 a -20,7‰) que as nacionais (-25,9 a -18,4‰). Estes resultados evidenciam a eficiência desta metodologia na determinação da origem do C e percentual de mistura destas bebidas.
Keywords : isótopo estável; carbono; café; vinho; vodka; cerveja.












