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Horticultura Brasileira

versão impressa ISSN 0102-0536

Resumo

AVILA, Antônio Carlos de; MELO, Paulo Eduardo de; LEITE, Lindolfo R  e  INOUE-NAGATA, Alice K. Ocorrência de vírus em batata em sete estados do Brasil. Hortic. Bras. [online]. 2009, vol.27, n.4, pp.490-497. ISSN 0102-0536.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-05362009000400015.

As viroses causam rápida degenerescência dos tubérculos-sementes de batata. Em condições tropicais, em que a presença de afídeos vetores é constante e a estrutura das populações de vírus é dinâmica, a pressão das doenças é enorme. Conhecer essa dinâmica é uma ferramenta importante para a sustentabilidade da produção de batata. Realizou-se um levantamento abrangente da ocorrência de viroses em batata no Brasil, além de estudar-se a distribuição das estirpes de Potato virus Y (PVY) associadas ao mosaico da batata. Em 2005 e 2006 foram visitadas lavouras em sete estados brasileiros, coletando-se folíolos com sintomas de viroses (1.256 amostras) e amostras aleatórias (360 amostras). Foi feita também uma estimativa visual da incidência de mosaico e enrolamento-das-folhas em vários dos campos visitados. Das 1.256 amostras suspeitas, 840 apresentaram reação positiva em teste sorológico para PVY (66,9%), 128 para Potato leaf roll virus (PLRV) (10,2%), 79 para Potato virus S (PVS) (6,3%) e nenhuma para Potato virus X (PVX). Os resultados dos testes de detecção por DAS-ELISA, biológico e RT-PCR mostraram a presença quase absoluta do subgrupo necrótico de PVY, em sua maioria PVYNTN. A análise de uma sub-amostragem em todos os municípios visitados confirmou que essa variante está hoje presente nos sete estados visitados. Amostras de PVYNTN foram obtidas das cultivares Asterix, Atlantic, Agata, Achat, Baronesa, Baraka, Bintje, Caesar, Cupido, Marijke, Monalisa, Panda e Vivaldi, que apresentaram diferentes níveis de suscetibilidade. As amostras aleatórias revelaram um quadro muito similar ao encontrado com as amostras sintomáticas. PLRV foi identificado em MG, BA, PR e SC, em várias lavouras de forma muito freqüente. PVS foi identificado nesses mesmos estados e também em SP. PVX foi detectado em apenas uma amostra tomada ao acaso em Serra do Salitre (MG). O contraste entre a avaliação visual dos sintomas e os resultados do teste de detecção por ELISA revelou a possibilidade de infecção latente por PVY em níveis relevantes na cultivar Asterix.

Palavras-chave : Solanum tuberosum subsp. tuberosum; RT-PCR (reverse transcriptase-polymerase chain reaction); DAS-ELISA (Double antibody sandwich- Enzyme linked Immunosorbent assay); PVY; PLRV; PVS.

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