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Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul

versão impressa ISSN 0101-8108

Resumo

PEREIRA, Luiza do Nascimento Ghizoni; TREVISOL, Fabiana Schuelter; QUEVEDO, João  e  JORNADA, Luciano Kurtz. Transtornos alimentares em universitárias da área da saúde de universidade do sul do Brasil. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul [online]. 2011, vol.33, n.1, pp.14-19.  Epub 08-Abr-2011. ISSN 0101-8108.  http://dx.doi.org/10.1590/S0101-81082011005000002.

OBJETIVOS: Analisar a presença de transtornos alimentares em universitárias e avaliar a frequência dos quadros de bulimia, anorexia nervosa e estratégias inadequadas para emagrecimento na amostra estudada. MÉTODOS:  Foram estudadas 214 universitárias matriculadas em diferentes cursos da área da saúde em uma universidade do sul do Brasil, com idade igual ou superior a 18 anos; a avaliação se deu por meio de questionários autoaplicáveis. A frequência de padrões alimentares anormais foi avaliada de acordo com os escores das versões em português do Eating Attitudes Test, versão de 26 itens (EAT-26), do Bulimic Investigatory Test, Edinburgh (BITE), e um questionário complementar com itens sobre a situação ponderal e estratégias inadequadas utilizadas para emagrecer. RESULTADOS:  As estudantes tinham média (± desvio padrão) de idade de 21±9,93 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 21,1±2,59. Entre as participantes, 72,9% afirmaram que gostariam de pesar menos e 29% relataram o uso de estratégias inadequadas para emagrecer (o uso de diurético foi o mais frequente, seguido de laxantes, derivados de anfetaminas e vômitos induzidos). De acordo com a pontuação do EAT-26, 22,4% das estudantes (IC95% 17,7-27,1) apresentaram padrão alimentar anormal. Já o BITE indicou que 9,8% (IC95% 6,5-13,1) se encontravam no grupo com grande possibilidade de bulimia e 36,9 (IC95% 31,5-42,3) apresentavam necessidade de avaliação clínica. A média do IMC foi menor entre as universitárias com escores normais nos dois testes, porém não foi encontrada associação entre IMC e satisfação com o próprio peso. CONCLUSÕES: Nas futuras profissionais da saúde avaliadas, houve uma alta taxa de tendência a transtornos alimentares, conforme evidenciado pelos escores do EAT-26 e do BITE; o uso frequente de técnicas inadequadas de emagrecimento também foi constatado.

Palavras-chave : Transtornos alimentares; anorexia; bulimia; estudantes de ciências da saúde.

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