SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.35 issue2Right to justification and duty of justification: reflections on a modus of the grounding of human rightsIntelligibility and language: epistemological assumptions author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Trans/Form/Ação

Print version ISSN 0101-3173

Abstract

OLIVA, Alberto. A incomensurabilidade entre as filosofias e a inexistência de revoluções em filosofia. Trans/Form/Ação [online]. 2012, vol.35, n.2, pp. 199-237. ISSN 0101-3173.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31732012000200011.

Este artigo se ocupa de questões metafilosóficas. Nele, discutiremos as razões que fazem com que a filosofia, diferentemente da ciência, problematize a si mesma como empreendimento cognitivo. Em particular, procuraremos identificar como e por que a filosofia acaba se constituindo em problema para si mesma. À exceção das ciências sociais onde há estudos críticos do tipo sociologia da sociologia, a ciência em geral não põe em discussão a si mesma. Raros são os casos em que a ciência chega ao extremo de questionar a própria cognitividade. A filosofia, em alguns de seus mais lúcidos e profícuos exercícios, não se furta a se avaliar como projeto cognitivo. Com esse tipo de preocupação metafilosófica, nosso artigo questionará a pretensão das grandes filosofias de protagonizar revoluções. Defenderemos a tese de que inexistem as revoluções postuladas pelos filósofos, destacando que a incomensurabilidade subsistente entre as filosofias não é provocada por rupturas conceituais ou explicativas e sim pela adoção de diferentes pressuposições absolutas, conforme definidas por Collingwood.

Keywords : Essencialismo; Justificação epistêmica; Incomensurabilidade; Progresso cumulativo; Revolução.

        · abstract in English     · text in Portuguese     · pdf in Portuguese