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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

versão impressa ISSN 0102-0935

Resumo

PENHA, E.M. et al. Pós-operatório tardio da substituição do ligamento cruzado cranial no cão. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. [online]. 2007, vol.59, n.5, pp. 1184-1193. ISSN 0102-0935.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352007000500014.

Realizaram-se avaliações radiográfica e clínica pós-cirúrgica tardia da substituição do ligamento cruzado cranial (LCCr) por fáscia lata autógena em casos de ruptura clínica em 14 cães, de ambos os sexos, com massa corporal média de 28,6kg e idade média de 68 meses. As articulações tratadas constituíram o grupo tratado e as contralaterais o grupo-controle, totalizando 28 articulações estudadas. O tempo médio entre o aparecimento dos sintomas e a cirurgia foi de cinco meses e 15 dias e o decorrido entre a cirurgia e a avaliação pós-cirúrgica, 14 meses. Deambulação normal foi vista em 57,1% e claudicação discreta em 32,9% dos casos tratados. Nestes foram observados crepitação, dor, redução da amplitude de movimento articular e do diâmetro da coxa. Ausência de claudicação foi vista em 92,8% dos casos-controle. Doença articular degenerativa foi verificada radiograficamente nos dois grupos. A técnica empregada para substituição do LCCr foi efetiva clinicamente. Os resultados radiográficos, as vezes, mostravam-se diferente dos clínicos. O resultado foi melhor nos pacientes cuja cirurgia foi realizada após curto período do inicio dos sintomas e o intervalo entre a lesão e o tratamento foi o fator que mais influenciou na recuperação pós-operatória.

Palavras-chave : cão; pós-operatório; ligamento cruzado cranial.

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